sábado, 30 de outubro de 2010

O país vai seguir mudando é o que a gente quer


A ironia do Clarin à mais nova conclamação do Serra

As ofensas, factóides e mentiras de Serra passam as fronteiras do país, abaixo uma matéria do Clarin, o mais importante jornal da Argentina sobre declarações de Serra
Serra lanza una durísima ofensiva contra Dilma
PorEleonora Gosman
SAN PABLO. CORRESPONSAL
Si sos una chica bonita consigue 15 votos. Para eso, toma la lista de pretendientes y envíales un email. Avísales que aquel que vote por mi tendrá más chances contigo”. Esta fue la gran consigna del candidato José Serra en un acto en Uberlandia (Minas Gerais) en el que ayer estuvo acompañado por el ex gobernador de ese estado, Aecio Neves. En la desesperación por conseguir los 10 millones de votos que le faltan para alcanzar y sobrepasar a su adversaria Dilma Rousseff el socialdemócrata no parece tener reparos en los argumentos.
Para dar un tono festivo al acto, trajeron batucadas debidamente pagas además de ómnibus con “militantes” que recibieron US$ 23 por el viaje entre Belo Horizonte y la ciudad del interior mineiro. El candidato decidió gastar sus últimos cartuchos en Minas Gerais, el tercer distrito electoral del país, porque entiende que allí podrá morder parte del caudal de votos que tuvo Dilma en la primera vuelta. “Minas es el centro del país, es la síntesis. Y aquí se va a decidir la elección”.
La última encuesta de ayer, de la prestigiosa consultora Ibope, marca una ventaja de Dilma de nada menos que 14 puntos. Sólo un milagro, o un error demasiado grosero de las encuestadoras, es capaz de llevar a Serra al Palacio del Planalto el 1º de enero de 2011. Claro que nada puede asegurarse hasta las 20 horas del domingo cuando finalice el recuento de votos. Hoy los dos postulantes protagonizan su último debate. Será en la emisora Globo en Río de Janeiro.
Con esa misma expectativa de que algo sobrenatural lo ayude en esta pelea tan terrenal por el poder, Serra usó la campaña televisiva gratuita para insultar a Dilma a quien consideró como una mujer que de ser elegida para la presidencia “dejará robar en la sala de al lado” de su despacho. Dijo que ella había “quebrado” la intendencia de Porto Alegre cuando la ex ministra de Lula ocupaba un puesto secundario, la acusó de inepta y falta de autonomía. En esa línea discursiva, Serra acusó a Lula de querer privatizar Petrobras y entregar la explotación de las enormes reservas encontradas en la plataforma marítima a las empresas extranjeras.
Dilma consideró esa historia francamente ridícula. Ante miembros de la Federación Unica de Trabajadores Petroleros dijo que es una gigantesca mentira. Agregó que fue el gobierno de Fernando Henrique Cardoso quien vendió un tercio de la empresa estatal Petrobras. El gobierno de Lula acaba de recuperar la mayor parte del paquete accionario que es ahora de 48%. “Brasil sabe quién está a favor de Petrobras y de la explotación de las riquezas por parte de la empresa estatal; como también sabe quién está a favor de dejarlas en manos extranjeras”, dijo.


Serra em Minas, Mineiras todo cuidado é pouco

O candidato José Serra encerra hoje sua campanha em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, além de estar por baixo nas pesquisas e ter feito uma desastrosa declaração sugerindo que as mineiras, principalmente as mais bonitas conquistem votos de seus pretendentes para ele, Serra enfrenta a resistência do prefeitos e da população que está com Dilma.
Mesmo com o apoio do senador eleito Aécio Neves (PSDB) e do governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB), a tarefa de transferir votos dados a Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno ao presidenciável tucano José Serra está sendo tratada pelos prefeitos do interior do Estado como uma "missão quase impossível". Serra fez campanha nesta quinta-feira (27) em Montes Claros, no norte do Estado, ao lado de Aécio e Anastasia, na tentativa de superar a adversária Dilma Rousseff, que no primeiro turno bateu o PSDB na proporção de três votos para cada um dado ao tucano na região.
O norte de Minas é o berço do voto "Dilmasia", movimento que ganhou força ao longo da campanha do primeiro turno em favor da reeleição do tucano Anastasia e da candidata petista para presidente. A dificuldade que se impõe ao trio tucano para desmontar a preferência por Dilma no segundo turno é grande porque o confronto real na região não é entre Dilma e Serra.
O deputado Arlen Santiago (PTB-MG) está convencido de que o maior cabo eleitoral de Dilma junto à população mais carente é o Bolsa-Família. "O Aécio está trabalhando muito e o governador Anastasia também tem se esforçado, mas não há prestígio popular e força política que façam frente ao dinheiro dos programas sociais diretamente no bolso do eleitor".
Aliado de Aécio e eleitor de Serra, Arlen fala com a autoridade de quem ostenta o título de parlamentar estadual mais votado no norte de Minas. O prefeito de Padre Carvalho, José Nilson (PDT), confirmou as palavras do deputado dizendo que "o maior adversário do Serra no norte de Minas e Vale do Jequitinhonha é o Bolsa-Família".
O prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, do PMDB, não contesta a tese de que a briga eleitoral na região é um cabo de guerra entre a força política de Aécio e sua capacidade de transferir votos e o Bolsa-Família, que seduz os admiradores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leite admite que Aécio e Anastasia estão fazendo um trabalho forte e viraram votos, sem, contudo, ameaçar a supremacia de Dilma na região.


O petróleo tem que ser nosso, e sem X

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou nesta sexta-feira que a reserva de Libra, na Bacia de Santos, tem de 3,7 a 15 bilhões de barris de óleo equivalente. O mais provável, no entanto, é que a área tenha 7,9 bilhões de barris, segundo relatório da certificadora Gaffney, Cline & Associates.
Se o potencial chegar a 15 bilhões, será a maior área já descoberta e vai mais que dobrar as reservas brasileiras, já que as confirmadas até o momento somam 14 bilhões de barris.
A descoberta já havia sido confirmada pela ANP e, ontem, o diretor-geral da agência, Haroldo Lima, disse que o potencial seria divulgado hoje.
A área de Libra pertence à União, e foi a segunda a ser perfurada pela Petrobras para a ANP. Antes, o prospecto de Franco havia sido explorado, e as estimativas apontaram reservas recuperáveis de até 5,45 bilhões de barrias de petróleo e gás natural.
Franco foi incluído na cessão onerosa dentro do processo de capitalização da Petrobras. Libra ficou de fora e pode ser uma das primeiras áreas a serem leiloadas, dentro do modelo de partilha. O novo marco, no entanto, ainda precisa ser aprovado no Congresso.
A exploração em Libra ainda não foi finalizada. Segundo a ANP, foram perfurados 5.410 metros, sendo 22 metros na camada pré-sal. Está previsto que a exploração chegue a até 6.500 metros, no início de dezembro.
Libra fica localizado a 183 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, e pode ser a maior descoberta já feita no Brasil. O prospecto de Tupi, também no pré-sal da bacia de Santos, tem reservas estimadas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo e gás.
Isso significa que a estimativa mais provável para Libra iguala o potencial máximo de Tupi. A perspectiva máxima para Libra representa o dobro de até quando Tupi pode chegar, em termos de reservas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Caminhada pró-Dilma tem militância voluntária


Militância de vários partidos participam do ato pró-Dilma em São Paulo

O evento foi iniciado com uma caminhada na Praça do Patriarca às 16h05, com milhares de pessoas que se juntaram a outro grupo na Praça da Sé, em frente à Catedral.
Lideranças da coligação que apoia a petista Dilma Rousseff à Presidência se reuniram na tarde desta sexta-feira (29) no Centro de São Paulo em passeata seguida de comício. Militância de PT, PMDB, PR, PC do B, integrantes das centrais sindicais, como Força Sindical, CUT e CGTB, além de movimento de negros e de mulheres, se concentraram na Praça do Patriarca, na região central. Após a chegada de lideranças, o grupo caminhou para a Praça da Sé, onde um carro de som foi utilizado como palanque do evento.
Foi nesta mesma região que o PSDB realizou mais cedo um ato de apoio ao tucano José Serra. Calcula-se que a passeata pró-Dilma levou dez vezes mais pessoas ao centro de São Paulo. Os militantes das duas campanhas, no entanto, não chegaram a se encontrar.
 "A ideia é juntar os militantes para dar apoio a Dilma, mas sem militância chapa branca. Desceu toda militância da prefeitura, por isso eles fizeram o ato na hora do almoço", criticou o presidente do PT municipal, Antonio Donato.
Os grupos da militância pró-Dilma se encontram na Praça da Sé 
Após a passeata que passou pela rua XV de Novembro, uma das principais áreas comerciais da cidade, as lideranças subiram no carro de som e Michel Temer foi o primeiro a discursar. Ele conclamou a militância a atuar para que Dilma obtenha percentual de votação semelhante ao índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Vou dar uma palavra rápida porque vou daqui a pouco acompanhar mais um debate vitorioso dessa brasileira que é Dilma Rousseff (em referência ao debate da TV Globo nesta noite). Estou aqui dando uma palavra de incentivo, mas acho que nem precisa, porque o que vejo é entusiasmo. (...) Não vamos nos contentar com 57% [dos votos]. O Lula tem 83%. Vamos trabalhar para Dilma ganhar com 83%", afirmou o deputado, que após falar deixou o evento.
Aqui não tem militância paga e nem obrigada a comparecer se não perde o emprego, como aconteceu no ato anterior em apoio a Serra, disse dirigente ao discusar.


Servidor é obrigado a participar da passeata de Serra

Militantes do PSDB e políticos tucanos como ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, entre outros, realizam na tarde desta sexta-feira (29) uma caminhada pelas ruas do Centro de São Paulo. O grupo saiu por volta das 12h10 do Largo de São Francisco e caminhou até a Praça da República.
Funcionários públicos de secretarias e estatais do governo paulista e da prefeitura da capital relataram terem sido convocados para o ato de encerramento de campanha do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB). A caminhada no centro de São Paulo ocorre no início da tarde desta sexta-feira (29). Serra foi governador de São Paulo até março deste ano, quando foi sucedido por seu vice, Alberto Goldman (PSDB). Na prefeitura, Gilberto Kassab (DEM) também é aliado do tucano.
As informações obtidas pela Rede Brasil Atual dizem respeito às secretarias de Educação, de Habitação e de Transportes, à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e à Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae). Os servidores pediram para não ser identificados.
Todos os órgãos negaram, por meio das respectivas assessorias de imprensa. No caso da Secretaria de Transportes, além de negar qualquer movimentação, a assessoria garante que todos os funcionários estavam trabalhando às 12h20.
Ônibus foram empregados para levar os servidores que apoiam Serra ao ato, informaram os funcionários, no caso da Sabesp, da Secretaria de Educação e de Habitação. Os entrevistados pela Rede Brasil Atual não souberam dizer se os veículos haviam sido fretados por órgãos públicos, pela campanha ou por cabos eleitorais. Diretores de escola e funcionários administrativos da pasta que cuida do ensino no estado também participam, segundo os relatos.

Brasil de Fato
Foto: G1

Serra é do DEMônio

Serra: as mais bonitas podem arrumar 15 votos

Em Minas, mulheres sentem-se ofendidas por Serra


Serra falou a uma plateia em Minas
Mulheres reagem a pedido de Serra para convencer pretendentes a votar no tucano através da sedução.
O candidato tucano, José Serra, gerou uma nova onda de protestos na internet, no início da noite desta quinta-feira, por parte das mulheres que se sentiram ofendidas com o pedido do candidato, feito no encerramento do discurso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para uma plateia de cabos eleitorais e convidados. Ele apelou para que para as “meninas bonitas” busquem convencer os seus pretendentes masculinos a votar nele, principalmente na internet.
"Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado", argumentou o candidato.
Segundo o candidato tucano, mulheres bonitas têm mais condições de cabalar votos para a aliança da direita.
"Se é menina bonita, tem que ganhar 15 (votos). É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45", completou.
A proposta caiu mal para as mulheres brasileiras que, no Twitter, alçaram o primeiro lugar nos trends (assuntos mais debatidos nas redes sociais) nacionais e terceiro lugar, em nível mundial, com as mensagens de protesto contra o candidato.
“Sou mineira e bonita, mas não tenho tenho vocação pra trabalho de bordel”, escreveu @fiz_mesmo, seguida de @velvetinha: “Credo, o Serra é antigo, que ideia mais triste, gente. Ele imagina as meninas coqueteando para ganhar votos. Perai, vou ali vomitar”.
Os protestos foram rastreados pela tag #serracafetao, que chegou ao terceiro lugar em nível mundial, no início da noite. O internauta @emrsn ponderou que “por muito menos o Ciro foi mega desacreditado pela imprensa”, e @purafor pergunta se esta seria uma proposta do candidato para se criar “um bordel a nível nacional”. Enquanto isso, @rodrigonc, que não deve passar dos 14 anos, aproveita para entrar na discussão, “só avisando às meninas bonitas do Twitter: podem me mandar DM (mensagem direta, na tradução do inglês) que a gente já pode negociar esse voto”.
O internauta @luisfelipesilva acirra o debate ao constatar que “não tem profissão mais ingrata do que ser marketeiro do Serra, haja gafe…”, mas coube à internauta @alessandra_st colocar o tom do protesto: “Serra desvaloriza a mulher e subestima eleitorado feminino em MG”, concluiu.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dilma abre 12 pontos na média das pesquisas

Na média dos quatro levantamentos mais recentes, Dilma Rousseff (PT) abriu 12 pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB). Ela tem agora 56% dos votos válidos, contra 44% do tucano. A diferença aumentou dois pontos com a entrada no cálculo da pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira. As demais pesquisas dá média são do Ibope, Vox Populi e outra do Datafolha. Não entrou neste cálculo a pesquisa do Sensus divulgada hoje, 27/10, quarta-feira.

A média mostra uma tendência oposta à do final do primeiro turno, quando Dilma estava em queda e Marina Silva (PV) crescia, graças principalmente ao voto religioso.
Superada a drenagem de votos de evangélicos e católicos por causa da questão do aborto, o mote principal da eleição voltou a ser o debate entre continuidade e mudança. Como a economia acelera e o consumo está em alta, Dilma se beneficia da aprovação do governo.
O confronto envolvendo Serra e petistas no Rio, durante o qual o tucano foi atingido primeiro por uma bolinha de papel e depois por outro objeto do qual não se tem imagens. O candidato foi parar no hospital e foi ironizado por Lula.
O caso virou hit na internet e, apesar de ele ser a vítima, parece ter mais atrapalhado do que ajudado o tucano. Ele oscilou dois pontos para baixo nesta mais recente pesquisa Datafolha nos votos totais, de 40% para 38%.

José Roberto de Toledo do OESP

Serra provoca um buraco nos cofres públicos

Licitação aberta dois anos atrás por ordem do governador paulista, José Serra (PSDB), cancelada e retomada há seis meses pelo sucessor dele, o também tucano Alberto Goldman, foi suspensa ontem. O motivo agora foi a denúncia, do jornal Folha de São Paulo, de que conhecia desde abril o resultado oficialmente anunciado quinta-feira para a licitação de seis lotes de uma nova linha do metrô paulistano, no valor total de R$ 4,04 bilhões.
Em reportagem publicada na edição de ontem, a Folha revelou que havia registrado em cartório e publicado na internet, em abril, quais empresas e consórcios venceriam o processo licitatório. O registro, segundo o jornal, foi feito três dias antes de que Goldman suspendesse a licitação pela primeira vez e mandasse as empresas refazerem suas propostas.
”O governador Alberto Goldman solicitou ao Ministério Público Estadual que realize uma investigação quanto à denúncia de que os vencedores da licitação dos lotes 3 a 8 para implantação da extensão da Linha 5-Lilás do Metrô já eram conhecidos antecipadamente”, diz nota divulgada pelo governo estadual. Goldman também teria ordenado ao Metrô e à Corregedoria Geral da Administração que apurem o caso.
Responsável pela abertura do processo de licitação, em outubro de 2008, o então governador e atual presidenciável José Serra tratou de defender-se e de defender a companhia do metrô. Em sua própria defesa, alegou que os problemas ocorreram quando ele já havia renunciado ao cargo para concorrer à Presidência. A alegação é falsa. Já em defesa da companhia do metrô, Serra disse que não acreditava em direcionamento na licitação, mas que pode ter acontecido um acordo entre as construtoras.

Pesquisa do GPP frustra os demotucanos

Depois de criticas do coordenador da campanha, Sérgio Guerra, ao declarar que as pesquisas de intenção de votos de todos os institutos que vem sendo divulgadas e dão uma diferença de 12 a 14 pontos a favor de Dilma Rousseff, estavam erradas, o PSDB decidiu registrar no TRE e mostrar que as pesquisas internas do partido davam empate com o candidato Serra a frente de Dilma.
A pesquisa, contratada pelo candidato a vice na chapa de Serra, Indio da Costa (DEM), foi feita com 4.047 eleitores em 201 municípios do país, entre 23 e 25 de outubro, e divulgada ontem. 
Pesquisa de intenção de voto para presidente da República realizada pelo Instituto GPP indica diferença de 5,5 pontos percentuais a favor da candidata petista Dilma Rousseff, ao contrário do que afirmavam os demotucanos.
Segundo o instituto, ela tem 46,4% das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) soma 40,9%. Se a eleição fosse hoje, os votos nulos seriam 6,1%. Entre as pessoas consultadas, 6,6% não sabem ou não quiseram responder. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos
Considerados apenas os votos válidos, Dilma teria 53,2% e Serra, 46,8%. Nesse caso, a diferença sobe para 6,4 pontos percentuais. O resultado além de não mostrar Serra a frente apontou a diferença de 8 milhões de votos a favor da candidata Dilma.


Quebra de sigilo fiscal foi no ninho tucano

A quebra dos sigilos fiscais de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Verônica Serra, Eduardo Jorge Caldas e outros tucanos, ligados ao candidato José Serra, havia sido atribuída ao PT por líderes do PSDB. Nesta semana, porém, as apurações da Polícia Federal conduzem a um caso de investigação interna no partido por motivação política.
O jornalista Amaury Ribeiro Júnior confessou ter contratado o serviço ilícito de investigação. E em depoimentos à Polícia Federal, afirmou que um grupo ligado a José Serra procurava montar dossiê contra Aécio Neves, que à época do pedido, em dezembro de 2007, era governador de Minas Gerais e travava uma disputa interna com Serra para definir quem seria o candidato do PSDB à Presidência.
A declaração foi dada no último dia 15 em depoimento e o documento foi obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo. O depoimento do jornalista indica que, ao contrário das acusações feitas por Serra, o dossiê contra pessoas ligadas ao tucano nasceu após uma disputa interna dentro do próprio PSDB. A campanha de Serra acusava o PT e pessoas ligadas à campanha de Dilma de ter encomendado a quebra de sigilo de tucanos e de familiares de Serra.
Amaury disse que decidiu, por conta própria, elaborar um dossiê. À época, ele trabalhava no jornal O Estado de Minas. Segundo ele, após obter informações de suas fontes jornalísticas, ele conseguiu descobrir que se tratava de grupo que trabalhava pra José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba [PSDB-RJ].
Segundo ele, no grupo havia pessoas ligadas ao SNI (Serviço Nacional de Investigação).
O pedido teria partido de Itagiba, delegado e à ocasião deputado tucano carioca, muito ligado a Serra e comandante do serviço de inteligência da Polícia Federal durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência.
Itagiba teria montado, então, ação com ex-agentes da Polícia Federal e da Abin (órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência) para vasculhar ações de Aécio e procurar supostas irregularidades.
Aécio tinha interesse em ser candidato do PSDB à Presidência e, como tem alto índice de aprovação principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e decisivo na disputa presidencial, era uma barreira para Serra.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Datafolha/Globo: Dilma segue liderando pesquisas

TSE julga improcedente ação contra PHA

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves julgou improcedente representação ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), com base em denúncia de eleitor, contra o jornalista Paulo Henrique Amorim, Geórgia Cardoso Pinheiro e a empresa PHA Comunicação e Serviços por veiculação irregular de propaganda eleitoral em favor de Dilma Rousseff, candidata à presidência da República pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando. O MPE acusava o jornalista e a empresa de manter suposta propaganda que beneficiaria Dilma em site na internet mantido por pessoa jurídica.
O Ministério Público ressalta que dispositivo do artigo 57-C da Lei das Eleições (Lei 9.504/97) proíbe a veiculação, ainda que de forma gratuita, de qualquer tipo de propaganda eleitoral em sites da internet de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. A violação dessa norma sujeita o responsável pela divulgação da propaganda e o beneficiário, quando comprovado seu prévio conhecimento da mesma, a uma multa que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil.
Em sua defesa, os acusados afirmam que apenas veicularam no blog Conversa Afiada texto jornalístico de autoria de Sérgio Malta. Sustentam que não houve propaganda eleitoral em favor da candidata Dilma Rousseff, mas mera manifestação de pensamento de internauta, sendo o texto insuficiente para caracterizar propaganda eleitoral irregular. Dizem ainda que Geórgia Pinheiro não possui qualquer vínculo administrativo ou poder de gerência sobre a PHA Comunicação.
O ministro Henrique Neves afirma em sua decisão que a regra do artigo 57-C da Lei das Eleições deve ser interpretada segundo a Constituição Federal que assegura, em seu artigo 220, a liberdade de imprensa e garante, no inciso XIV do artigo 5º, o acesso à informação.
Segundo o ministro, de acordo com os autos da ação o sítio mencionado é mantido pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, que fomenta o debate político. Da mesma maneira, diz o relator, a empresa PHC Comunicação e Serviços tem como objeto social prestar serviços de comunicação, jornalismo, marketing, entre outras atividades.
“Vale dizer, não há irregularidade quando sítios da internet, ainda que de pessoas jurídicas, divulgam - com propósito informativo e jornalístico - peças de propaganda eleitoral dos candidatos. Com esse escopo, anoto que diversas páginas, ao longo de toda a campanha, divulgaram os jingles e a propaganda eleitoral dos candidatos nos rádios e na televisão. Essas divulgações, muitas vezes, foram acompanhadas de comentários sobre o conteúdo da propaganda, os rumos da campanha e as probabilidades de eleição. Igualmente, em diversas oportunidades, foram apresentadas novas idéias e criações sugeridas por profissionais de publicidade ou amadores interessados, como, aparentemente, ocorreu no presente caso”, afirma o ministro.

Serra coloca Soninha em todas posições da equipe


Soninha Francine é a coordenadora de Serra na internet
As empresas estatais paulistas empregaram até o início do ano em seus conselhos de administração ao menos dez ex-parlamentares de partidos que apoiam a candidatura presidencial do ex-governador José Serra – alguns saíram em função da eleição e outros permanecem nos cargos.
A lista inclui a ex-vereadora e ex-subprefeita Soninha Francine (PPS), coordenadora de internet da campanha do tucano, lotada até hoje no conselho da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb). Ela nega motivação política na nomeação.
Além do PPS e do PSDB, a relação inclui políticos que ficaram sem mandato do DEM, PMDB e PTB, cujos diretórios estadual (no caso peemedebista) ou nacional apoiam Serra. Alguns deles são de Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Todos recebem, por reunião mensal, entre R$ 3,5 mil e R$ 4,4 mil, o chamado jetom. Como o regulamento permite até 2 sessões remuneradas por mês, eles podem acumular até R$ 7 mil e R$ 8,8 mil no período.
O JT obteve nomes dos conselheiros a partir de balanços de 2009 das estatais publicados em Diário Oficial até abril deste ano, mês no qual Serra renunciou ao governo para disputar à Presidência, sendo substituído por Alberto Goldman (PSDB).
Na lista, há seis políticos que já deixaram os conselhos este ano para saírem candidatos, assumir mandato eletivo ou trabalhar nas campanhas. É o caso, por exemplo, do ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC e tesoureiro nacional do PSDB, Eduardo Graeff, auxiliar de comunicação na campanha de Serra. O tucano aparecia como conselheiro da Cetesb até abril deste ano, mas, segundo o governo, já deixou o cargo.
Junto com Soninha até hoje na Cetesb estão ainda os ex-deputados federais Koyu Iha (PSDB-SP) e Ney Lopes de Souza (DEM-RN). Todos ganham jetom de R$ 3,5 mil, o que corresponde a 30% do salário dos diretores da companhia, atualmente em R$ 11,8 mil. Em dezembro, todos os conselheiros recebem o equivalente a dois jetons de gratificação.
Já o suplente de senador João Faustino (PSDB-RN), que era subsecretário da Casa Civil, recebia até julho jetons da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), de R$ 3,5 mil, e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), de R$ 4,4 mil. Ele só deixou o cargo há três meses para assumir mandato por conta da licença do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
Quem também esteve em conselho – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) – até o limite permitido pela lei eleitoral (março) foi o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), que atua como um dos arrecadadores da campanha de Serra. Ele se afastou do cargo para ser vice de Fernando Gabeira (PV-RJ) na disputa ao governo do Rio.
Na Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codasp) estava o ex-deputado Edinho Araújo (PMDB), que renunciou para concorrer a federal. Na Dersa, CDHU e Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) estavam, respectivamente, ex-deputados Claury Silva (PTB), que era secretário de Esportes, e Ronaldo Pereira (PSDB-TO) e o ex-senador Geraldo Melo (PPS-RN), que, segundo o governo, deixaram os cargos este ano.
Serra antes de sair a candidato deixou a família de Soninha Francine (ex-subprefeita da Lapa e atual coordenadora da campanha de Serra é também responsável por toda a divulgação da campanha tucana na internet) empregada em várias órgãos estaduais, além de Soninha, a filha mais velha e uma irmã, as duas sem concurso público ocupam cargo no governo paulista.

Celso Jardim com Fabio Leite do JT
Foto: Revista Contigo

Um capacete na cabeça e um crucifixo na mão

Jogo estranho
Acabou, antes de mais nada, porque Dilma Rousseff deve ser eleita no domingo, a não ser que José Serra produza em cinco dias o milagre que não foi capaz de fazer desde que se lançou, em abril.
Tem-se, hoje, a impressão de que o tucano não encontrou o tom da campanha e esgotou suas armas.
A insistência no tema do aborto, com o trololó religioso que durou semanas, e a valorização estridente da agressão de que foi vítima no Rio são sintomas de um candidato sem foco, desesperadamente em busca de algo em que se agarrar.
Só isso explica, também, o acesso populista do tucano austero, que promete elevar o salário mínimo a R$ 600, aumentar em 10% o valor da aposentadoria e pagar 13º para os beneficiários do Bolsa Família. Serra quis parecer o Lula do Lula.
Mobilizando a agenda conservadora ou mimetizando a pauta petista, o tucano apostou sempre e tão somente em si mesmo, na sua capacidade de fazer, mandar, decidir.
Pode soar estranho, porque se trata de um personagem doente de tão racional, mas Serra é um candidato com forte traço messiânico. (Diz-se de quem se considera ou se apresenta como líder providencial, iluminado pela graça divina para reformar a ordem vigente das coisas. Um fanático*)
Embora o entendimento deles fosse obscuro, devido às limitações de seus pontos de vista políticos, não podemos negar o significado da expectativa messiânica*
Mas o que ou quem ele quer salvar? Os pobres? A democracia?
Os valores da família? A nossa fé?
O tucano se desvirtuou no processo eleitoral, sem, no entanto, conseguir romper o encanto do lulismo nem propor uma discussão séria do país, que fosse além da sua obsessão pessoal.
Parece mais fácil (é essa a inclinação da maioria) atribuir a provável derrota tucana aos "erros" do candidato, e não às dificuldades objetivas de enfrentar a escolhida de Lula na conjuntura atual.
 
* Nota de Celso Jardim (com Fernando de Barros e Silva da FSP)
 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Além de criarem boatos, tucanos falsificam manifesto

Um manifesto pró-Dilma Rousseff, acompanhado de uma lista de nomes de autoridades e figuras ligadas à área de esporte, foi "adulterado" e transformado em documento pró-José Serra, acusam petistas. A mensagem modificada, que circula pela internet, defende o voto no tucano, reunindo os nomes do ministro do Esporte, Orlando Silva, da deputada federal Manuela d'Ávila (PC do B-RS) e do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, entre outros.
A existência do manifesto original foi confirmada por três pessoas da lista: a deputada Manuela, o ex-jogador de futebol Bobô e o ex-campeão mundial de boxe Acelino "Popó" Freitas. Todos defendem o voto em Dilma. O ministro Orlando Silva não foi localizado pela reportagem.
Segundo Manuela, haverá um lançamento regional do manifesto pró-Dilma em Porto Alegre, no dia 28, sem a participação da presidenciável. A coleta de assinaturas teria começado há cerca de 10 dias, a partir de contatos da militância por telefone e e-mails. O objetivo, afirma "Popó", era criar uma corrente de mensagens, permitindo que o manifesto chegasse a diversos contatos da rede mundial de computadores.
"Fiquei surpreso, hoje não se tem mais controle sobre essas coisas", disse ao Estado o ex-boxeador, que concorreu a deputado federal nestas eleições pelo PRB baiano. "Ando para cima e para baixo com o meu carro, que tem adesivo da Dilma."
O manifesto, convertido em pró-Serra, foi enviado por um suposto Marcelo Dutra. O Estado enviou e-mail ao remetente da mensagem "adulterada", mas não obteve resposta.
A versão pró-Serra traz modificações pontuais à original. Já no início, diz que "atletas, dirigentes, profissionais de educação física e amantes do esporte nos unimos para apoiar José Serra", enquanto na original é citado o nome de Dilma. Em outro trecho, ao mencionar o programa Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte, o texto afirma que essas ações foram "grandes conquistas do governo do PSDB".

Apoio importado: Serra terceiriza até militância

Serra importa a militância
Caminhada de Serra teve cabos eleitorais de Caxias, SP e MG
Jovens vestiam camisetas com a bandeira mineira e 800 pessoas vieram em ônibus fretados pela família do prefeito de Caxias
A caminhada do candidato do PSDB, José Serra, pela praia de Copacabana, contou com a colaboração de cerca de mil cabos eleitorais trazidos de Minas Gerais, de avião, e de Duque de Caxias, de ônibus.
Vestindo uma camiseta branca com a bandeira de Minas, 250 jovens mineiros – a maioria mulheres – que se intitulavam da “Juventude Universitária” distribuíam adesivos de Serra e gritavam os nomes de Aécio Neves e do governador eleito Antonio Anastasia.
“Sou da Juventude do PSDB”, disse a publicitária Isadora Sabino. Outra jovem disse ser do PSDB, mas em seguida foi “corrigida” por um rapaz, que afirmou serem da “Juventude do PPS”, responsável pelo pagamento das passagens do grupo.
Serra teve ainda apoio animado do grupo do prefeito de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), José Camilo Zito, e de sua filha, Andréia Zito, deputada federal reeleita. Foi no carro de som dela que Serra ficou a maior parte do tempo do evento – embora a família Zito tenha forte rejeição na zona sul do Rio.
Além do carro de som, ônibus fretados por Zito trouxeram cerca de 800 cabos eleitorais para a praia de Copacabana, todos com passagem pagas pela campanha de Serra com direito a merenda. Outros militantes “profissionais” vieram de São Paulo, cerca de 50 pessoas e integram a UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Ideia fixa de tucano: Privatizar o Pré-sal

DEPUTADO TUCANO DEFENDE ADOÇÃO DE MODELO CRIADO NO GOVERNO FHC E ENTRADA DE GRUPOS ESTRANGEIROS EM NOVOS CAMPOS DE PETRÓLEO

Petrobras não tem como explorar sozinha o pré-sal

A Petrobras não tem como explorar sozinha as gigantescas reservas de petróleo do pré-sal e o governo deveria trabalhar para atrair grupos estrangeiros em vez de inibir sua entrada nos novos campos, diz o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES).
"Vamos precisar de centenas de bilhões de dólares para explorar o pré-sal e é uma sandice completa achar que a Petrobras e o Estado brasileiro terão dinheiro para tudo", disse na semana passada, em entrevista à Folha.
O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES) apanhou feio nas urnas nas eleições deste ano. Candidato ao governo do seu Estado, ele só conseguiu 15% dos votos e foi derrotado pelo senador Renato Casagrande (PSB), eleito governador com 82% dos votos.
Vellozo Lucas perderá seu mandato na Câmara dos Deputados com a posse do novo Congresso no ano que vem e só terá outra chance em 2012, quando poderá se candidatar à Prefeitura de Vitória, que administrou de 1997 a 2004.
A entrada da Petrobras na batalha do segundo turno deixou os tucanos numa posição desconfortável. A petista Dilma Rousseff acusa o rival José Serra de defender a privatização da maior empresa do país e entregar as riquezas nacionais a estrangeiros.
Serra nega a intenção, mas é vago sempre que lhe pedem para expor seus planos para o setor. "O PT propôs ao país um debate mentiroso e ficou difícil discutir assim", diz Vellozo Lucas, aliado de Serra.



RICARDO BALTHAZAR Folha de S.Paulo

domingo, 24 de outubro de 2010

Quem semeia vento, colhe tempestade

A cada dia que passa, o cinismo do candidato tucano à presidência da República, José Serra, se supera
por Carlos Rodriguez
Totalmente obscena a sua declaração (feita após a patética encenação da bolinha de papel) de que o presidente Lula é o responsável pela violência na campanha eleitoral.
Este senhor se vale de velhos artifícios da direita. Primeiro, radicaliza em boatos, intrigas e desqualificações dos adversários, criando um clima pesado na campanha. Depois, despolitiza-a. Assim, não se discute a situação econômica ou qualquer aspecto da vida do cidadão brasileiro. Ao contrário, envereda para temas que dizem respeito à vida íntima de cada um, como o aborto e a orientação sexual.
A pauta passa a ser a baixaria e não o futuro do Brasil, a diminuição da miséria ou a melhoria da educação, da saúde e do desenvolvimento da sociedade brasileira. A oposição à Lula age assim, porque não tem projeto para o país e somente se vale do ódio e do rancor.
Aliás, o cinismo impera entre os demotucanos. No jornal Estado de S. Paulo de 24 de outubro, D. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, diz que “o PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte”, por causa do aborto. Engraçado, sobre o aborto feito por Dona Mônica Serra, mulher de José Serra, segundo relato de suas ex-alunas publicada no jornal Folha de São Paulo em 16 de outubro,o bispo de Guarulhos não abre o bico.
Curiosamente, o bispo D. Luiz é de São João da Boa Vista, onde atuava com o Sidney Beraldo, ex-deputado e ex-secretario de Gestão do então governador Serra, e mais recentemente um dos coordenadores da campanha a governador de Geraldo Alckmin, que tem fortes ligações com a Opus Dei, que age nas sombras. A omissão do bispo sobre o aborto de Monica Serra revela que essa questão é apenas um mote usado por esse grupo religioso para ir contra o PT.
Para completar o quadro dantesco, assistimos ao fundamentalismo religioso matar a religião e transformá-la em mero instrumento eleitoral. Esta mistura acintosa de religião, num viés fundamentalista, e política é um perigo à sociedade brasileira, pois ameaça os pilares do Estado Laico.
O ódio contra o PT vem sendo trabalhado há pelo menos um ano. Todos devem se lembrar dos primeiros e-mails com a acusação ridícula de que Dilma seria terrorista. Por sinal, o termo terrorista, cunhado pelos militares durante a ditadura, é uma forma de adotar a ditadura militar. Aqui, vale lembrar que ao povo é dado o direito de resistir quando um governo se estabelece pela força das armas. Até na idade média, como é relatado na lenda Robin Hood , já se sabia disso.
Homens e mulheres que foram torturados barbaramente e deram a sua vida pela democracia devem ser tratados como heróis. O termo terrorista significa aceitar que a tortura e barbárie sejam admissíveis como recursos para organizar uma sociedade. Claramente, para um republicano e democrata este argumento precisa ser rejeitado. Então perguntamos, por que os tucanos se valem de argumentos antidemocráticos para difamar uma heroína brasileira? Por que uma campanha baseada no ódio?
Há outros exemplos, como a campanha conservadora com uso da internet para difamar e caluniar e atacar a vida pessoal de Dilma Rousseff.
Lentamente a campanha de Serra pregou o ódio, inclusive de classe, e se valeu dele eleitoralmente para chegar ao segundo turno. Agora hipocritamente diz que o presidente da República faz uma campanha que estimula a violência, querendo se passar como vítima. Ora, Serra, quem semeia vento, só pode colher tempestade.
Se o candidato José Serra, em vez de despolitizar a campanha, discutisse projetos para o Brasil (o que ele infelizmente não possui), talvez os acontecimentos fossem outros.

* Carlos Rodriguez , participante da Igreja Católica.
   (Viomundo)

Carioca não perdoa: "Uma bolinha não dói"

Carreata com Dilma de hoje no Rio de Janeiro



UNICAMP: Porque Dilma sim, porque Serra não

Manifesto UNICAMP:
Porque Dilma sim, porque Serra não
Leiam com carinho e tirem suas conclusões de maneira bem honesta, sem emoção, mas com a razão.
Porque Dilma sim, porque Serra não.
Os signatários deste manifesto, ligados à área de educação e de pesquisa, sentem-se no direito e no dever de tornar pública sua opção nestas eleições em favor de Dilma Roussef. São dois estilos de governo e de campanha em disputa.
Nos oito anos do governo Lula, as universidades federais obtiveram autonomia financeira, o governo promoveu uma política de contratação de professores, pesquisadores e outros funcionários efetivos por concursos públicos, aumentou os orçamentos das universidades e criou 214 Institutos Federais Tecnológicos, 13 novas universidades, 60 novos campi nas já existentes, aumentou expressivamente o número de estudantes das universidades federais e o número de bolsas de pós-graduação. E ainda, para o ensino de nível básico, o atual governo federal aprovou no Congresso Nacional o piso nacional de salário para os professores e o Fundo de Educação Básica (FUNDEB).
Serra, no governo de São Paulo, tratou os professores em greve com bomba de gás lacrimogêneo. O campus da USP foi invadido pela polícia, fato que só acontecera durante a ditadura militar. No início de seu mandato, ameaçou a autonomia das Universidades Paulistas ao tentar assumir seu controle financeiro através de decretos, só recuando por causa de intensa mobilização da comunidade. Os 19 institutos de P&D estaduais paulistas, que já tiveram papel de fundamental importância no desenvolvimento do estado, foram sucateados, e vêm perdendo sua importância nos sucessivos governos tucanos com a redução de seus quadros de funcionários e pesquisadores, com os baixos salários e o desmonte de sua infra-estrutura.
Se estes motivos já não bastassem para defendermos o voto na Dilma, outra sorte de motivo se acrescenta. É o teor da campanha realizada pelo candidato do PSDB, de cunho quase fascista, que evita o debate político sobre projetos e programas, que se afirma em boatos vis e de desconstrução de imagens, que apela à irracionalidade, ao medo e a um moralismo tacanho, além de contar com o apoio de uma mídia elitista, conservadora e manipuladora, uma repetição, de forma mais acentuada, do que foram as campanhas contra Lula sempre que foi candidato. Mesmo os que não se alinhem com o governo do PT, e que tenham críticas em relação a sua gestão, o que é legítimo, ponderam sobre o significado destas práticas.
A campanha de Serra é mentirosa quando fala de Dilma, assim como quando fala de si. É o caso da alegação de Serra de que foi o melhor deputado constituinte. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas, contra garantias de estabilidade no emprego ao trabalhador, negou seu voto pelo direito de greve (isso explica a forma ditatorial e violenta com que trata o funcionalismo quando recorre à greve), negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário, negou seu voto pelo aviso prévio proporcional e mesmo para garantir 30 dias de aviso prévio, negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical, negou seu voto pela garantia do salário mínimo real, votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias, votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo. Assim, do ponto de vista dos trabalhadores, a atuação de Serra foi muito ruim; o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) atribuiu ao tucano a pífia nota de 3,75 em 10.
A forma mais adequada para o embate político é o confronto de opiniões e, principalmente, de práticas. As formas menos adequadas são as das acusações pessoais infundadas, as dos preconceitos, as dos boatos de véspera de eleição. O ato de votar, um ato democrático, dispensa o medo, mau conselheiro e aliado do pesadelo.
Sem medo e sem preconceito, podemos avaliar com a razão. Este ato exige, portanto, cabeça e coração, racionalidade e prudência, o apelo à reflexão. É esta reflexão que nos mostra que Serra representa uma ameaça à democracia ao apelar para o medo e para a destruição de seus adversários em uma campanha de contornos fascistas. Além de outros motivos, este nos unifica em torno da candidatura de Dilma Roussef, inclusive aqueles que estavam em outras posições no primeiro turno.

Rio continua lindo, e é cada vez mais Dilma

Dilma se diz emocionada com a carreata no Rio
Depois de 1 hora e 40 minutos percorrendo ruas de Realengo, Padre Miguel e Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, a carreata da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, terminou sem a petista falar com a imprensa.
No entanto, antes de ir embora, ela comentou rapidamente que estava emocionada com o ato. "Foi uma coisa maravilhosa, que é algo que fortalece. Uma energia que sobe e passa pela gente toda. Um final de campanha para cima", disse Dilma, já entrando na van, que a levou embora.
Cercado pela imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou todo o evento, também não quis dar entrevista. Ele disse apenas que a carreata foi importante para a campanha. "A zona oeste do Rio é um local especial para se fazer campanha", afirmou Lula. O presidente pediu para que a carreata parasse em pelo menos três ocasiões ao longo dos 12 quilômetros percorridos para cumprimentar eleitores. Ele colocou a mão no ombro direito algumas vezes queixando-se de dores no local. De acordo com a assessoria de Dilma e da Presidência da República, os dois não terão mais compromissos oficiais no Rio hoje.

Dra. Cureau, quer o endereço do Paulo Preto e do EJ?

Campanha de Serra sente o trauma da bolinha

Desânimo e vergonha pela farsa
Os números da última pesquisa Datafolha incutiram no comando da campanha do PSDB o desânimo e o medo de abstenção entre os eleitores de José Serra para a Presidência. A diferença de 12 pontos a favor de Dilma projetados nos números de eleitores dão de 12 a 15 milhões de votos de vantagem.
Para ser tirada em uma semana por Serra com 89% dos eleitores confirmando que estão decididos a missão fica muito difícil. O temor é que, com o sentimento de fato consumado, os eleitores de Serra deixem de votar para viajar no feriado.
Abatido com o resultado, o comando da campanha levará ao ar comercial conclamando o eleitor a ir às urnas. Ainda que lancem dúvidas sobre as pesquisas, tucanos reconhecem que a divulgação de uma vantagem de 12 pontos para Dilma, a uma semana da eleição, pode desestimular não só a militância mas também o eleitor.
O partido conclui hoje um levantamento sobre o impacto do potencial de abstenção nos diferentes Estados. Entre tucanos mais otimistas, a esperança é que os eleitores do PT relaxem com a confiança de vitória.
Nas duas últimas eleições presidenciais, o índice de abstenção foi maior no segundo turno em comparação ao primeiro. Em 2002, saltou de 17,73% para 20,45%. Em 2006, passou de 16,73% para 18,97%.
O risco de desânimo do eleitor não é a única fonte de preocupação do PSDB. Por mais que contestem as pesquisas, tucanos reconhecem que Serra não tem esboçado sinal de crescimento nos últimos levantamentos e admitem a dificuldade de uma virada caso não ocorra um fato novo até a eleição.
"Está difícil. Mas a esperança é a última que morre", afirmou o presidente do PSDB de São Paulo, deputado Mendes Thame. No comando da campanha, a avaliação é ainda a de que Dilma poderá crescer na reta final, caso cristalizada a chance de vitória.
Para piorar o quadro de preocupação depois do papelão da bolinha de papel, Serra virou – com razão – piada no Twitter. Criaram a Tag #SerraRojas, que continua fazendo o maior sucesso, ao comparar o fiasco protagonizado pelo presidenciável ao lendário episódio em que o goleiro chileno Rojas fingiu ser atingido por um sinalizador, cortou o próprio rosto (faltou a Serra coragem para tal) na tentativa de tirar o Brasil da copa de 1990. O duro é que a campanha do PSDB e a Rede Globo esqueceram de como terminou esse incidente.
A farsa da bolinha de papel acabou manchando mais ainda a imagem de Serra, que durante a campanha por suas posições dúbias  e contraditórias levou a ser taxado de mentiroso, ou de trololó, depois dessa então virou piada. 


sábado, 23 de outubro de 2010

Carreatas em SP: Dilma com gente, Serra com capacete


Dilma em Carapicuíba-SP
Mais uma festa na grande São Paulo
Dilma Rousseff e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizeram carreatas por Diadema e Carapicuíba. Na primeira cidade, milhares de pessoas acompanharam a passagem dos petistas. Em Carapicuíba, houve um grande encontro seguido de um breve comício que atraiu milhares de pessoas.
Em Diadema, Dilma e Lula receberam flores e chapéus com adesivos da campanha. Os dois distribuíram autógrafos e se aproximaram dos militantes. Já em Carapicuíba, eles falaram aos militantes e pediram para que continuem buscando votos até o último dia para impedir que o retrocesso dos tucanos volte ao país.
Dª Marisa, Dilma, Lula em Diadema
“Eu quero pedir para vocês que vão para rua com essa força que vocês estão demonstrando hoje. Peço a cada um e a cada uma que peguem sua camisa, sua bandeira e vão de casa em casa, nas escolas e peçam votos. Assumo o compromisso com vocês de continuar fazendo por Carapicuíba o que o presidente Lula tem feito”, discursou a candidata.
Lula disse que a disputa presidencial é muito mais do que uma escolha entre um homem e uma mulher. É uma decisão sobre que tipo de futuro do Brasil os eleitores e as eleitoras querem.
Serra leva poucas pessoas em Campinas-SP


Serra faz caminhada em 20 minutos
A campanha de Serra esteve Campinas fazendo uma caminhada com pouca presença de populares,  só alguns militantes que acompanharam o tucano usavam capacetes de plástico
Questionado se também adotaria o capacete em seus eventos de campanha, o candidato descartou o acessório. " Eu tenho a cabeça muito grande, nunca cabe".
A caminhada de Serra por Campinas durou pouco mais de vinte minutos, o candidato andou alguns metros, diante de pequeno público cumprimentou eleitores e se despediu apressadamente após falar com a imprensa.

Dilma tem maioria entre os jovens, diz Datafolha

A pesquisa Datafolha divulgada ontem (22), trouxe uma reviravolta nas intenções de voto dos eleitores de 16 a 24 anos para presidente da República. A candidata do PT, Dilma Rousseff, que havia recuado dois pontos na pesquisa divulgada no dia 18, avançou seis pontos em apenas seis dias e atingiu 50%. José Serra (PSDB) caiu na mesma proporção e perdeu a dianteira entre os jovens.
Na última pesquisa, o tucano estava um ponto na frente, e, nesta, está 11 pontos atrás, com 39%. Quando considerados apenas os votos válidos, a candidata do PT soma 56%, contra 44% do peessedebista.
Há uma semana das eleições, 14% dos eleitores de 16 a 24 anos não sabem o número de seu candidato, proporção que só não supera a dos maiores de 60 anos, faixa etária em que 17% dos votantes desconhecem o número da legenda.
Os jovens são os que mais declararam que podem mudar de voto. Dos entrevistados, 18% admitem esta possibilidade, valor bem maior que os 10% da pesquisa geral. Apesar disso, 81% disseram estar totalmente decididos.
Cerca de 60% do eleitorado do petista de 16 a 24 anos não votaria em Serra de jeito nenhum, valor sete pontos menor do que o declarado pelo tucano: 67%. Outros 34% dos dilmistas talvez votariam em Serra, enquanto, do lado serrista, 25% cogitariam escolher Dilma.

Faustão no lugar do futebol, a Globo dançou

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu, na última quarta-feira, extinguir o direito de preferência da Rede Globo na negociação pelos direitos de TV do Campeonato Brasileiro. O acordo, costurado pelo órgão com a emissora e o Clube dos 13, vale já para a negociação das edições de 2012 a 2014.
O processo que julgava supostas práticas de cartel na negociação dos direitos de transmissão já durava 13 anos.
Nesta quarta, em reunião do Plenário do Cade, a proposta final de extinção da cláusula de preferência foi aprovada pela maioria. Apenas o presidente da sessão, Arthur Badin, não quis homologar o texto proposto pela relatoria, por julgar que as mudanças no atual modelo deveriam ser maiores.
Agora, Globo e Clube dos 13 ficam sob a vigilância do Cade. O acordo celebrado nesta quarta é apenas um termo de cessação de conduta (TCC). Caso o órgão verifique novos indícios de carteis ou o descumprimento do TCC, o julgamento será reaberto.
Até a decisão do Cade, a Globo tinha o direito de cobrir qualquer proposta concorrente, mesmo que ela tenha acontecido em sistema de envelope fechado. Isso significa que ela concorrerá igualmente com suas rivais. Caso vença a disputa, no entanto, ela poderá manter a exclusividade que possui atualmente.
O TCC aprovado orienta que os direitos de TV sejam separados por mídias (TV aberta, TV por assinatura, pay-per-view, internet e celular). Ele não exclui, no entanto, a possibilidade de que uma mesma empresa conquiste todos os contratos.
Também não há exigência alguma quanto ao sub-licenciamento dos direitos. Desta forma, depende da vontade da emissora revender, ou não, a propriedade para as suas concorrentes, tanto na TV aberta quanto na fechada. Para Badin, o Cade deveria aproveitar a possibilidade para tentar minar um possível monopólio.
Jogos durante a semana poderão começar mais cedo
Hoje, o contrato da Globo com o C13 é de R$ 300 milhões por ano, valor que a Record diz cobrir com uma quantia considerável. Além disso, a emissora promete negociar adiantamentos -prática já feita pela Globo.
A mudança proposta que mais afetará o público será no horário dos jogos. A ideia da Record é transferir as partidas do Brasileiro que acontecem às 22h para as 20h30 ou, no máximo, 21h, nas rodadas de meio de semana.
Outra novidade proposta pela emissora pode ser atraente a clubes como Corinthians, Palmeiras e Grêmio, que, neste momento, investem na construção de seus estádios e negociam a venda dos "naming rights".
Ao contrário da Globo, que não menciona nomes de patrocinadores nas transmissões, a Record promete se referir aos estádios pelos nomes negociados com o clube.
Ainda no que se refere à publicidade, a emissora diz que mostrará o painel de patrocinadores no momento em que atletas, comissão técnica ou dirigentes do clube estiverem dando entrevista.
Gente ligada à Record afirma que o projeto será bem recebido por dirigentes porque ele valorizará a marca dos clubes. E acreditam que as ideias podem ser discutidas com os cartolas para que se chegue a um consenso.



Carta Capital: Uma Guerra Tucana

Uma Guerra Tucana: Serra X Aécio Neves
Leia abaixo a íntegra do depoimento de Amaury Ribeiro Jr. à Policia Federal no dia 15 de outubro passado. Ele já circula na internet, a partir da publicação pelo site do jornal O Estado de S.Paulo. O jornalista deu outros dois depoimentos mais, ainda não vazados para a imprensa.
Antes, um resumo. Você poderá ler que Ribeiro:
1. trabalhava desde o ano 2000 na compilação de dados sobre as privatizações de FHC, cobranças de propinas e envio de valores para as Ilhas Virgens.
2. começou sua investigação quando trabalhava no jornal O Globo.
3. sua primeira matéria sobre o assunto saiu em 2001 quando estava no Jornal do Brasil.
4. publicou várias matérias posteriormente em 2003, na IstoÉ e que foi processado por Ricardo Sérgio por conta disso.
5. ao final deste ano, parou de publicar matérias sobre o assunto, já pensando em escrever um livro.
6. em maio de 2007 foi trabalhar no Correio Brasiliense, e que no final do mesmo ano, depois de sofrer um atentado, foi transferido para o Estado de Minas, do mesmo grupo.
7. no final deste ano deu-se conta de que um grupo clandestino de inteligência estaria investigando Aécio Neves e aí decidiu investigar este grupo.
8. descobriu, através de fontes próprias, que seria o deputado carioca Marcelo Itagiba o mentor do grupo, a serviço de José Serra.
9. em 2008 resolveu retomar as investigações as privatizações, com foco em Serra.
10. iniciou coleta de documentos sobre pessoas ligadas a Serra e empresas pertencentes a elas.
11. fez várias viagens para São Paulo e Brasília em 2008 e 2009 para realizar suas investigações, sempre custeadas pelo jornal Estado de Minas. Assim como as despesas para a obtenção dos documentos.
12. afastou-se formalmente do jornal em 16 de outubro de 2009, em função de problemas de saúde do pai. Antes, tirou férias de 30 dias.
13. antes de sair, entregou uma cópia dos documentos obtidos para o jornal e deixou outra cópia em seu laptop.
14. em abril de 2010, foi procurado pelo jornalista Luiz Lanzetta, cuja empresa de assessoria trabalhava para a pré-campanha de Dilma Rousseff. Este queria sua ajuda para indicar pessoas para ajudá-lo a descobrir possíveis espiões dentro da campanha de Dilma.
15. indicou o nome de Idalberto Martins, que indicou o de Onésimo Graça.
16. fizeram então uma reunião num restaurante de Brasília.
17. antes dela, no comitê de campanha de Dilma, soube das desavenças entre dois grupos de petistas que disputavam o comando da área de comunicação da campanha.
18. na reunião, não houve acordo financeiro que possibilitasse a contratação de Idalberto e Onésimo para o trabalho de contra-espionagem interna demandado por Lanzetta, que estava acompanhado de Benedito de Oliveira.
19. fizeram outra reunião duas semanas depois, sem que chegassem a um acordo financeiro. E que a partir daí considerou encerrado o assunto.
20. três semanas depois recebeu telefonema de Lanzetta, dizendo que algum dos participantes da reunião havia informado à Veja que eles estariam elaborando um dossiê contra Serra.
21. o jornalista da Veja, Policarpo Júnior, procurado por Amaury, disse-lhe que a informação lhe havia sido passada por um dirigente petista.
22. que pelo que ouviu de Policarpo, ele tinha conhecimento de dados que estavam apenas em seu notebook.
23. declarou que não havia passado o material para ninguém e afirmou que Rui Falcão teria copiado os dados num apart-hotel em Brasília.
24. confirmou que Luiz Lanzetta se afastou da campanha de Dilma depois da matéria da Veja e que sua empresa foi substituída por outra.
25. recorreu aos trabalhos de despachante para conseguir documentos na Junta Comercial para suas investigações.Mas não deu seu nome.
26. nunca foi filiado a partido político, nem foi contratado por nenhuma campanha política.
Em suma, nada que foi relatado no depoimento de Ribeiro Jr. contradiz com as matérias publicadas até aqui por CartaCapital.
Amaury Ribeiro Jr. nunca fez parte de suposto “grupo de inteligência” da campanha de Dilma. E fez suas investigações originalmente para “investigar quem eram os integrantes” do grupo que investigava Aécio. Este é o centro da questão.

Polícia aponta o nome do culpado: Snoopy

Faltado apenas oito dias para o fim de uma campanha repleta de baixarias, agressões e mentiras. O triste episódio na Zona Oeste do Rio, onde alguém jogou uma bolinha de papel em José Serra, foi seguido de incidentes ridículos. Serra, sem lesão aparente, fez tomografia no hospital.
Esquecer muitas cenas do segundo turno: a politização reles do aborto e da religião, o populismo escancarado dos programas eleitorais, as acusações vazias de sentido, a manipulação vil de números, os debates cansativos e amarrados em regras.
A atitude de Serra de fingir um ferimento é a prova de seu despreparo para governar o país: não só pela falsidade do gesto e da artimanha, mas por não medir as consequências de suas ações, que têm o potencial óbvio de inflamar a militância e vir a provocar uma tragédia.
O confronto não interessa para ninguém, mas existe uma grande diferença, a militância de Serra é terceirizada, como costuma conduzir os destinos de sua administração por onde passou, para a terceirização dos serviços públicos.
A militância de Dilma é formada por filiados politizados de partidos acostumados a enfrentar os obstáculos que aparecem, principalmente militantes oriundos do sindicalismo, agem naturalmente e não por dinheiro como os militantes contratados pelos tucanos.
Tomografia por causa de uma bolinha de papel?
Ninguém explica, porém, por que o tal projétil, capaz de deixar Serra tonto e nauseado, não deixou absolutamente nenhuma marca visível em sua cabeça - nem mesmo um mínimo hematoma. E também não explica por que Serra, tendo supostamente recebido a instrução de permanecer 24 horas em repouso, hoje chegou atrasado a um evento e se desculpou dizendo que havia ficado "gravando" até tarde da noite na véspera.
A bolinha de papel primeiro quicou inocentemente na careca lisa de Serra. O rolo de adesivos, jogado 15 minutos depois, não causou nada aparentemente.
Nada disso deveria ter levado Serra a cancelar todos os seus compromissos e a fazer uma tomografia no hospital. Não havia nenhum ferimento, nenhuma lesão aparente, como confirmou o médico que o examinou, Jacob Kligerman. Mesmo que tenha ficado tonto e amedrontado, seu partido exagerou na reação.
Quando a apuração resultou em segundo turno, a ideia era que os dois candidatos ganhassem tempo para apresentar melhor seus programas de governo. Não foi o que aconteceu. Serra é vazio e seu passado é um buraco, o governo FHC a quem está grudado, e foi o culpado por omitir a discussão política.
Dilma tem posição, e um discurso que é respaldado na continuidade e na popularidade do governo Lula, no sucesso da economia do país, de suas conquistas sociais e políticas públicas além da reconquista da autoestima do povo.
Já o candidato Serra não representa nada, é só um monte de factóides e boatos para tentar enganar boa parte do eleitorado que é facilmente convencido por um fanatismo religioso ou por uma obra ou cena de ficção, como o da bolinha de papel. Lamentavelmente.


Serra acredita só no GPP: Grande Pesquisa Paga

O candidato à Presidência José Serra (PSDB) afirmou que há "uma crise nas pesquisas" de intenção de voto no país. Perguntado sobre o resultado da pesquisa Datafolha, que dá a adversária petista, Dilma Rousseff 12 pontos à frente nos votos válidos, Serra afirmou que as pesquisas têm errado "fragorosamente".
"Elas [pesquisas] erraram incrivelmente no primeiro turno, o Ibope errou até na pesquisa de boca de urna. Há institutos sérios, como o Datafolha, e institutos menos sérios, que são mais alugados por partidos e por governos, como o Vox Populi. Mas hoje tá todo mundo meio perdido nessa matéria", afirmou Serra.
Mais uma vez perguntado se poderia, nos nove dias que restam para a eleição, "virar" a tendência, mostrada por pesquisas de intenção de voto, que apontam a vitória de Dilma, o tucano disse que "não se vira resultado das pesquisas", mas "ganha-se o voto das pessoas".
"No primeiro turno davam a Dilma como vencedora. Não é que a Marina e eu viramos os resultados das pesquisas, é que o resultado das pesquisas era fantasioso",a firmou. Ele fez um alerta para sua militância: "Tá voltando [no segundo turno] o mesmo esquema de ilusão das pesquisas", afirmou, defendendo mobilização porque "o que resolve é o voto no dia [31]".
Indio da Costa, o candidato a vice na chapa de Serra registrou pesquisa no TSE. Ele contratou o instituto GPP por 160 mil reais. O instittuo vai a campo nos dias 23 a 25 próximos.(sábado, domingo e 2ª feira). E serão realizadas 4047 entrevistas.
GPP alguém já ouviu falar? O humor do brasileiro já decifrou o GPP, Grande Pesquisa Paga.

Média das pesquisas, Dilma tem 55% e Serra 45%

Na média das pesquisas, Dilma Rousseff (PT) tem 55% dos votos válidos contra 45% de José Serra (PSDB). Na margem, a vantagem média da petista aumentou de oito para dez pontos.


O cálculo da média móvel considera sempre as quatro pesquisas divulgadas mais recentemente. No caso, compõem a nova conta as sondagens do Datafolha (15/10), do Vox Populi (18/10), do Sensus (19/10) e do Ibope (20/10).
Mais importante do que os números, são as tendências. Segundo Sensus e Datafolha, a distância entre Dilma e Serra estabilizou. Para Vox Populi e Ibope, a distância entre os dois candidatos aumentou esta semana.


Na média dos quatro institutos, há uma leva tendência de aumento da distância da petista sobre o tucano. A 10 dias da votação, a vantagem de Dilma é muito semelhante à que ela tinha na mesma época no 1º turno. A diferença é que naquela vez ela estava em queda e agora, em leve ascensão.

Com José Roberto de Toledo