terça-feira, 6 de abril de 2010

Os lobos e a impressão digital da incompetência


Depois de quase oito anos desdenhando as ações do governo Lula, criticando as ações, dizendo que era continuidade do governo FHC, quando os números mostram que houve uma mudança significativa, em diversas áreas a começar pela geração de emprego com carteira assinada, devendo passar a casa dos dez milhões de novos empregos.

Só este ano espera-se a criação de mais de dois milhões de novos empregos, número que o governo PSDB-PFL (ainda não era DEM) de FHC não atingiu em oito anos de estagnação da economia.

No período de 1996 a 2002 se aconteceu algum aumento de emprego foi fora do país, pois o ministro de planejamento de FHC, o candidato José Serra, foi o maior idealizador da venda das empresas brasileiras que gerou desemprego aqui e criou no país sede das empresas que privatizaram as estatais.

Segundo declarações de FHC foi o ministro José Serra que mais o pressionou para vender a Vale do Rio Doce. Desacreditaram a política internacional do governo Lula, que foi considerado um estadista por diversos países, e até o inédito título do Le Monde.

Diziam que o governo Lula dava certo porque não tinha enfrentado nenhuma crise, e FHC enfrentou três, que resultaram na corrida ao FMI, e causou três quebradeiras ao país. Criticaram o governo Lula quando pagou toda a dívida com o FMI.

No ano passado durante a maior crise mundial desde 29, o Brasil foi um dos poucos países do mundo que acabou o ano com crescimento positivo e ainda com a economia aquecida graças à intervenção do estado, que diminui impostos e aqueceu o mercado.

Isso tudo sem falar no programa do bolsa-família que chamavam de “bolsa-esmola” e que os demotucanos tanto criticavam, e que foi responsável também pelo injeção de dinheiro na economia e ainda do aumento da classe C. Agora dizem que vão ampliar o bolsa-família.

Após tanto tempo criticarem tudo, dizem que vão continuar em caso de vitória nas eleições os programas do governo Lula. A fala é suave como um andar de um carneiro, mas as marcas das patas do lobo ficaram cravadas nos rastros da incompetência e conduta da oposição demotucana.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Os trogloditas impedem um país mais justo

Reproduzo a seguir texto do jornalista Hamilton Octávio de Souza, companheiro de jornadas, e seu editorial da próxima edição da revista "Caros Amigos", nas bancas a partir desta terça-feira.

A direita brasileira continua muito atuante, tem uma agenda própria e articula ataques em várias frentes contra o que pode ameaçar seus interesses. 

O oligopólio da mídia neoliberal-burguesa expressa exatamente o que quer e o que faz a direita, que atua nas instituições públicas, nos poderes da República, nos bastidores da política e da economia. 

A direita cuida especialmente da defesa do capital, das vantagens econômicas do empresariado, dos privilégios patrimoniais das elites e do poder político das oligarquias.

Desde o final do ano passado a direita brasileira cerrou fileiras para enterrar de vez o esclarecimento dos crimes praticados pelo Estado na ditadura militar (1964-1985), em especial o que foi suscitado pelo 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, lançado em dezembro, e que levou o presidente da República a fazer alterações ao gosto dos setores mais reacionários. 

A direita não quer saber de Comissão da Verdade e da Justiça, não quer passar a limpo a história da prisão, tortura, morte e desaparecimento de opositores políticos.A direita ataca as propostas de democracia participativa, tudo o que possa aperfeiçoar o sistema representativo e assegurar ao povo o papel de sujeito da história. 

A direita critica a realização de conferências nacionais que possibilitam a formulação de políticas públicas, assim como as propostas de plebiscitos e referendos para as grandes definições nacionais.

Amarrada aos pontos do Consenso de Washington, mesmo com o fracasso e a crise do neoliberalismo em todo o mundo, notadamente na América Latina, a direita brasileira continua defendendo a privatização de serviços públicos, rodovias, portos, aeroportos, educação e saúde – apesar da péssima prestação de tais serviços pelas empresas privadas.

Ao mesmo tempo rejeita, com muita força, todas as medidas que possam melhorar as condições de vida e trabalho do povo brasileiro. No momento, ataca a redução da jornada de trabalho para 40 horas e a mudança nos critérios das aposentadorias. 

A direita não tem o menor interesse que os trabalhadores conquistem uma vida com dignidade, que as leis trabalhistas sejam cumpridas.

A direita não se importa com a construção de um País mais justo, que assegure igualdade de oportunidade para todos, que amplie direitos, que trate do bem-estar das pessoas antes do lucro e do sucesso das empresas. 

Conhecer mais sobre a direita é identificar quem realmente tem prejudicado o Brasil. E acrescento, mostrar para quem não consegue reconhecer os malefícios da direita para termos uma nação mais justa, é um dever nosso.

domingo, 4 de abril de 2010

Após o Vox Populi, as redações do PIG ficaram vazias


O jornalismo de esgoto esconde o resultado da pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada ontem à noite, como podem notar as redações que são bem parecidas ficaram vazias. Os integrantes do PIG não noticiaram o resultado que mostra José Serra estacionado nos 34%, o mesmo porcentual conferido há dois meses.

E pela terceira pesquisa dos últimos quatro meses aponta que mais uma vez a candidata Dilma Rousseff cresceu cinco pontos de janeiro a março. E 13 pontos em relação à pesquisa de novembro. Como a margem de erro é de 2,2%, para mais ou para menos, pode-se considerar um empate técnico.

O resultado do Vox Populi coloca em dúvida com a tendência apontada pelo Datafolha em 27 de março, quando o instituto da família "Entre em Frias" atribuiu um estranho crescimento de nove pontos ao candidato demotucano, chegando a 36%, enquanto Dilma oscilava negativamente, de 28% para 27%.

O fato coloca em questão a credibilidade das pesquisas realizadas pelos institutos, principalmente aos ligados a empresas que declaradamente ou veladamente apóiam José Serra, como é o caso do Datafolha de propriedade da Folha de S.Paulo, e também do IBOPE de grande ligação com o grupo das empresas Globo. 

sábado, 3 de abril de 2010

População malha a chapa completa


Está enganado quem pensa que o povo não pensa e não sabe das coisas, prova que os malhadores do sábado de aleluia para não ter o risco do vice assumir o lugar do candidato a presidência encerraram o caso.
A população que participa da tradicional festa da "Malhação do Judas" na rua Lavapés no bairro do Cambuci, em São Paulo, resolveram acabar logo com essa possibilidade da famosa dupla candidata demotucana, José Serra (PSDB) e Arruda (DEM).

O povo sabe das coisas, a promoção foi diferente da que José Serra propôs em Brasília, "Vote num careca e ganhe dois", o pessoal resolveu garantir e não correr risco, "Malhem os dois carecas e fiquem sem nenhum".

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Os amigos de Serra e inimigos do povo

 
Nós todos já sabíamos que a candidatura Demotucana não tem projeto para o país, que a oposição ao governo Lula se arrasta e vive a procura de factóides para poder ganhar holofotes e aparecer um pouco na mídia, principalmente para os integrantes da verdadeira oposição ao governo, a mídia golpista do PIG.

O discurso das lideranças da oposição serve de inspiração para os blogueiros, da imprensa bem intencionada e descompromissada com os cartéis da mídia alienada e submissa. Que não precisam ser contratados como estão fazendo os tucanos contratando pessoas para escrever na imprensa, nos blogues, na internet.

Os debates hoje de integrantes do governo Lula é com a oposição, não a oposição fomada pela bancada Demotucana e sim com a oposição escrita ou televisiva, comandadas pelos abutres da mídia.

Lembrando a famosa frase "nada se cria, tudo se cópia", os simpatizantes da candidatura Serra colocaram na internet o site “amigos de Serra", surrupiando a idéia dos já existentes,  Amigos do presidente Lula e também o site Amigos da presidente Dilma. Como são vazios e sem inspiração sugiro que os demotucanos mudem o nome para a "Turma de Serra", combina mais.

Tem de tudo na turma dos amigos de Serra, e podem até pleitear um ministério, caso os leitores estejam com saudades da era do atraso do governo FHC, pois são todos da mesma turma que se vendeu para criar a lei que permitiu FHC se reeleger, em 1998. O governo entreguista dos demotucanos de 1994 a 2002.

A turma que vendeu empresas estatais a preço de banana, que criou o fator previdenciário , banco de horas que é muito utilizado para não pagar hora-extra ao trabalhador, que são contra as 40 horas semanais de trabalho, que são contra a ditribuição de renda, que são contra as cotas raciais nas universidades, contra a legislação trabalhista dos trabalhadores rurais.

E tem também os que são contra as bolsas para estudantes de baixa renda, contra a nacionalização da Petrobras, contra o Pré-Sal, que acusam os negros brasileiros no passado de incentivarem o comércio de escravo, contra a reforma agrária, que acham que houve estupro consentido das mulheres negras para com seus patrões, como se isso fosse possível e outros absurdos.

 Esperar o que de quem não tem discurso, uma oposição frouxa e flagrada constantemente de boca aberta, a cada resultado de pesquisa que apura a popularidade do presidente Lula, quando ouvem que está acima dos 80% então, o que se vê, são olhos saltados e as caras de espanto.

Esses posicionamentos e condutas políticas são as características da oposição ao governo Lula, contra o presidente mais popular da história, a chamada de turma dos sete, pois todas as pesquisas sobre a aprovação do governo Lula só 7% o reprovam e o consideram péssimo, e são os integrantes da turma de Serra, ou melhor, dos Amigos de Serra e Inimigos do Povo.  

quarta-feira, 31 de março de 2010

46 anos dos piores dias da nossa história

 
Muitos registros apontam como a noite do dia 31 de março, outros na madrugada das primeira horas do dia 1º de abril, mas como não queriam que coincidisse com o dia da mentira e ficasse na história, o dia golpe, ou revolução para eles, foi marcado no último dia de março de 64.

O dia pouco importa, a mentira que as forças armadas implantaram no país com apoio dos conservadores, principalmente de São Paulo, da UDN, do poder financeiro e monitorados pelo governo norte-americano que juntos desmontaram a nação.

Em um primeiro momento em 64, rasgou-se a constituição, acabaram com o país que se organizava, partidos políticos, todos os movimentos sociais, forças sindicais, entidades representativas dos estudantes, as liberdades de expressão e cultura, o direito de ir e vir, e o pior do golpe que torturou, humilhou e matou centenas de brasileiros.

Mais de 140 continuam desaparecidos, outros afirmam que esse número pode ser maior, muitas famílias ainda não tiveram o direito de enterrar seus entes. A história não confirma, mas aponta os indícios que foi na madrugada do dia 1º, o dia da mentira.

Não tenho certeza de que hora aconteceu, mas a noite do acontecimento deve lembrar a imagem da foto acima. Hoje a única coisa que contraria a mentira, é a instalação da "Comissão da Verdade" para apurar tudo que o golpe de 64 escondeu durante todos esses anos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Nem todos conseguem ver as margaridas

A mídia golpista e alienada não mostra em sua programação de TV e nem nas capas de revistas e jornais a luta diária de mulheres trabalhadoras rurais por esse imenso país. Mulheres que trabalham 12, 14 horas diárias lavrando a terra e garantindo a produção de alimentos e cuidando da família, como as mulheres da agricultura familiar.

Grande espaço da programação e noticiário prioriza os casos de depravação de Paris Hilton, a socialite que tem fama internacional de devassa, ou as constantes prisões por alcoolismo do Noemi Campbell, ou Britney Spears, entre outras, como Madona que José Serra fez questão de recebê-la no Palácio dos Bandeirantes. A quem isso interessa?

A TV Globo prefere mostrar os glúteos femininos no BBB- Bial-Boçalidades-Besteiras, a TV é uma concessão do governo e faz parte da legilslação ter programação educativa e voltada a cultura do país. O formato do programa é importado. E nesses meses após o besterol segue a novela onde mostra traições, as mulheres e seus conflitos.Nada contra a beleza feminina, só a favor. Mas, é isso que querem ver?

Poucas pessoas conhecem a vida de milhares de trabalhadoras rurais como as integrantes do movimento Marcha das Margaridas, nome cooptado de uma líder sindical, Margarida Alves, que foi brutalmente assassinada na porta de sua casa com um tiro no rosto disparado por um homem encapuzado que atirou com uma espingarda calibre 12.

Margarida Alves foi assassinada a mando de usineiros na Paraíba por vingança, pelo fato que ela tinha denunciado o trabalho escravo cometido na Usina Tanques ao Ministério do Trabalho. 
De propriedade de Zito Buarque, a usina foi acusada de abusos contra canavieiros e o descumprimento da legislação trabalhista. 
Dos cinco acusados de serem os mandantes do crime, apenas dois foram julgados e absolvidos: Antônio Carlos Coutinho e José Buarque de Gusmão Neto, conhecido como Zito Buarque.

Agnaldo Veloso Borges já faleceu e os irmãos Amaro e Amauri José do Rego permanecem foragidos.Com repercussão internacional, o processo Margarida Alves está na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). 

Mesmo com a absolvição de Zito Buarque, a corte internacional permanecerá examinando o caso. José de Arimatéia Alves nunca mais vai se esquecer do dia 12 de agosto de 1983. Ele tinha apenas dez anos quando viu sua mãe, a líder sindical Margarida Alves, ser assassinada quando estava na porta de sua casa.

A cena do corpo de sua mãe todo ensaguentado e jogado no chão perturba José Arimatéia há 26 anos.A história de Margarida Alves e da luta das mulheres do campo é sem dúvida um retrato daqueles que lutam pela reforma agrária, pelos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade, e pela igualdade social e por garantir a produção de alimentos.

A vida das mulheres trabalhadoras rurais não deve interessar a mídia alienada, golpista e também aos que não conseguem enxergar as margaridas e nem a necessidade da reforma agrária.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Funcionalismo deveria ser acionista do Governo Serra, do Metrô, das Concessionárias

Nos três primeiros meses do ano várias categorias do funcionalismo público estadual descerraram movimentos por reajustes salariais, os investigadores da policia civil, os delgados que estão em operação padrão, os professores há quase um mês em greve, e os da saúde em estado de greve, e devem parar nos próximos dias.

Muitos estão sem reajustes há cinco anos, outros mais de 7 anos e recebem desde 2000 o vale-refeição de R$ 4,00, conhecido como vale-coxinha, que é o que dá para comprar, e ainda reivindicam planos de carreira, sempre prometido, mas nunca cumprido pelo governo de estado de São Paulo.

O piso salarial de um professor de ensino básico foi estabelecido pelo Ministério da Educação em R$ 950,00, sem qualquer demérito, nenhum professor recebe menos que isso no Piauí.

Acreditem em São Paulo, cantado em prosa e verso como maior estado do país tem professor da rede pública estadual recebendo menos que R$ 900,00. Além de R$ 80,00 como auxilio alimentação, que é 20 dias de trabalho multiplicado por R$ 4,00, olha o vale-coxinha de novo.

A polícia militar paulista é uma das que tem o menor teto salarial, em comparação com outros estados. O orçamento de São Paulo passa da casa dos 130 bilhões de reais. E desde o ano passado quando foi aprovado não previa aumento para o funcionalismo.

A lei de responsabilidade fiscal, LRF, prevê o gasto com o funcionalismo em média 47% e no máximo 49% do orçamento, o governo Serra nesses últimos três anos manteve a média de 41% do orçamento com a folha do funcionalismo público, portanto 8% abaixo do limite.

Cada um por cento representa quase um bilhão e meio de reais, e os funcionários estaduais não receberam nenhum reajuste. Os que receberam abono ou valores do plano de incentivo alegam que abono não é salário, e não é mesmo.

O deputado Sidney Beraldo que responde pela secretaria da Gestão Pública até quarta-feira, se afasta para se candidatar a deputado federal, declarou ao jornal Valor Econômico nesta semana ao ser indagado sobre o teto da LRF e as reivindicações salariais do funcionalismo:

“A decisão foi política, preferimos investir em obras que poderão ser usada por toda a sociedade”. E ainda completou, “se dermos o dinheiro para os servidores, se comprometemos muito as despesas, não podemos fazer obras como o Rodoanel, estradas e o Metrô”.

O secretário Beraldo ainda disse, “Que não podemos aumentar o vale-refeição de R$ 4,00 para R$ 14,00, o cobertor é curto, não dá para fazer tudo”. Será que ele também come coxinha no almoço, é a dúvida que fica.

O secretário da Gestão Pública foi direto em suas respostas ao repórter, mas deve ter pensado, “Em vez de pagar o funcionalismo é melhor fazer rodoanel, estradas, que ainda dá para encher de mais pedágios”.

Penso que todos os funcionários estaduais deveriam reivindicar ações das estradas, do Metrô, pois segundo Beraldo, é com arrocho do funcionalismo que o governo Serra consegue construir.

Já que o Governo Serra não usa a margem da verba disponível do orçamento para dar aumento ao funcionalismo e prefere utilizar em obras, pelo menos deveriam dar aos servidores públicos ações, do Metrô, do Rodoanel, das praças de pedágio.

O funcionalismo poderia ter ações das diversas concessionárias das estradas paulistas que têm 177 pontos espalhados pelo estado e que cobram as tarifas de pedágios. Com a inauguração do novo trecho do Rodoanel está prevista a criação de mais 12 praças de pedágios.

sábado, 27 de março de 2010

Assembleia na quarta-feira decide greve da saúde

As entidades representativas dos Servidores da Saúde de São Paulo marcaram uma assembleia geral da categoria, é aguardada a presença dos trabalhadores em frente a quadra da saúde como é conhecida a região do Hospital das Clínicas, no dia 31/03, quarta-feira, às 10 horas em frente à secretaria da saúde, ao lado do INCOR.

No mesmo horário, os trabalhadores do IAMSPE realizarão um ato público em frente ao prédio da Administração do Instituto e em seguida se juntam ao ato da saúde. A avaliação da direção do sindicato da saúde é que às 48 horas de paralisação foi bem sucedida, pois contou com grandes unidades na capital e no interior. 

Muitas realizaram paralisação de 24 horas e em outras unidades os trabalhadores organizaram manifestações. A paralisação conseguiu atingir seu objetivo de ampliar a mobilização da campanha salarial deste ano.Os servidores da saúde aguardam uma contraproposta do governo do estado. 

Para a imprensa, a Secretaria de Gestão Pública disse que analisa as reivindicações. Segundo os dirigentes de entidades da categoria, se o governo não apresentar nada, a tendência é de que a próxima assembleia delibere greve por tempo indeterminado.

Sérgio de Oliveira, dirigente da associação dos servidores do Hospital das Clínicas declarou, "O governo Serra tem que respeitar e valorizar a nossa categoria, somos mais de 100 mil servidores em todo o estado, e temos uma missão e um dever com esse movimento, a luta pelo reconhecimento dos servidores e pela saúde da população, principalmente a do SUS, a mais carente".

sexta-feira, 26 de março de 2010

Serra manda dá um abraço nos servidores

Os servidores da saúde em estado de greve, os professores em greve, os delegados da policia civil em operação padrão, todos por reivindicarem reajustes salariais congelados há anos, o valor pago pelo vale-refeição, que também é conhecido como "vale-coxinha" de R$ 4,00 que os servidores da saúde recebem desde 2001.

Os professores recebem também R$ 80,00 como auxílio alimentação, que dá no mesmo, são 20 refeições  por mês a R$ 4,00 para repor as energias. O pior que agora ninguém pode carregar uma faixa, um cartaz, ou manifestar-se principalmente quando o governador Serra está presente em alguma inauguração, por lá vem repressão.

Para se ter uma idéia de como o valor do vale-refeição do Governo Serra é defasado como mostra a pesquisa da  Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação convênio para o trabalhador) que apurou em recente levantamento sobre o valor médio pago aos trabalhadores ficou 45% abaixo do preço cobrado nos restaurantes.

O preço praticado no país referente ao valor cobrado pelos restaurantes ao trabalhador em 2009 foi de R$ 18,20 por refeição. Para o presidente da Assert, Artur Almeida, os benefícios em 2010 precisam ser revistos, e declarou que a legislação vigente prevê que as empresas privadas e públicas devem oferecer um valor adequado para o trabalhador.

A Assert realizou a pesquisa de preços em 3.224 estabelecimentos que operam com o sistema de vale-refeição em 22 cidades. Entre as cinco regiões do país, a refeição composta por prato principal, sobremesa e café a região Sudeste, com R$ 19,10 é a mais cara, não incluída a inflação dos meses de outubro/09 a março/10. 

Além dessa enorme diferença de R$ 4,00 pago pelo vale-coxinha do Governo Serra para o custo médio da refeição em São Paulo de R$ 19,10, agora tem também  o abraço dado pela segurança do governador. Qualquer manifestação antes ou depois do almoço, tem como opção no cardápio dos servidores abraços com molho de gás pimenta da truculência de Serra

domingo, 21 de março de 2010

Só tem um jeito de acabar com o MST

O movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é um movimento iniciado no final dos anos 70 e início dos anos 80 a partir da ação aglutinadora de entidades comprometidas com uma luta efetiva pela terra, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada aos setores progressistas da Igreja Católica, é o melhor exemplo.
Os "excluídos" e "marginalizados" pelo desenvolvimento capitalista no campo encontraram um canal de expressão e puderam manifestar-se e se organizar através do MST.
A constituição e o crescimento do MST é, em parte, uma resposta ao próprio modelo de desenvolvimento capitalista da agricultura implementado durante o regime militar e à concentração da propriedade da terra dele decorrente.
O momento atual, o objetivo dos trabalhadores aglutinados pelo MST é, acima de tudo, fugir do desemprego, do subemprego, ou mesmo da possibilidade de, num futuro próximo, tornar-se um desempregado.
Uma espécie de busca de um "porto seguro", ou seja, como um meio capaz de garantir o sustento próprio e também o de suas famílias, longe da insegurança do emprego na cidade ou no campo
O MST também registra em sua história, e com especial orgulho, as 100 mil crianças e adolescentes que estão estudando em escolas conquistadas em suas áreas de assentamento e acampamento, as cirandas infantis, que aos poucos vão produzindo a cultura da educação infantil no campo.
O MST pode também ser definido como o “Movimento Sem TV”, pois a exposição na mídia dos casos envolvendo integrantes do movimento é sempre mostrada com a intenção deturpada pela violência.
Principalmente as redes de TV em que seus proprietários não são comprometidos com as causas sociais de país, e ainda fazem coro com a mídia impressa na divulgação dos casos em que envolve o MST. A mídia golpista.
O mais recente caso de distorção dos fatos aconteceu nas terras pertencentes a união, em Iaras - SP, onde a mídia destaca que o movimento invadiu as terras da Cutrale.
Quando a verdade só foi confirmada em divulgação da empresa que monopoliza o setor do agrosuco, a Cutrale, que devolveu à união as terras invadidas por ela antes de plantar o laranjal que foi amplamente mostrado destruído.
Em entrevista a imprensa João Pedro Stédile declarou que o movimento visava mostrar como empresas, até  multinacionais, invadem terras da união.
Ao ser perguntado como evitar as cenas que aconteceram no laranjal e qual solução para acabar com esses atos. Stédile não titubeou, e disse  "O MST só vai acabar quando aprovarem a reforma agrária". A reforma agrária não vai acabar com movimento e sim concretizar a justiça social no campo.  

sexta-feira, 19 de março de 2010

Servidores da saúde de São Paulo param por 2 dias

Em assembleia realizada nesta sexta-feira, 19/03, os servidores da saúde aprovaram um protesto com  paralisação nos próximos dias 22 e 23, 2ª e 3ª feira dos serviços de saúde no estado de São Paulo. O movimento visa informar aos usuários dos serviços de saúde as péssimas condições de trabalho, e a falta de reajustes salarial a mais de quatro anos e do vale-refeição que desde 2000 é de R$ 4,00.

"É importante a população saber que as terceirizações e  privatizações promovidas pelo governo Serra acabam prejudicando a todos e principalmente os pacientes que tem como única opção de atendimento médico o Sistema Único de Saúde (SUS)", declarou o presidente do sindicato da categoria, Benedito Augusto.

O modelo de gestão implantada pelo governo Serra pretende privatizar todos os serviços pelas OSS - Organizações Sociais de Saúde. Os funcionários da saúde de São Paulo querem o fim das OSS e o retorno das unidades e serviços terceirizados para administração direta no estado.

Defender a saúde é lutar pela vida. Os profissionais e usuários do SUS  sabem que as privatizações, nas formas escancaradas ou amiúde como as OSS,  não significou nenhuma melhora na oferta de serviços e tampouco em condições de trabalho mais dignas aos servidores da saúde.

Após a resolução da paralisação os servidores da saúde reunidos no centro da cidade, na quadra dos bancários, seguiram em direção a avenida Paulista para se juntarem aos professores. Ambas categorias realizam uma manifestação em conjunto e exigem do governo Serra melhores condições de trabalho, nas áreas da saúde e educação. Veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=snQRTvJfHOQ

segunda-feira, 15 de março de 2010

Precisa-se de papagaios, tratar com os tucanos


Uma das táticas do PSDB para alavancar a candidatura do governador de São Paulo, José Serra, à Presidência da República, será a contratação de pessoas para depois de submetidos a um curso sairão pelas ruas e vão tentar convencer as pessoas que o PSDB é melhor. 

O partido decidiu que usará à exaustão o poder de convencimento de seus filiados em áreas e estados onde a campanha do tucano ainda não decolou. Todo mundo sabe que o PSDB não tem militância, assim como o DEM, e precisam agir também nas campanhas com uma de suas grandes virtudes, como no seu jeito de governar, privatizar tudo, até a militância. 

A sigla já iniciou o cursinho para treinar os contratados e filiados que estão sendo chamados de "multiplicadores". A ação começou em estados da Região Nordeste e agora vai ganhar corpo Brasil afora.

Imagino como será uma das apostilas do curso, e destaco alguns itens que segundo os tucanos é para afastar fantasmas que assombram o imaginário do eleitor, em que o PT desenvolve com mais sucesso que o PSDB. Para os tucanos e demos deve ser difícil falar com o povão, então vamos ao curso.

PSDB. Curso para convencer os eleitores
1. Não falar nem por descuido as letras DEM que podem ser ouvidas tanto no começo ou no fim de qualquer palavra, como DEMorar, DEMônio, DEMente, e peDEM, entre outras. Cuidado quando estiver pelo nordeste e comer qualquer comida típica e não falar sobre a receita com óleo de DEMdê, pode dar confusão e azedar a conversa.
2. Dialogar com as pessoas e tentar convencê-las que privatizações acontecem desde que Cabral chegou por aqui, e que o fato da privatização de muitos serviços só trouxe benefícios, com pequenos probleminhas, como a telefonia, onde a conta de telefone, uma das tarifas mais caras do mundo. Assim como a banda larga, que é lenta e cara, e quase sempre não conecta e fica muito a desejar.
3. Dizer que o Bolsa-esmola, ou melhor, o bolsa-família vai continuar e será melhorada. Só não contar que nordestino e nortista não terão mais direito para aprender que não pode apoiar tanto assim o Lula.
4. Não falar com aposentado, pois ele pode lembrar que foi no governo de FHC que inventaram o fator previdenciário, aquele que diminuiu a aposentadoria.
5. Não ir à periferia das cidades governadas pelo PSDB e DEM, porque eles já descobriram que nós não gostamos de pobre. Se conversar com algum morador desses locais não fale para ele que não pode jogar lixo nos rios, e que se encontrar algum nortista e nordestino não lembrem que deveriam voltar para a cidade de origem.
6. Se você multiplicador quando a campanha começar em outras regiões, não se esqueça se passar em Brasília desminta que o Arruda, que tá preso, era o preferido de Serra para ser o vice na chapa.
7. Se estiver em Minas Gerais diga para as pessoas que Aécio Neves não quis fazer parte da chapa. E nem fizemos a eleição de quem seria o candidato porque Aécio sabia que iria perder.
8. No Sul, principalmente no Rio Grande não falem da Yeda Crusius, nem que ela apóia o Serra e nem façam brincadeiras com o nome dos candidatos para ser simpático, como, aqui estamos com Yeda Crusius e Serra “Cruzes”, faça um nome da cruz.
9. Na capital paulista digam que Serra brigou com o Kassab, e nem falem por qualquer motivo em falta de serviços de limpeza, uniforme escolar, porque até agora não entregaram, salas de aula sem carteiras, que não se limpa o rio Tietê a mais de três anos e que gastaram mais com pista de corrida da Formula Indy do que limpeza pública, e deu ainda muita enchente e falta de energia elétrica. 
10. Salário Mínimo agora está quase 300 dólares e na época do FHC, o guru do nosso candidato Serra, era só 78 US. Nem pensar em falar que o real valorizou, e no fim não vão entender nada, fiquem quietos.
11. Se fizerem comparação com a popularidade de FHC e a de Lula, que apóia a nossa adversária Dilma, mudem de assunto e levem a conversa para algo como "pular a idade". Não fica bem ficar falando que FHC quando saiu do governo a sua aprovação era de 26% e a de Lula chega ou passa de 80%.
12. Cuidado quando alguém responder em inglês a pesquisa ou a sua pergunta, ”você conhece o Serra?”, não se assuste, deve ser algum dos nossos investidores loucos para nós ganharmos e poder comprar bem barato mais alguma estatal. É gente nossa.
13. Se precisarem de atendimento médico e estiverem em São Paulo, Rio Grande do Sul, e Minas Gerais, não entrem nos hospitais públicos. Se notarem na sua prancheta o tucano, vão querer te bater, pois todos os governadores dessas cidades são do PSDB, tucanos, e nos últimos quatro anos pegamos o dinheiro do SUS e aplicamos no mercado financeiro. E pessoal da fila de espera e os das macas em corredor também já estão sabendo. 
E finalmente, se ver ou perceber pessoas com faixas andando nas ruas, gritando frases, do tipo "O petróleo é nosso" ou "tem que ser nosso", esconda a prancheta da pesquisa com o logo do tucano. Eles também sabem que se ganharmos a eleição vamos fazer de tudo para vender a Petrobras, o Petro-sal, Banco do Brasil, e tudo mais que acabar ou começar com bras.