quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Gabriel, o primeiro neto de Dilma

Nasceu em Porto Alegre o primeiro neto da candidata à Presidência da república pelo PT, Dilma Rousseff. O parto do menino Gabriel foi realizado no Hospital Moinhos de Vento às 6h41min desta quinta-feira.
Com crachá de visitante, a avó Dilma chegou à instituição por volta das 5h20min desta manhã. Por conta do nascimento, cerca de 30 homens fizeram a segurança nos corredores do hospital.
Paula, a nova mamãe, é filha única de Dilma e do ex-deputado gaúcho Carlos Araújo. Em 18 de abril de 2008, Paula, que é procuradora do Trabalho na Capital, casou-se em Porto Alegre com o administrador de empresas Rafael Covolo. A cerimônia, realizada em Porto Alegre, na Igreja São José, foi cercada de cuidados para evitar o assédio ao casal. Os dois, que sempre buscaram preservar sua privacidade, foram discretos durante toda a gravidez.
Gabriel nasceu com 39 semanas e três dias de gestação, pesa 3,950 kg e tem 50 cm. A obstetra de Paula, Dra. Thais Guimarães dos Santos, concedeu entrevista coletiva nesta manhã e afirmou que mãe e filho estão "ótimos" e a escala de Apgar (vitalidade) do bebê é nota 10.
Paula deve ir para o quarto até as 11h. A médica prevê que a filha de Dilma tenha alta entre 48 e 72 horas. A mãe de Dilma, de quem a candidata herdou o nome, também está no hospital e acompanhou o nascimento do bisneto.
O nascimento de Gabriel estava marcado inicialmente para ser em uma cesariana, que ocorreria às 6h do último sábado. A cirurgia foi desmarcada porque Paula preferiu esperar pelo parto normal. Com a proximidade do final da gestação da filha, Dilma acabou desmarcando um comício que faria com o presidente Lula em Canoas, na sexta-feira da semana passada, e outro evento do qual participaria no último sábado, em São Paulo, tudo para estar mais perto de Paula no nascimento.
Durante a campanha, Dilma foi discreta quanto à chegada do neto, mas mencionou a emoção de ser avó em algumas ocasiões. No último domingo, escreveu em seu twitter: "Recarregando baterias p/a semana. Percorrer o Brasil tem sido muito gratificante. Mas na hora que o Gabriel chegar, largo tudo e vou para lá". E acrescentou: "Esclarecendo: Gabriel é o meu neto, que está chegando por esses dias. Uma emoção única, que vou curtir ao lado da Paula".
Dilma costumar citar a filha no périplo pelos Estados e durante o horário político. Na TV, exibe uma foto em preto e branco ao lado de Paula e relata momentos e preocupações de quando ela era bebê.

Com o portal Zero Hora(RS)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Serra não resolveu o problema das enchentes

Na primeira chuvinha depois de mais de sessenta dias de estiagem em São Paulo, uma pequena chuva alagou diversas ruas da capital.
Quem mora na Rua Manoel Félix de Lima, no Jardim Romano, convive desde dezembro do ano passado com o temor de enchentes. Parte da via ficou debaixo d’água por cerca de três meses entre o fim de 2009 e o início de 2010.
Após a água ser drenada, basta chover um pouco para que um pequeno alagamento se forme novamente. Na última terça-feira, a chuva que atingiu a capital paulista de manhã fez com que 20 metros da via fossem tomados por cerca de 10 centímetros de água.
Um morador assustado declarou em reportagem ao portal G1, “Estava há dois meses sem chover aqui. Na primeira chuvinha que deu hoje já encheu este pedaço”, contou o vigilante Douglas Aquino da Silva, de 35 anos. Em dezembro, a água chegou a um metro de altura dentro das casas. “Fiquei morando na parte de cima da minha casa, e tinha que enfrentar a água para entrar e sair.”
Muito se falou que foi o volume de águas acima do normal, o que foi desmentido por especialistas em obras e saneamento, fato sentido na pele pelos moradores de diversos bairros e cidades da grande São Paulo. Serra e Kassab pensam que enganam a população.
Mas, o rio continua sujo e será que se ao chegar as chuvas, vão fechar as comportas de novo, para não alagar os bairros mais nobres e deixar a gente com água até o teto? disse Carlos de Souza que é morador na rua que ficou três meses alagada no início do ano. Que os moradores não esquecem.

O xereta a serviço dos tucanos

Acusado de espionar o ex-ministro Tarso Genro, atual candidato do PT ao governo estadual e vários diretórios do Partido dos Trabalhadores, o sargento César Rodrigues de Carvalho, da Brigada Militar, não vasculhou os dados pessoais dos adversários políticos do PSDB por sua própria iniciativa.
“Ele recebia ordens para acessar os dados, mas ignorava o destino que a informação teria”, disse ontem seu advogado Adriano dos Santos Pereira.
Segundo o advogado, quem determinava ao sargento para obter as informações sigilosas era o tenente-coronel Frederico Bretschneider Filho, “entre outras pessoas”, cujos nomes não declarou. Mas deixou claro que seu cliente não assumirá responsabilidades que, no seu entender, não são suas.
“Com certeza, ele vai colaborar com as investigações”, adiantou.
O tenente-coronel Bretschneider Filho atuava na Casa Civil da governadora Yeda Crusius (PSDB) até segunda-feira passada. Três dias depois do escândalo vir à tona, ele pediu exoneração. Bretschneider Filho nega ter ordenado a arapongagem. Mais quatro pessoas vinculadas ao governo tucano estão sob investigação policial. Ontem, o promotor de justiça Amílcar Macedo, que responde pelo caso, reiterou que não veiculará seus nomes, uma vez que o processo é desenvolvido em segredo de justiça.
“Posso dizer apenas que são dois oficiais e dois civis”, declarou.
A edição online do jornal Correio do Povo registrou que um dos civis poderia ser a assessora Walna Vilarins Menezes, braço-direito da governadora. Macedo recusou-se a confirmar ou desmentir. A suspeita sobre Walna surgiu devido ao fato dela ter sido investigada nas operações Rodin e Solidária, ambas da Polícia Federal, que averiguaram o sumiço de R$ 340 milhões dos cofres gaúchos. Pereira, porém, notou que Carvalho não citou a assessora entre seus contatos diretos.
Funcionário da Casa Militar, o sargento ocupa o epicentro de uma tempestade política depois que foi preso, na sexta-feira, apontado como autor de extorsão contra um dono de bingo de Canoas, cidade da região metropolitana de Porto Alegre. Carvalho foi denunciado pelo empresário, cansado de lhe pagar propinas em troca de informações reservadas sobre ações da polícia contra o jogo. As investigações logo se moveram na direção de algo bem maior do que um achaque.
Descobriu-se que Carvalho, usando sua senha do Sistema de Consultas Integradas do Palácio Piratini, que permite acessar informações sigilosas de pessoas e entidades, fez mais do que espionar Tarso Genro e o PT. Xeretou dados pessoais do senador Sérgio Zambiasi (PTB), do coordenador da campanha estadual do PT, ex-deputado Flávio Koutzii, de dois deputados do PTB e do ex-vice prefeito de Porto Alegre, Eliseu Santos, assassinado em fevereiro deste ano. Bisbilhotou também jornalistas, advogados e policiais.
O caso da deputada Stela Farias (PT) é ainda mais grave. Presidente da CPI da Corrupção, que investigou o desvio de dinheiro público na administração do PSDB ela teve sua família investigada. Carvalho acessou dados, fotos e itinerários de seus três filhos, um deles com oito anos de idade. A deputada relembrou que, em junho de 2009, recebeu informação anônima de que seus telefones estavam grampeados.
As suspeitas sobre o uso Sistema de Consultas Integradas sob a gestão do PSDB são antigas. Em 2009, o então ouvidor da segurança pública, Adão Paiani, acusou o chefe de gabinete de Yeda, Ricardo Lied, de empregar o equipamento para espionar políticos.
“Queremos saber o que acontecia na época e se as pessoas são as mesmas”, comentou Macedo.
Para o promotor, no que tange à espionagem de adversários, Carvalho agiu a mando de alguém. “Não tenho a menor dúvida disso”, enfatizou.

Fonte: Brasília Confidencial

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Serra cantando no chuveiro



                E o barquinho vai........

No sexto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff obteve 55% e o tucano José Serra 22% das intenções de voto. Pela primeira vez desde o início da medição, no dia 1 º de setembro, a petista oscila positivamente acima da margem de erro que é de 2,2 pontos percentuais. O mesmo ocorre com o candidato tucano, que oscila negativamente além da margem de erro. No dia 1º, Dilma tinha 51% e Serra 25%.
A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, apresentou novamente 8% das intenções de voto –mesmo percentual da última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 10%, mesmo índice do levantamento do dia anterior, e os outros candidatos têm 1%.
A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma ocilou positivamente um ponto e tem 44%, Serra por sua vez oscilou negativamente e marca 17%, dois pontos a menos que a sondagem anterior, e Marina Silva 6%.
A petista apresentou melhora em todas as regiões do País e segue na liderança. Já Serra, oscilou negativamente em todas as regiões. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 71% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.

Mudança no PSDB, de tucano para avestruz

Para tucanos "originais", PSDB deve ser refundado, para não enfiar a cara de vez no buraco. Mário Covas já previa em 1996 o que só agora os dirigentes tucanos enxergam.
O PSDB terá que ser reformulado, independentemente do resultado das eleições. Essa é a opinião consensual de fundadores tucanos ouvidos pela Folha e que seguem filiados ao partido 22 anos depois de seu nascimento.
Ao mesmo tempo em que elogiam José Serra como candidato à Presidência, os ouvidos concordam que o partido perdeu a essência, curtida na social-democracia européia.
Hoje, dos 109 fundadores, apenas Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga, além de Serra, ainda compõem o conselho político nacional do partido.
Existe consenso entre os entrevistados de que a perspectiva de ver seu principal antagonista no cenário político, o PT, chegar a pelo menos 12 anos seguidos no poder é fruto de erros cometidos pelos próprios tucanos.
Mesmo a conquista da Presidência, considerada prematura, com apenas seis anos de fundação, entra na lista de fatores que contribuíram para uma desconfiguração da unidade do partido.
"A experiência de governo contribuiu para agregar muitos novos filiados que já não partilhavam tanto daquela unidade doutrinária e ideológica que embasou a fundação", diz o ex-chefe de gabinete de FHC, José Lucena Dantas, hoje assessor de Tasso Jereissati (PSDB-CE).
O deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB-MG) vê um "envaidecimento" do tucanato ao chegar no poder. "O partido não se preocupou em crescer com seus princípios. Ficou mais aliancista", diz Mosconi, ex-presidente do partido e quatro vezes deputado federal.
Nesse sentido, o PSDB também acabou perdendo, nas palavras de João Gilberto Lucas Coelho, ex-vice-governador do Rio Grande do Sul e por três vezes deputado federal, o "debate ideológico" com o PT.
"O PSDB foi apresentado como símbolo da direita brasileira pelo PT e não conseguiu vencer isso", afirma. O fator popularidade de Lula entra, em parte, na conta de uma oposição feita de forma equivocada, em que êxitos da era FHC foram escondidos. "Nós somos ruins de oposição. A verdade é essa", afirma Mosconi. Lula acabou de vez com a pecha de progressistas dos tucanos.
Na avaliação de Euclides Scalco, ex-secretário-geral da Presidência e um dos expoentes da fundação tucana, em 1988, outro efeito até hoje sentido pelos oito anos de poder foi a ausência de uma militância forte nos Estados.
"Ganhe ou perca, o partido vai ter que se reformular, com base em novas lideranças", afirma Scalco. O ex-presidente da Assembleia Legislativa de SP Luiz Benedicto Máximo cita também a necessidade de definição de "diretrizes claras". "Se não se refundar, vai ficar no marasmo, apenas com lideranças regionais", afirma.
Um obstáculo para esse movimento de "refundação" é outro defeito atual do partido, segundo os tucanos: falta de um debate interno mais aberto. "Não somos muito afeitos a conversar internamente", diz Mosconi.
Mário Covas já dizia,"Essa aliança com o PFL (O DEM de hoje e a UDN de ontem), vai acabar implodindo o partido", não é atoa que o chamavam de "Espanhol", Covas nunca digeriu o início da guinada dos tucanos à direita, em 1996 colocou para fora do governo do Estado toda a bancada do PFL.
Vinte e dois anos depois de sua fundação o PSDB, que logo aos seis anos de vida, em 1994, se coligou com o então PFL, só agora que seus dirigentes perceberam que tem que enfiar a cara de vergonha no buraco por ter coligado com os herdeiros da UDN.

* Celso Jardim (Com FolhaOnLine)

domingo, 5 de setembro de 2010

Marta e Netinho lideram pesquisas ao Senado

A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), mantém a liderança na disputa pelo Senado em São Paulo, de acordo com pesquisa Ibope divulgada neste sábado (4). A petista aparece com 36% das intenções de voto, seguida por Netinho (PCdoB), com 26%. Orestes Quércia (PMDB) é o terceiro colocado na preferência dos eleitores, com 23%. Romeu Tuma (PTB) tem 13% das intenções de voto e está tecnicamente empatado com o candidato do PSDB, Aloysio Nunes, que tem 12% das intenções de voto.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela Rede Globo , a pesquisa foi realizada entre os dias 28 de agosto e 03 de setembro, com 1204 entrevistados, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 01 de setembro de 2010, sob o número 27628/2010 .
Ontem, o Datafolha já havia trazido novos números que confirmam a liderança dos dois candidatos da coligação "União por São Paulo". Segundo o Datafolha, Marta lidera com 33% e Netinho de Paula aparece com 28% das intenções de voto, contra 26% do ex-governador Orestes Quércia.
Netinho subiu quatro pontos percentuais em relação à última pesquisa, enquanto Quércia permaneceu estável.
Mais atrás, aparecem Romeu Tuma (PTB), com 15%; Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 12%; e Ciro Moura (PTC), com 11%. O Datafolha ouviu 2.050 eleitores entre os dias 1º e 2 de setembro em 60 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Celso Jardim ( Com informações do Portal Vermelho)

Muitolitro da FM que troca notícias dança prá esquecer

Serra bate na TV e apanha na rua

No quarto dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff tem 53% e o tucano José Serra 24% das intenções de voto. Dilma oscilou positivamente um ponto percentual, dentro da margem de erro em relação ao dia anterior, quando tinha 52%. Já o seu oponente, José Serra, permaneceu com o mesmo índice da última sondagem, quando apareceu com 24%. As mudanças ocorreram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.
A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, apresentou novamente 8% das intenções de voto –mesmo percentual da última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 10%, um ponto a menos que no levantamento do dia anterior, e os outros candidatos têm 1%.
A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma tem 42%, Serra 19% e Marina Silva 6%. Dilma foi a única a ter os percentuais mudados na comparação com o levantamento do dia anterior, no qual a petista apareceu 41%.
A petista lidera em todas as regiões do país. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 70% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.

* Celso Jardim

Umidade do ar ultrapassa Serra

Saiu mais uma pesquisa Datafolha. Ela revela que o humor do eleitorado se manteve estável nos últimos dez dias, apesar dos sucessivos ataques da mídia e da oposição contra a candidatura governista. Dilma Rousseff subiu de 49% para 50%. Serra, caiu 29% para 28%. O fosso que separa a petista do tucano é, agora, de 22 pontos.
Os que pretendem votar em branco, nulo ou nenhum são 4%. E 7% estão indecisos. Candidatos de partidos pequenos não chegam a 1%.
As más notícias para a campanha tucana não para por aí. Um dado escondido no miolo da pesquisa mostra que 81% dos eleitores declaram que estão “totalmente decididos” quanto à opção que fizeram. Apenas 18% afirmam que podem trocar de candidato nos 30 dias que faltam para o encontro com as urnas, em 3 de outubro. Mesmo que ocorra a quase impossível hipótese de todos estes 18% migrarem para a candidatura Serra, ainda sim Dilma continuaria na frente.
Principalmente porque a taxa de eleitores com 100% de certeza de seu voto é bem maior entre os que preferem de Dilma (85%) do que os que optam por Serra (77%). O número de pessoas que se dizem convencidas de que Dilma será a próxima presidente aumentou, revelando que o forjado "escândalo" da quebra de sigilo fiscal não só não tirou votos de Dilma como ainda reforçou a convicção do eleitorado da candidata de Lula.
Há dez dias, 63% dos eleitores achavam que a candidata de Lula prevalecerá sobre Serra. Hoje, 69% compartilham dessa opinião. Só 15% acham que Serra será o vencedor --pouco mais da metade dos que declaram voto no tucano. No caso de Marina Silva, 1% acredita na sua vitória.
A divulgação da nova pesquisa do Datafolha saiu de manhã, e a tarde a umidade relativa do ar em São Paulo estava 30.6º, três pontos acima dos 27% que Serra obteve na pesquisa.

*Celso Jardim (Com informações do portal Vermelho)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Serra: "Minha filha te mandou um beijo"

O sigilo fiscal de Verônica Serra foi quebrado em setembro de 2009, auge da disputa Serra e Aécio. O jornal Estado de Minas estaria, neste período, preparando material jornalístico contra o então governador de São Paulo.
Amaury Ribeiro Jr. trabalhou no Estado de Minas e tem anunciado que vai lançar um livro sobre os porões da privatização que atingiria Serra e pessoas do seu grupo político. Serra teria sido avisado disso.
No começo de novembro a história de que Aécio teria agredido a namorada sai na coluna de Joyce Pascowich, sem que ela desse nome aos bois. Depois no blogue de Juca Kfouri, com nomes e sobrenomes.
O episódio teria acontecido no Copacabana Palace.Aécio desiste da disputa presidencial em 18 de dezembro. Esta poderia ser uma linha de apuração para a quebra de sigilo da filha de Serra em setembro de 2009, auge da disputa entre Serra e Aécio.
E a mocinha, a filha de Serra? É Verônica Allende Serra. Era sócia de Verônica Dantas Rodemburg, irmã de Daniel Dantas – ele mesmo, o banqueiro chamado de “brilhante” por FHC e “gênio” por ACM, o grande beneficiário das privatizações da era FHC. A sociedade era em uma empresa em Miami, a “Decidir.com, Inc”.
O vínculo de negócios entre a filha de Serra e a irmã de Daniel Dantas, que trabalha com Daniel Dantas – o banqueiro beneficiário de dois habeas corpus, em 48 horas, no STF. A empresa da qual a filha de Serra foi sócia trazia em sua página eletrônica a propaganda: “a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”.
Muito interessante, em se tratando da empresa da filha de um governador de Estado. Mais interessante ainda porque se deu em sociedade com a irmã do banqueiro Daniel Dantas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Serra vai de tapetão, na urna tá difícil

A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, disse em entrevista ao SBT Brasil que o bloco de oposição (DEM, PSBD E PPS) usa uma prática sistemática de acusar sua campanha sem provas.
Questionada sobre as investigações da Receita Federal sobre o suposto vazamento de dados do imposto de renda de dezenas de pessoas no país, a petista disse que ela é a pessoa mais interessada no esclarecimento imediato.
“Eu não entendo as razões que levam o candidato da oposição a levantar contra minha campanha uma acusação tão leviana e sem provas. Em setembro de 2009 [quando teriam acontecido alguns vazamentos] minha campanha não existia e eu nem era candidata", disse. "É importante que tenhamos cuidado com calúnia na eleição. Quero repudiar essa prática sistemática nessa eleição de fazer acusações e não apresentar provas. É uma falta de respeito. E eu não aceito.”
Dilma disse que cabe à Receita Federal e à Polícia Federal esclarecer o vazamento de dados fiscais sigilosos de brasileiros, militantes políticos ou não, e que torce para que as investigações estejam concluídas antes do final da eleição. Ela lamentou ainda que a oposição tenha levado o debate eleitoral por esse caminho. “Eu queria estar aqui debatendo a segurança, a educação”.
“Os maiores interessados nessa apuração são a minha campanha e eu. Ter vazamento é grave. Eu sou a maior interessada [que seja logo concluída] porque estou sendo acusada sistematicamente de forma leviana”, acrescentou.
O PT já ingressou com ação judicial contra o candidato José Serra por calúnia devido às acusações dele e do seu partido contra a campanha da coligação Para o Brasil Seguir Mudando.
Em setembro do ano passado aconteceram alguns vazamentos na Receita Federal, semanas antes da escolha do candidato a presidente do PSDB, Serra deveria perguntar para o então candidato a convenção dos tucanos, Aécio Neves, se ele sabe de alguma coisa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aldo Rebelo, o deputado federal que pensa o Brasil

Aldo Rebelo é jornalista, escritor e deputado federal eleito por São Paulo sempre pelo mesmo partido, PCdoB.
São cinco mandatos consecutivos. Desde 1994, Aldo figura entre os parlamentares mais influentes do Congresso: um dos "cabeças", segundo levantamento anual do DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.
Aldo foi presidente da Câmara dos Deputados, ministro da coordenação política e líder do governo Lula na Câmara. Na juventude, foi líder do movimento estudantil. Chegou à presidência da UNE - União Nacional dos Estudantes e criou a UJS - União da Juventude Socialista. Seu primeiro mandato parlamentar foi como vereador de São Paulo.
Com 54 anos de idade - mais de 30 dedicados à política - Aldo Rebelo é um operário da construção da unidade nacional. Sua atuação política, os projetos que apresentas, as ações que promove convergem para a busca incessante dos interesses da Nação e do povo brasileiro.
Em menos de um ano à frente do terceiro cargo mais importante da República, o de presidente da Câmara dos Deputados, Aldo conduziu discussões e decisões que já entraram para a história do parlamento brasileiro. Sob a gestão de Aldo, a Câmara aprovou projetos essenciais ao desenvolvimento do país, como o Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
Como ministro da Coordenação Política, Aldo dedicou-se à formação de um governo de coalizão por acreditar que nenhuma força política é capaz de governar, sozinha, um país com tantas desigualdades e desequilíbrios.
Foi o responsável pelas relações do governo Lula com os entes federados - municípios e estados - e com o Congresso Nacional, as assembléias estaduais e as câmaras municipais de todo o país. Nesse período, o ministro Aldo conduziu amplas articulações em torno de projetos do governo que se transformaram em marcos institucionais para o país, como as parcerias público-privadas; a lei de biossegurança, da qual Aldo foi o relator; a lei que reestruturou o setor elétrico brasileiro; a lei de falências; a lei dos consórcios públicos.
Uma das áreas da atuação parlamentar de Aldo é a de relações exteriores e defesa nacional. O deputado é membro da Comissão Permanente da Câmara dos Deputados que analisa todas as proposições legislativas dessas áreas, inclusive os acordos e tratados internacionais dos quais o Brasil faz parte.
Em 2002, o deputado assumiu a presidência da Comissão e colocou em debate a política de defesa do Brasil para o século XXI; uniu civis, militares e acadêmicos em torno do tema e as decisões, idéias e princípios que surgiram a partir desse esforço coletivo tornaram-se referências para o setor. Atualmente, o deputado é presidente do Grupo Parlamentar Brasil-China.
Aldo Rebelo é o relator do novo Código Florestal brasileiro. O deputado percorreu o Brasil para produzir o seu relatório, que aponta os caminhos para o equilíbrio entre a preservação do meio ambiente e o fortalecimento da agricultura brasileira. A proposta foi aprovada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados no dia 6 de julho, com 13 votos favoráveis (apenas cinco deputados foram contrários ao parecer de Aldo).
Muitos paulistas têm orgulho de ter um representante na Câmara Federal há mais de 15 anos, um deputado de origem nordestina, Aldo Rebelo nasceu na cidade de Viçosa, Alagoas, e por sua atuação parlamentar sempre firme e pensando em um país mais justo e na igualdade social.



* Celso Jardim