sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Banda larga cara prejudica venda de computadores

Além de cara, a banda larga no país é muito lenta
Se acesso à internet fosse mais barato, país teria vendido 6 milhões de computadores
O Brasil poderia ter vendido 6 milhões de computadores a mais em 2010, caso os serviços de internet fossem mais acessíveis. A afirmação do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, foi feita hoje (24) no 9º Seminário Políticas de (Tele) Comunicações, durante argumentações em defesa do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
“Poderíamos ter um avanço extraordinário com a internet [em 2010] e muitas pessoas teriam comprado equipamentos. Se tivéssemos serviços mais favoráveis, teríamos vendido, acredito, 20 milhões de computadores, ao invés de 14 milhões”, disse o ministro ao defender como preço de referência R$ 35 para popularizar o acesso à internet.
A expectativa de Paulo Bernardo é que, “nos próximos anos”, 80% dos municípios tenham acesso à grande rede. Dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) indicam, no entanto, que 4.897 (88%) das cidades brasileiras já dispõem de acesso à banda larga.
“Você compra hoje um computador a R$ 800, mas paga R$ 80 mensais pela internet. Acho caro. Foi por conta disso que formatamos o PNBL, a principal prioridade do ministério segundo a presidenta Dilma Rousseff. A posição do Brasil já permite, de fato, que façamos essa implementação”, acrescentou o ministro.
Ele disse que há possibilidades de enquadrar os tablets como notebooks e, dessa forma, criar mecanismos para baratear seu preço, o que ajudará a produção e a indústria nacional. “O Ministério das Comunicações fará a coordenação da integração do processo produtivo, relativos à inclusão digital, que atualmente está subdivido em vários ministérios, a fim de dar tratamento mais isonômicos para a questão”, adiantou Bernardo.
De acordo com o ministro, é possível que frequência de 450 mega-hertz (mHz) – frequência das rádios usadas pelas polícias Federal e Rodoviária Federal – passe a ser dirigido às áreas rurais. Mas para desocupar as frequências da faixa, acrescentou, é fundamental, antes, a liberação de verbas para equipar as polícias.

Com Agência Brasil

Risco de morte dobra na população negra

Privatização da segurança explica "extermínio" de pobres e negros em alguns estados no Brasil, diz pesquisador
Os negros correm duas vezes mais riscos de morrer assassinados do que os brancos no Brasil, segundo o Mapa da Violência 2011, divulgado na quinta-feira (24). Segundo o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, responsável pelo estudo, alguns estados têm taxas insuportáveis de homicídios de pobres e de negros. Os dados empregados são de 2008.
"O que acontece com a segurança pública é o que já aconteceu com outros setores, como educação, saúde, previdência social: a privatização", resume Waiselfisz, segundo a Agência Estado. "Quem pode, paga a segurança privada. Os negros estão entre os mais pobres, moram em zonas de risco e não podem pagar", ressalta.
Ele afirma que a situação não é premeditada, mas teria características de um "extermínio". "A distância entre (assassinatos de) brancos e negros cresce muito rápido", frisa. Seis anos antes, a diferença já existia, mas era de 20%.
Os assassinatos entre brancos apresentam queda no período (22,7% a menos), enquanto continuam crescendo entre negros (12,1% a mais). Entre jovens de 15 a 24 anos, o número de homicídios diminuiu 30% entre brancos e aumentou 13% entre negros.
O estado da Paraíba apresentou a maior diferença entre assassinatos de brancos e negros: 1.083%. Alagoas aparece a seguir, com 974,8% a mais de mortes de negros. A diferença é menor em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Acre, segundo os autores do estudo. Em 11 estados, a diferença passa dos 200%.

Com Brasil de Fato

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

São Paulo: Vaga em escola depois de 3 anos

Têm professores que ainda acreditam nos tucanos

A médica pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno, critica o governo de São Paulo por impedir a posse de professores aprovados em concurso público para a rede estadual de ensino por tirarem licença por motivo de depressão, em algum momento da carreiras. Para ela, as exigências para contratação de professores são "absurdas" e "discriminatórias".
No início de fevereiro, o governo estadual decidiu impedir professores de assumir aulas na rede pública por classificá-los como obesos. Professores míopes também estariam vetados na seleção.
Segundo Maria Maeno, buscar excelência em produtos e serviços é desejável, mas esse conceito não se aplica às pessoas. "Como é que todos nós vamos ser sempre excelentes, sempre bem humorados, sempre saudáveis, sempre felizes?", questiona. "Isso não existe, isso não é humano", determina a médica.
A especialista também vê uma inversão do papel da Medicina e do próprio Estado na política de seleção de professores em São Paulo. "A medicina não pode ser usada nesse sentido, deveria ser utilizada com o objetivo de incluir as pessoas", dispara.
"Mesmo pessoas com depressão podem continuar trabalhando. Não tem importância que tomem medicação, mas se encontrarem no trabalho um ambiente acolhedor isso será muito benéfico para o trabalhador e seu tratamento", defende Maria Maeno. "Infelizmente não é o que acontece", constata. A depressão em muitos casos é um problema momentâneo, devido à morte de um parente, ensina a pesquisadora.
Por trás desse tipo de avaliação estaria a concepção de homem perfeito, já observada em outros momentos da história. "Já tivemos experiências no passado recente em que isso aconteceu, como na Alemanha, por exemplo", lembra.
Maria Maeno teme que a propagação desse tipo de mentalidade, tanto no serviço público como em empresas, torne uma “aberração” em algo natural. "É preciso cortar o mal pela raiz", indica.

Com Brasil de Fato

Ônibus: Serra e Kassab em 5 anos aumentam 76%

O aumento das passagens de ônibus foi o dobro da inflação
SP: passagem mais cara do país
Serra foi prefeito em 2005/2006 e Kassab, 2006 a 2011
A passagem de ônibus em São Paulo é a mais cara entre todas as capitais do país. No Rio de Janeiro e em Salvador, a passagem custa R$ 2,30. Em Fortaleza e Belém, a tarifa é R$ 1,80 e R$ 1,85, respectivamente. Em Curitiba, a passagem custa R$ 2,20.
O valor da tarifa na capital paulista variou, entre janeiro de 2005 e janeiro de 2011, de R$ 1,70 para R$ 3, o que representa um aumento de 76%, mais do que o dobro da inflação do período, que foi de 32,5%, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) medido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Mesmo com o aumento da tarifa, os subsídios pagos pela prefeitura às concessionárias aumentaram de R$ 224 milhões para R$ 660 milhões entre 2005 e 2010. Uma das justificativas de Gilberto Kassab para o último aumento da tarifa, inclusive, é que os subsídios serão reduzidos neste ano.
Contudo, no orçamento do município, os subsídios para as concessionárias subiram para R$ 743 milhões no ano, embora o prefeito afirme que a prefeitura não pretende empenhar todo o valor orçado no pagamento dos subsídios e que deverá investir uma parte do montante em obras de drenagem.
Sobre o reajuste, a Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) afirma que a nova tarifa “busca equilibrar o valor da passagem e o valor investido nas compensações tarifárias, que beneficiam cerca de 1,8 milhão de passageiros (idosos e deficientes que não pagam a passagem e estudantes que pagam 50% da tarifa).”

Com informações do UOL

Bolsa Família tem reajuste previsto em março

Bolsa Família em 2009, hoje são quase 13 milhões de famílias
A presidenta Dilma Rousseff vai anunciar, no início de março, reajuste para o Programa Bolsa Família. O reajuste deverá ser anunciado no dia 1º, durante visita da presidenta ao município de Irecê, localizado a 478 quilômetros de Salvador, em pleno sertão da Bahia.
O valor do reajuste ainda não está definido, e a ministra de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, terá ainda nesta semana reunião com a presidenta para bater o martelo sobre o novo valor do benefício.
O anúncio do reajuste vem sendo pensado no contexto de atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. De acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 93% dos usuários do cartão são mulheres. Por isso, o governo considera o programa importante para melhorar a situação econômica das mulheres.
A ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão ligado à Presidência da República, fará parte da comitiva presidencial na viagem a Irecê, onde participará da abertura da Feira da Economia, organizada por um grupo de produtoras rurais do município.
O Bolsa Família foi reajustado pela última vez em setembro de 2009. Os valores pagos hoje pelo programa variam de R$ 22 a R$ 220, dependendo da quantidade de filhos e da renda de cada família beneficiada. O valor médio pago pelo Bolsa Família é R$ 94.
A Bahia é estado com maior número de famílias beneficiadas pelo programa de distribuição de renda lançado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dados deste mês indicam que 1,7 milhão de famílias baianas recebem o Bolsa Família, que neste mês atingiu a meta de beneficiar em todo o país 12,9 milhões de famílias.
O segundo estado em número de beneficiados é São Paulo, com 1,2 milhão de famílias. Minas Gerais vem em terceiro lugar, com 1,1 milhão de famílias.
30% dos beneficiados do Bolsa Família estão no sudeste, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e Espírito Santo. A região sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem mais um milhão de famílias, o mesmo número dos estados do Norte, no programa de destribuição de renda do governo federal.

Celso Jardim com Agência Brasil

Uma página da história que não foi virada

As famílias de ativistas de esquerda vitimados pela ditadura comemoraram a iniciativa do Ministério Público Militar do Rio de investigar o desaparecimento de cerca de 40 presos políticos levados a unidades militares no Rio e no Espírito Santo.
Segundo os parentes, a apuração possibilitará uma nova esperança de descobrir o paradeiro das vítimas e, pelo menos, identificar os responsáveis. Para a ministra-chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, é a prova de que instituições militares estão atentas.
Lúcia Vieira Caldas, de 63 anos, filha do jornalista Mário Alves de Souza Vieira, procura pelo pai há 41 anos. Ele desapareceu em 16 de janeiro de 1970, quando saiu de casa, na Abolição, Zona Norte do Rio.
A Justiça declarou, em 1981, que a União foi responsável pela prisão ilegal, sequestro, tortura, assassinato e ocultação do cadáver. Investigar é importante. Tudo que queremos é esclarecer, saber o que ocorreu - afirmou Lúcia.
Sérgio Soares Ferreira, de 60 anos, primo do sociólogo Carlos Alberto de Freitas, preso em 15 de fevereiro de 1971 e até hoje desaparecido, disse que o tempo não fará a família desistir de saber o que aconteceu.
"Em 1967, meu primo foi condenado a 4 anos por atividades subversivas. Ele ficou foragido, mas acabou preso. Dois meses depois, entramos com um habeas corpus e o Supremo Tribunal Militar disse que ele não estava preso em nenhuma das unidades militares do país. Queremos saber como e em que circunstâncias ele morreu", ressaltou Ferreira.
A iniciativa de investigar os desaparecimentos no regime militar partiu do promotor Otávio Bravo. Ele pediu ajuda a entidades como o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, e já tem em mãos a relação de 40 nomes, entre eles os de Carlos Alberto e Mário Alves.
"Trata-se de uma página da História que não foi virada"
A motivação de Bravo surgiu no ano passado, após a apresentação do trabalho de conclusão de curso do estudante de Direito da PUC-RJ, Rodrigo Ayres, de 24 anos. Na monografia, o jovem fez um paralelo entre a Lei de Anistia e a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA de condenar o Brasil por graves violações aos direitos humanos na repressão à Guerrilha do Araguaia.
Para Maria do Rosário, o início das investigações é fundamental para a democracia: "Essa medida soma-se ao movimento que está se fortalecendo em várias instituições em relação ao direito à verdade e à memória. Contribui para a democracia. Ainda mais quando se trata do Ministério Público Militar. É a prova de que instituições que atuam na esfera militar estão atentas."
O presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, tem reunião marcada na sexta-feira com o promotor Otávio Bravo. "Trata-se de uma página da História do Brasil que não foi virada. A ferida ainda está aberta. Daremos todo apoio institucional e atenderemos a todas as solicitações do Ministério Público Militar" - disse Damous.

Com informações do O Globo

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Trabalho escravo e a lista suja do agronegócio

Estudo aponta desmatamento e escravidão no rastro de carne, soja e madeira
Por trás de cadeias produtivas contaminadas por desmatamento ilegal, ocupação irregular de terras e até trabalho escravo estão grupos econômicos que atuam em setores estratégicos, como carne, soja e madeira. Ainda que mais de 70 empresas destes segmentos sejam hoje signatárias de pactos setoriais e estejam empenhadas em monitorar suas cadeias produtivas, os crimes continuam ocorrendo, sobretudo na região da Amazônia, e envolvendo gigantes como JBS Friboi, Cargill, Bunge, Louis Dreyfus, Carrefour e Wal-Mart.
A contaminação da cadeia produtiva é o principal alvo do relatório "Conexões Sustentáveis - Quem se beneficia com a destruição da Amazônia", que será lançado nesta quarta-feira, em São Paulo. O objetivo não é apontar culpados, explica Leonardo Sakamoto, da Repórter Brasil, uma das ONGs autoras do estudo, junto com a Papel Social. Ao levantar casos envolvendo fornecedores e varejistas, o estudo mostra que a cidade de São Paulo é a mais importante financiadora da devastação na Amazônia, por ser o principal mercado consumidor do país.
- Não há como divorciar a destruição desse bioma da dinâmica de funcionamento do maior centro urbano e produtivo do país - avalia Sakamoto, admitindo que "o envolvimento das empresas tem sido fundamental no combate a esses crimes".
Gigantes como Cargill e Louis Dreyfus, líderes do agronegócio, compraram soja de um produtor rural de Mato Grosso da "lista suja" do trabalho escravo, em 2010. A Louis Dreyfus informou, segundo consta do relatório, que a "aquisição da soja foi um caso pontual". A Cargill justificou que "deveria haver um bloqueio desse produtor no sistema, o que não ocorreu nesse caso, e que impediria a compra".


Com Repórter Brasil

NunKassab: Sumiram com 14 folhas do processo

Kassab: processo não chega à Corregedoria
Anunciada há mais de uma semana pela Prefeitura, a sindicância aberta pela Corregedoria Geral do Município para apurar o processo de anistia do imóvel onde funcionam duas empresas da família do prefeito Gilberto Kassab (DEM) está na estaca zero.
Até ontem, a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) não havia enviado o processo à Corregedoria, ao contrário do que informou em 14 de fevereiro. Segundo o sistema de consulta de processos, os documentos estão desde o dia 10 com o diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov), Hussain Aref Saab, assessor de Kassab quando ele foi secretário do Planejamento, na gestão Celso Pitta (1997-2000).
Foi na Sehab que o processo original, indeferido pela Subprefeitura da Vila Mariana e com prazo para recurso vencido em 2006, foi considerado extraviado, em agosto de 2008, parcialmente reconstituído e aprovado em nove dias, após pedido de urgência do então secretário de Habitação, Orlando de Almeida Filho, e com área 9,85 m² acima da solicitada no pedido de regularização.
Na semana passada, o JT revelou que 14 folhas que teriam sido extraviadas na Sehab correspondem, justamente, à parte do processo original que negava o pedido de regularização do prédio, em março de 2006.
A reportagem obteve cópias das páginas supostamente perdidas. Uma delas traz despacho de arquiteta da subprefeitura dizendo que o pedido para regularizar área de 229,82 m² feito por Kassab em 2003 foi indeferido “face ao prazo esgotado para atendimento do comunique-se” – ou seja, por abandono.
Pela Lei 13.885, de 2004, a Prefeitura deveria ter emitido auto de infração, lançado a área como irregular junto à Secretaria de Finanças, aplicado multa aos responsáveis pelo imóvel e lacrado o prédio onde funcionam a Yapê Engenharia e Yapê Transportes, ambas criadas por Kassab e o ex-sócio e deputado federal Rodrigo Garcia (DEM), que hoje pertencem ao prefeito e três irmãos.

Com Fábio Leite do JT

São Paulo a capital do preconceito e racismo

Maranhense é espancado na região da Paulista
A região da avenida Paulista foi palco de mais uma agressão na madrugada de domingo. Desta vez, a vítima foi um homem de 59 anos, gerente de uma empresa de dedetização, que ia a pé da Bela Vista para casa, em Pinheiros (zona oeste), após sair de um bar onde estava com amigos.
João Batista Reis Freitas, nascido no Maranhão e morador de São Paulo desde 1972, diz acreditar que foi agredido por ser nordestino.
Ele conta que estava na alameda Santos, na esquina com a rua da Consolação, por volta das 3h, quando um grupo de oito a dez jovens se aproximou. Um deles o empurrou. Freitas tentou se defender, mas os demais membros do grupo, segundo o gerente, começaram a agredi-lo com chutes e ele caiu no chão.
Jovem não se arrepende de críticas a nordestinos
Autor de um e-mail racista enviado para a escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi (zona norte), o estudante de jornalismo Caio Cézar Soares, 22 anos, afirmou, ontem, estar arrependido das palavras que utilizou na mensagem, mas não da crítica feita à agremiação.
A escola prestará uma homenagem aos nordestinos que vivem em São Paulo no Carnaval 2011.
No e-mail, Caio afirmou, com palavras de baixo calão: "Capital do Nordeste é o c....! Vão todos tomar no c..., escola de mer...!" Caio, que é filho e neto de pernambucanos, se define como "separatista".
Músico negro é impedido de andar em Shopping
Ao se aproximar da Livraria da Vila, dentro do Shopping Cidade Jardim, onde iria tocar percussão na apresentação da cantora Marina de La Riva, Pedro, músico cubano, foi abordado por seguranças que, sem causa aprente, pensaram que ele pudesse ser um perigo ao bem estar do shopping. Não por menos, Pedro sente-se até hoje profundamente atingido pelo que teve que forçadamente passar. Mas, ao contrário do que pensam pessoas que agem assim, a ofensa não se restringe somente à pessoa que sofre o absurdo, e nem mesmo se restringe a seus familiares e amigos.
Pedro foi discriminado tão e somente por sua cor de pele, embora justificativas estúpidas tenham sido colocadas na mesa pra explicar a atitude do shopping – o que piorou a história.

Com Agora e Outras Palavras

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Copa 2014: Fielzão se prepara para receber o mundo

    Portão principal do estádio Fielzão

    Hotel Intimus, sem estrelas e fica a 100 metros do estádio

    Restaurante com pratos da cozinha internacional (em frente)

    Hospital mais próximo ao estádio do mundial de 2014


Fotos do portal r7

São Paulo tem 30 mil famílias em área de risco alto

Serra e Kassab dificultaram a implantação do Minha Casa, Minha Vida porque é um programa do governo federal
Estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e divulgado pela Prefeitura de São Paulo identificou 105 mil moradias em 407 áreas de risco na cidade. Desse total, 29 mil famílias estão em áreas de risco "alto" ou "muito alto". Segundo o estudo do IPT, 1.132 famílias devem deixar suas moradias imediatamente.
A prefeitura informou que 400 famílias já foram removidas e outras 732 devem ser removidas até o fim deste ano. Foram investidos cerca de R$ 3 bilhões em melhorias da infraestrutura nestas áreas.
Das 407 áreas de risco, 176 estão na Zona Sul, 107 na Zoba Norte. As zonas Leste e a Oeste têm, respectivamente, 100 e 24 áreas. O relatório indica quatro níveis de risco de acidentes: baixo (R1), médio (R2), alto (R3) e muito alto (R4). Em toda a cidade, há 28.933 moradias em áreas R3 e R4.
O prefeito Gilberto Kassab afirmou na tarde desta segunda-feira que todas as famílias que vivem em áreas de risco iminente de deslizamento e desmoronamento serão retiradas de suas casas em, no máximo, quatro meses. Em reunião com secretários e subprefeitos, Kassab disse que 407 das 1.132 famílias afetadas já saíram dessas regiões.
"A previsão é que iremos investir cerca de R$ 1 bilhão neste ano", completou Kassab.
Para exemplificar as últimas ações da administração municipal, foi citada na reunião a retirada de 55 famílias na Favela do Tubo, na Capela do Socorro, Zona Sul, no fim de janeiro.

Com Agência Brasil

SP: Crianças abandonam escolas por falta de transporte

Uma caminhada diária de quatro horas para ir e de mais quatro para voltar. A jornada, de pelo menos 20 km, é a que estudantes de Raposo Tavares, na zona oeste da capital, terão de fazer se quiserem frequentar as salas de aula neste ano.
E o percurso, além de longo, é perigoso. Sem transporte gratuito, crianças de seis anos precisam cruzar as pistas da rodovia Raposo Tavares e andar no acostamento até a passarela. De ônibus, as crianças teriam que pegar ao menos duas conduções para chegar às escolas.
Em alguns casos, as dificuldades causam atraso na aprendizagem. O ano letivo ainda não começou para Luiz Felipe Ribeiro da Silva, 6 anos. "Ele reclama, diz que quer estudar, mas não tenho como levá-lo para a escola nem de perua nem de ônibus. Não tenho dinheiro", diz a mãe, Rosimeire Pimentel Ribeiro, 32 anos, auxiliar de limpeza.
O garoto, que tem idade para cursar o 1º ano do ensino fundamental, foi transferido da Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) Professora Carolina Ribeiro para a Escola Estadual Odair Martiniano da Silva Mandela. Até o ano passado, ele precisava andar 30 minutos. "Uma prima dele o acompanhava todos os dias. Agora, não dá para pedir que ela ande quatro horas. A gente precisa de uma vaga mais perto de casa", pede a mãe.

Com o Agora