domingo, 6 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Baile de Máscaras: Os camaleões políticos

Desfeito o namoro com o PMDB, praticamente selado o divórcio com o DEM e acertado um noivado com promessa de casamento com o PSB, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já começa a reunir adesões ao partido que pretende criar a partir dos idos de abril próximo.
No dia 19 de março Kassab irá a Manaus a convite do governador Omar Aziz (PMN), que na oportunidade pretende anunciar seu apreço à criação da legenda e anunciar filiação tão logo se concretize o projeto. Junto com ele, o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), e o senador pelo Acre Sérgio Petecão (PMN).
No dia seguinte, Gilberto Kassab estará em Salvador para ouvir o mesmo, em público, do vice-governador Otto Alencar (PP) e mais cinco deputados federais.
O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (DEM), também seguirá Kassab, mas outras figuras de destaque de seu atual partido, como o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e a senadora Kátia Abreu (TO), se mudarem para o PDB será mais adiante.
Quem vai brincar o carnaval com tudo esse ano é o folião Kassab. Só não se sabe com qual abadá ainda, mas isso não importa.
O que importa é que Kassab já tem autorização para subir no trio elétrico de todos os partidos, e a pegação vai ser geral. Afinal de contas (e bota contas nisso), ideologias à parte (e bota à parte nisso), o mundo é dos camaleões políticos e dos oportunistas, não é mesmo?
Para o cidadão paulistano, restou tomar um Engov e um Sal de frutas, porque aguentar essa ressaca não vai ser moleza…
E pior é que no momento pelo estado de abandono da cidade o prefeito Kassab passa a concorrer com o ex-Celso Pitta, o título de pior prefeito de São Paulo das últimas décadas.
Com Estadão e JT
sexta-feira, 4 de março de 2011
O melhor PIB em 25 anos e a capa que não tem preço
Governo Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou a do principado de FHC
Dentro das previsões, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5% em 2010, no melhor resultado desde 1985 (7,8%) e equivalente ao de 1986. A indústria subiu 10,1%, agropecuária, 6,5% e os serviços, 5,4%. As três atividades compõem o valor adicionado, que cresceu 6,7%, enquanto os impostos aumentaram 12,5%. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 3,675 trilhões, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 19.016, alta de 6,5% sobre 2009 (R$ 16.634).
Segundo o IBGE, que divulgou os números nesta quinta-feira (3), de 2001 a 2010 o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do resultado da década anterior (1991-2000), que subiu 2,6%. Já o PIB per capita passou de 1,1% para 2,4% ao ano.
Governo Lula teve crescimento médio de 4% do PIB e superou FHC. O instituto observa que o PIB do ano passado foi beneficiado pela baixa base de comparação de 2009, quando houve recuo de 0,6%. Mas o resultado trouxe dados positivo como o crescimento do consumo das famílias (7%) pelo sétimo ano seguido. Já a formação bruta de capital fixo, que indica investimentos, subiu 21,8%, maior taxa acumulada em quatro trimestres desde 1996, quando se iniciou a série. A taxa de investimento chegou a 18,4% do PIB, ante 16,9% em 2009. Já a taxa de poupança passou de 14,7% para 16,5% do PIB. A despesa da administração púbica aumentou 3,3%.
As exportações aumentaram 11,5%, enquanto as importações cresceram bem mais, 36,2%. "Contribui para este quadro a valorização cambial ocorrida entre 2009 e 2010", diz o IBGE.
Com os números do PIB de 2010 divulgados nesta quinta-feira (3) pelo IBGE, que mostraram alta de 7,5%, o crescimento médio da economia brasileira durante os dois mandatos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) foi de 4% ao ano. O desempenho supera o de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que mostrou expansão média do PIB de 2,3% ao ano.
"Para BC, demanda doméstica continua sendo o suporte da economiaLula, que começou seu governo com um crescimento tímido de 1,1% em 2003, teve seu melhor resultado justamente em 2010, após a retração de 0,6% registrada no ano anterior. O segundo melhor resultado foi o de 2007, com expansão de 6,1%.
Já FHC teve dois anos bons (4,2% em 1995 e 4,3% em 2000) e dois ruins, em seguida (0% em 1998 e 0,3% em 1999).
As projeções para o primeiro ano do governo Dilma Rousseff variam entre 4% e 5%. No boletim Focus (BC) desta semana, a estimativa do mercado era de crescimento de 4,3%, ante 4,6% de quatro semanas antes.
Com Brasil de Fato
FMI: Antes vinha cobrar, agora vem bater palmas
Após se reunir com a presidenta da República, Dilma Rousseff, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, manifestou preocupação com o risco de “superaquecimento” da economia brasileira. Ele foi recebido ontem (3) pela presidenta no Palácio do Planalto.
“É chegado o momento de desacelerar”, sugeriu Strauss-Kahn que disse confiar nas medidas tomadas pelo governo no último mês para conter a inflação. “O risco de superaquecimento ainda existe, mas será gerenciado pelo governo”.
Entre as medidas que agradaram ao FMI está o corte no Orçamento para esse ano de R$ 50 bilhões. Strauss-Kahn também elogiou o Programa Bolsa Família como forma de distribuição de renda. “Crescimento deve ocorrer com inclusão”, disse o diretor do FMI.
Com Agência Brasil
A luta das mulheres contra o risco do agrotóxico
Mulheres da Via Campesina protestam e denunciam no Sul
Pelos menos mil mulheres do movimento Via Campesina realizaram manifestações nesta semana, em duas cidades gaúchas, para denunciar os prejuízos do plástico verde, produzido à base de cana-de-açúcar, e o uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras de feijão e trigo.
Numa das cidades, Triunfo, as manifestantes invadiram o pátio da empresa Braskem, que produz anualmente 200 mil toneladas de polietileno de etanol de cana-de-açúcar, em protesto contra o avanço da monocultura canavieira. Elas alegam que a fabricação de plástico verde prejudica o meio ambiente e reduz o emprego para os trabalhadores rurais. O ato foi pacífico.
Em passeata pelo centro da cidade de Passo Fundo, outro grupo de militantes da Via Campesina denunciou o uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras da região. Pela denúncia, aviões estão pulverizando o herbicida glifosato, conhecido como Roundap, utilizado para secar o feijão.
O veneno é absorvido pelas folhas e sementes e, segundo estudo, causa câncer e depressão. A caminhada terminou com a entrega de uma carta a representantes do Ministério Público Federal contendo reivindicações e denúncias de maus tratos praticados contra as mulheres.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Na Unidos da Lona Preta quem atravessa é o latifúndio
“Plantar o pão, colher a vida: para o mundo se alimentar sem veneno”
A Unidos da Lona Preta é a escola de samba do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, e não pode atravessar o samba.
Todos os anos acontece o desfile para fazer um carnaval diferente, onde o estudo da nossa realidade, a diversão e a cultura de nosso povo se encontram. Nesta brincadeira todos podem participar: crianças, adultos, idosos, homens e mulheres. Seja morador de Jandira, em São Paulo, ou seja morador do mundo, o importante é ter samba na veia.
Todos os anos acontece o desfile para fazer um carnaval diferente, onde o estudo da nossa realidade, a diversão e a cultura de nosso povo se encontram. Nesta brincadeira todos podem participar: crianças, adultos, idosos, homens e mulheres. Seja morador de Jandira, em São Paulo, ou seja morador do mundo, o importante é ter samba na veia.
O Movimento Sem Terra é um movimento social composto por trabalhadores brasileiros que lutam por melhores condições de vida para toda nossa população. Para tanto, denuncia a corrupção política, a exploração dos trabalhadores e o latifúndio, dentre tantas outras injustiças.
Para o carnaval de 2011, a Unidos da Lona Preta cantará o seguinte enredo “Plantar o pão, colher a vida: para o mundo se alimentar sem veneno”. Este samba é um canto pela humanidade. Por reforma agrária, justiça e soberania alimentar. Contra os transgênicos, os agrotóxicos e o agronegócio. Pela agroecologia e por uma nova relação entre ser humano e natureza.
Neste samba, o homenageado é Keno, brasileiro, pai, trabalhador e militante do MST, que foi assassinado em uma ação organizada pelo Movimento na Syngenta (empresa transnacional que fabrica sementes transgênicas) na qual, houve a agressão violenta de seguranças armados. Keno foi morto porque lutava por uma vida digna para sua família e toda sociedade e acreditava na construção de uma sociedade que pratique a justiça social e soberania popular.
Neste carnaval, o povo brasileiro homenageia Keno e todas e todos que tombaram lutando por um mundo novo.
Com o site do MST
Trabalho: Mulheres têm salário 25% menor que homens
Participação da mulher no mercado de trabalho cresce, mas salário ainda é menor que o do homem
Apesar da participação da mulher no mercado de trabalho ter crescido no ano passado, ela continua a receber salário menor que o do homem.
Segundo o boletim Mulher&Trabalho, divulgado pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a participação da mulher no mercado de trabalho na região metropolitana de São Paulo passou de 55,9%, em 2009, para 56,2% no ano passado, mas o salário delas corresponde a apenas 75,7% do que os homens recebem pelo desempenho da mesma função.
O rendimento médio por hora trabalhada das mulheres passou de R$ 6,56 para R$ 6,72 e o dos homens, de R$ 8,22 para R$ 8,94. As mulheres com ensino superior recebem, em média, R$ 15,70 pela hora de trabalho, enquanto as que não têm curso superior recebem R$ 4,60 por hora. “Essas informações evidenciam que completar o ensino superior significa, de fato, alcançar postos mais qualificados e mais bem remunerados”, diz o estudo.
De acordo com o boletim, a região metropolitana de São Paulo gerou 163 mil postos de trabalho para as mulheres em 2010, volume que foi considerado suficiente para absorver 99 mil mulheres que ingressaram na força de trabalho local. A taxa de desemprego das mulheres diminuiu de 16,2%, em 2009, para 14,7% em 2010, enquanto a dos homens passou de 11,6% para 9,5% no mesmo período.
A inserção das mulheres com escolaridade superior no mercado de trabalho também cresceu e já é maior que a dos homens. Segundo o estudo, o número de mulheres com ensino superior completo no mercado de trabalho na região metropolitana de São Paulo passou de 12,9%, em 2000, para 17,1% em 2010. Se em 2000, a maior parte da População Economicamente Ativa (PEA), com nível superior, era composta por homens (51,3%), no ano passado ela passou a ter maioria feminina (53,6%).
Além do crescimento quantitativo de mulheres no mercado de trabalho, o boletim também observou que outras oportunidades de inserção produtiva estão se abrindo para as mulheres mais escolarizadas. Apesar da educação ainda ser o principal segmento a abrigar as trabalhadoras (com mais de 20%), cresceu a participação feminina no segmento de serviços especializados (13,6%) - advogadas, contadoras e engenheiras -, superando o setor de saúde (12,4%).
Com Agência Brasil
quarta-feira, 2 de março de 2011
Cai veto de Serra ao combate do câncer de mama
Serra vetou o projeto em 2009 e a Assembleia de São Paulo derrubou o veto
Projeto amplia direitos à mulher no Estado de São Paulo
Agora é lei: o governo do Estado tem 120 dias para criar a política de prevenção e combate ao câncer de mama. Isto porque, nesta quarta-feira (1/3), a Assembleia Legislativa paulista derrubou o veto que o ex-governador José Serra, em 2009, fez ao projeto de lei 791/2004 de autoria da deputada do PT, Beth Sahão.
Em um de seus artigos, o projeto estabelece como diretriz a instalação de aparelhos de mamógrafos em todas as regiões do Estado, de modo que os exames sejam feitos nas cidades próximas às residências das mulheres. O projeto também determina a assistência à pessoa acometida do câncer de mama, com amparo médico, psicológico e social.
Projetos importantes para as mulheres.
Pelo menos 20 projetos de lei de autoria de parlamentares do PT e que têm a mulher como tema principal encontram-se prontos na Assembleia Legislativa e não são colocados na Ordem do Dia à votação para que, caso aprovados, possam virar lei. A Bancada do PT (atualmente com 20 deputados) é minoria frente à base governista (com quase 70 deputados) e não consegue levar seu projetos ao Plenário.
São importantes projetos de lei como o que garante atendimento integral às mulheres vítimas de violência e os que instituem a Carteira de Saúde da Mulher e o programa de vacinação contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) na rede pública.
Dentro da área do trabalho e da habitação, por exemplo, há propostas que versam sobre ações para capacitação profissional da mulher; reserva de 5% das vagas de emprego na área de construção de obras públicas; e que para sejam aplicados, no mínimo, 20% dos recursos estaduais destinados as unidades habitações, em benefício da mulher chefe de família.
Solução dos tucanos: Jogar o esgoto na sua torneira
Contra enchentes, água do Pinheiros será bombeada mais rápido à Billings
Governador Alckmin não vê problema.
O governo de São Paulo quer aumentar de 12 para 15 o número de equipamentos que bombeiam água dos Rios Tietê e Pinheiros para a Represa Billings. Hoje os existentes nas Usinas Elevatórias de Traição e Pedreira jogam 675 metros cúbicos por segundo. O plano é aumentar em 200 m³/s. Mas essa alternativa da administração estadual para minimizar enchentes na capital já desperta polêmica: além de ineficaz, especialistas dizem que ela pode aumentar o volume de sujeira no manancial que abastece quase 30% da Região Metropolitana de São Paulo.
O bombeamento de águas do Pinheiros para a Billings foi proibido em 5 de outubro de 1992. O despejo pode ocorrer apenas em situações de emergência: para evitar enchentes na capital ou falta de água nas indústrias da Baixada Santista. Fora disso, a prioridade é não poluir as águas, utilizadas para abastecimento, ou seja, a água que sai das torneiras.
"É proibido pela Constituição paulista bombear o Pinheiros para a Billings. Agora, na enchente, eu não vejo problema", disse ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB). "No caso do Pinheiros, estamos estudando aumentar ainda mais o bombeamento. À medida que você bombear com mais eficiência para a Billings, fizer a reversão do Pinheiros, você ajuda o Tietê a passar mais depressa."
Com informações do Estadão
Potencial Hidrelétrico e Energia Nuclear no Brasil
Durante palestra sobre o futuro da energia nuclear no contexto do sistema elétrico brasileiro, no Clube de Engenharia, o pesquisador e consultor em energia Joaquim de Carvalho frisou que o país ainda tem grande potencial de geração hidrelétrica a explorar e, com novas formas de se segmentarem os aproveitamentos, os impactos ambientais podem ser bem assimilados pelos ecossistemas micro-regionais.
Mesmo assim, o custo da energia hidrelétrica será inferior ao da energia nuclear, que o país quer retomar. Se esse potencial for associado ao potencial eólico, para estruturar um sistema hidro-eólico, o Brasil poderá oferecer à sua população eletricidade, em termos per capita, em níveis comparáveis aos dos países considerados desenvolvidos, isto admitindo – como faz o IBGE – que a população se estabilizará em 215 milhões de habitantes, por volta de 2050.
"Acredito que construir novas usinas nucleares apenas para justificar o investimento já realizado em Angra poderia abalar seriamente o equilíbrio financeiro do setor elétrico brasileiro", disse, informando que a diferença entre o provável custo de geração de Angra III e o das novas hidrelétricas na Amazônia pode chegar a R$ 430 milhões por ano.
"Esses recursos poderiam ser aplicados no projeto do sistema nuclear de propulsão naval, que me parece estrategicamente mais importante para um país que tem mais de 8 mil km de costa atlântica", argumenta.
Como disse, mesmo no caso das hidrelétricas que o governo pretende construir na Amazônia e exigirão diversas precauções sócio-ambientais, além de investimento pesado em linhas de transmissão, o custo de geração hidráulica é significativamente inferior ao da geração nuclear: "O custo de geração de novas hidrelétricas na Amazônia poderá chegar a R$ 146,2 MW/h, enquanto em Angra III o custo real ficará em R$ 190 MW/h", contabiliza.
"O argumento de que as usinas nucleares nos permitirão dominar a tecnologia nuclear não é válido, pois o que se propõe é importar essa tecnologia, algo que não garante desenvolvimento algum", criticou.
"Os excelentes técnicos que operam as usinas de Angra são preparados para operar, não para projetar e construir usinas", salienta, em entrevista exclusiva ao Monitor Mercantil, reproduzida aqui pelo Correio da Cidadania. Por outro lado, ele reconhece que as radiações nucleares são indispensáveis à vida moderna "em praticamente todos os setores, daí a importância de criar e modernizar os nossos centros de pesquisa".
Com Correio da Cidadania
Classe C domina alta em higiene e beleza
Consumo de cosmético e higiene pessoal de emergentes cresce 725% entre 2002 e 2010 e supera compras de classes AB
O consumo de produtos de higiene pessoal e beleza cresceu entre as classes mais baixas, mostra levantamento feito pelo instituto Data Popular.
A penetração desses produtos -ou seja, o percentual de pessoas dessas classes que os consome- teve forte alta entre 2003 e 2010.
O uso do creme facial, por exemplo, cresceu 160% entre os consumidores da classe C. Hoje, 60% dessa faixa de renda usa o produto -mesmo percentual das classes AB. Os gastos com higiene e beleza nessa faixa de renda cresceram 725% em oito anos, de R$ 2,4 bilhões em 2002 para R$ 19,8 bilhões em 2010.
O fortalecimento da classe C beneficiou as empresas que apostaram no segmento. A Hypermarcas, que fez aquisições no setor e detém marcas como Monange e Bozzano, teve alta de 31% nas vendas até setembro de 2010.
A Jequiti, braço de cosméticos do grupo Silvio Santos, registrou crescimento de 86% no ano passado.
RENDA
"Os anseios das classes mais baixas por produtos de higiene e beleza são semelhantes aos das outras classes. É só melhorar o poder aquisitivo da população que eles consomem mais", afirma João Carlos Basílio, presidente da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).
Além disso, de acordo com Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular, a indústria também teve mudanças. Ele cita a queda no preço médio dos produtos, além de uma melhora nos canais de distribuição.
O aumento de penetração desses produtos entre as faixas de renda mais baixas elevou a participação da classe C no consumo total.
Dos R$ 43,4 bilhões gastos em higiene e cuidados pessoais em 2010, 45,64% vieram da classe C, ante 36,61% das faixas AB. Em 2002, o índice era 26,7%.
Em quase todos os produtos pesquisados -como creme corporal, maquiagem, desodorante e creme dental-, a classe C responde por mais de metade do consumo.
Com informações da Folha de S.Paulo
Alckmin: E a água entra em todo lugar
O governador Alckmin culpa a chuva pelas enchentes na Região Metropolitana de São Paulo, mas esquece que os tucanos são negligentes na realização de obras para prevenção e redução dos alagamentos ao aplicarem recursos ínfimos.
Para se ter ideia, conforme Plano de Microdrenagem do Alto Tietê, de 1998, para São Paulo se livrar dos alagamentos seriam necessários mais 91 piscinões a um custo de R$ 3,6 bilhões. Entre 2007 e 2010 (gestão Serra) os recursos aplicados para todas as ações no programa de infraestrutura hídrica de saneamento e combate às enchentes foi de apenas R$ 615 milhões, ou seja, praticamente seis vezes menos do que seria necessário apenas para a construção dos reservatórios.
Além disso, especificamente para a implantação de piscinões, neste mesmo período, foram investidos apenas R$ 134 milhões – foram previstos a construção de 13 piscinões e entregues de fato apenas 6
A continuar neste “ritmo de tartaruga”, o governo do Estado vai precisar de 60 anos para construir os 91 reservatórios que faltam em toda a Região Metropolitana.
Verbas cortadas
Ainda no período de 2007 a 2010, houve corte de R$ 20 milhões para serviços e obras na Bacia do Alto Tietê e não foi investido um centavo sequer em estudos de macrodrenagem, apesar de nos orçamentos destes anos estarem previstos recursos que totalizavam R$ 44 milhões para este fim. Os dados são do SIGEO – Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Governo do Estado.
Para agravar ainda mais a situação, na última semana, o governo do Estado interrompeu a licitação de mais um piscinão – Jaboticabal - previsto para ser construído em área historicamente afetada por enchentes, como a Avenida Guido Aliberti, em São Caetano, e o Km 13 da Via Anchieta, em São Bernardo. O reservatório é reconhecido como o maior instrumento para conter enchentes no Grande ABC e em parte da Capital, o que beneficiaria cerca de meio milhão de pessoas.
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