domingo, 15 de agosto de 2010

Campanha de Serra, falta material e sem militância

Desde o início da campanha em quase todos locais que Serra andou é notório a falta de populares em sua volta, ausência de militância nos comícios, que até chegaram a ser desmarcados. Como foi o caso de Itabuna na Bahia.
Serra pode andar tranquilamente pelas ruas e praças sempre rodeado só por cinegrafistas, fotógrafos da campanha ou da imprensa local.
O candidato do PSDB à presidência, José Serra, disse que a questão não passa de um "ti-ti-ti". No entanto, a ausência de material de campanha do tucano nas atividades dos aliados, e até mesmo em suas próprias, tem preocupado lideranças de sua legenda e dos partidos que integram a coligação - DEM, PTB e PPS.
Para aliados e tucanos, a campanha de Serra nas ruas não está se fazendo visível. Alguns chegam a afirmar que se dá peso excessivo à televisão em detrimento da campanha à moda antiga: distribuição de panfletos, bandeiras, santinhos e adesivos. Falta de dinheiro e envolvimento das bases é também assunto recorrente nas poucas mesas de diálogo ainda estabelecidas entre os partidos.
O membro do diretório municipal do PSDB de Uberlândia, Benito Salomão, engrossa o coro por mais material de Serra. Nesta segunda-feira (9), o candidato ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia, fez uma carreata pela cidade. Abaixo, um relato de Salomão sobre a (falta de) distribuição de material:
"Faltou tudo! Não tinha uma bandeira, não tem um adesivo de carro, nem um santinho com a imagem de Serra. Não tinha nada! A única coisa que eu vi com referência a Serra na carreata foi um folheto que distribuíram e que tinha na contracapa a foto dele com Itamar, Aécio e Anastásia. A população sente falta da campanha na rua aqui. Se não tomar uma atitude, vai acontecer o mesmo que ocorreu com a campanha de Geraldo Alckmin em 2006".
Em sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo ainda nesta terça, o governador mineiro e candidato à reeleição negou que haja no Estado "corpo mole" na campanha de Serra. A falta de referências ao tucano paulista nos materiais, justificou Anastasia, se dá "em respeito" aos aliados estaduais. "(Há) partidos coligados a nós aqui, mas que apoiam a candidata  Dilma Rousseff na esfera federal".
Para evitar situações como as descritas por Benito Salomão e enfatizadas pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, o comando da campanha tucana resolveu aumentar as encomendas de material de campanha e reforçar a ajuda financeira aos estados em que o partido está em situação competitiva fraca, segundo o presidente da sigla, Sérgio Guerra.
O candidato já faz visitas semanais a Minas Gerais e Rio de Janeiro e surpreendeu a imprensa com uma viagem não programada a Pernambuco, onde prefeitos e deputados de seu próprio partido declaram apoio ao adversário Eduardo Campos, do PSB. Ajuda financeira já foi garantida a Pernambuco, onde o candidato da coligação, Jarbas Vasconcelos, do PMDB, enfrenta crise com Guerra.
Enquanto se tenta resolver os problemas de material e dinheiro, integrantes da campanha apontam para a falta de articulação e envolvimento das candidaturas locais com a nacional. Como aconteceu no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia durante visitas de Serra aos estados.
Na última visita ao Rio, Serra teve que pedir para seu jingle ser tocado entre um samba e outro do popular prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos, cabo eleitoral de sua filha e esposa, candidatas a deputada federal e estadual respectivamente. Em São Paulo, reduto tucano, o material de campanha de Serra ficou ofuscado em meio às bandeiras de candidatos à Câmara dos Deputados.
Até mesmo em São Paulo, Estado governado por Serra até março deste ano, falta campanha nas ruas. Alertados da ausência de material em visita ao bairro Heliópolis (SP), na atividade seguinte, no Mercado Municipal da capital paulista, integrantes da equipe de comunicação, alguns a contra-gosto, balançavam bandeirões azuis e amarelos com a imagem de Serra estampada.
Na Bahia, a desarticulação de alguns eventos causou a entrada do ex-deputado Murilo Leite na coordenação da campanha Serra no Estado. Tucanos negam que o ex-prefeito de Salvador e presidente estadual do PSDB na Bahia, Antônio Imbassahy, tenha saído do posto de coordenador estadual da campanha presidencial.
"Estava faltando material mesmo e mandamos fazer mais porque a demanda é muito grande e o outro lado tem material demais. Agora, eu andei pelo Brasil e não vi campanha da Dilma, material dela. Eu vi material do Lula com os candidatos", afirma Guerra, que coordena a campanha nacional do PSDB.
O coordenador da campanha viajou a Minas Gerais na última terça-feira para, segundo ele, se interar da situação das candidaturas no Estado e se reunir com o ex-governador Aécio Neves. Entre os assuntos com o mineiro, a relação com o DEM.
Os recentes ruídos entre o PSDB e DEM estão sendo justificados por falta de verba destinada às candidaturas majoritárias e proporcionais nos Estados. Entre os tucanos, fala-se que as desavenças são fruto também da indisposição de Serra com Rodrigo Maia, e este tem se sentido alijado da campanha nacional.
Para minimizar os efeitos da falta de protagonismo dos aliados na campanha, o presidente do PSDB tem divulgado medidas que os incluiriam nas atividades. Há quase um mês, os tucanos criaram um conselho político, com FHC, Aécio Neves, Serra e os presidentes do DEM, PPS e PTB, que faria reuniões quinzenais.
Os encontros, no entanto, nunca aconteceram. Foi criada também uma caravana dos presidentes das siglas, que sairia Brasil a fora para assegurar a campanha nos Estados. Os aliados ainda não viajaram com este intuito.

(Celso Jardim com dados de Marcela Rocha-FSP)

Odor de coisa podre no ninho tucano

Pesquisa nacional e em Minas acendeu o sinal de alerta na cúpula tucana, durou dois dias o entusiasmo gerado na campanha de José Serra pela entrevista do candidato na bancada do "Jornal Nacional".
Os tucanos se animam com as mentiras de Serra, que insiste em dizer que criou os genéricos, que fez o programa da Aids e outros "trololós" assumidos em frente as câmeras da Globo.
Segundo o "Painel" da Folha, o Datafolha em que Dilma Rousseff aparece oito pontos à frente do tucano e com possibilidade concreta de liquidar a eleição no primeiro turno atingiu o tucanato associado a um outro resultado desalentador, o da manutenção da dianteira de 26 pontos de Hélio Costa sobre tucano Antonio Anastasia em Minas.
Além do crescimento no eleitorado mineiro de Dilma que já ultrapassou Serra e aumentou o percentual na liderança em outros estados.
Analisados em conjunto, os resultados nacional e mineiro desenham para a oposição, às vésperas do início da propaganda de TV, um quadro alarmante que até nos estados de São Paulo e Paraná, Serra vê Dilma subindo e tirando a diferença do quadro anterior.
Para piorar o clima dentro da campanha demotucana que se mostra conturbado desde da indicação do vice Indio da Costa do DEM, quando Roberto Jefferson disparou: “O DEM é uma merda”, a coisa está fedendo mais que o previsto. O episódio gerou um reboliço danado, levou o DEM a ameaçar romper a aliança com o PSDB e provocou a reação de outros aliados dos tucanos.
A coisa complicou mais ainda após uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo ao apontar que as relações entre Maia e o presidenciável tucano poderiam estar rompidas. De acordo com a reportagem, a confusão começou na última semana quando o candidato ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, disse que poderia "dar uma banana" aos aliados, caso seja eleito, pela falta de empenho na campanha.
O presidente do DEM não demorou a se defender dizendo que a "banana" poderia ser dada a Serra. Um pedido de retratação foi feito pelo tucano, mas Maia não atendeu.
Outra bomba no ninho tucano é uma matéria da revista IstoÉ,  que acusa o engenheiro Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, sumiu com cerca de R$ 4 milhões, arrecadados nos subterrâneos, principalmente de empreiteiras, para abastecer as supostas contas paralelas da campanha presidencial de Serra.
Entre os antecedentes do engenheiro consta que ele foi diretor de engenharia da Dersa, empresa estatal paulista responsável pelo Rodoanel (que custou mais de R$ 5 bilhões), e pela ampliação da marginal Tietê, na capital (obra orçada em R$ 1,5 bilhão).
As notícias nada boas para os tucanos não param de chegar, ainda mais agora que todos os quatro institutos de pesquisas confirmam a liderança de Dilma. Comentam que o ambiente no comando da campanha de Serra era de velório, como se tivesse alguém morto, pelas expressões faciais dos comandantes após o resultado de ontem do único instituto que os tucanos confiavam, o Datafolha.
O clima está pesado e o ar carregado. Mas, ainda não identificaram a causa do mau cheiro, pode ser coisa morta em decomposição ou odor de detritos humanos, restos de uma substância, de um corpo qualquer desfeito ou em processo de deterioração.

sábado, 14 de agosto de 2010

FHC: "Serra você vai na minha garupa ou na do vice?"

A ausência de Fernando Henrique Cardoso na campanha tucana de José Serra tem uma explicação técnica. Pesquisas feitas por encomenda do comitê de campanha de Serra conferem a FHC a incômoda condição de aliado-problema.
Repete-se em 2010 um fenômeno que já havia atormentado o tucanato em 2006, quando o presidenciável do PSDB era Geraldo Alckmin.
Segundo pesquisa do Instituto Sensus a avaliação do presidente Fernando Henrique Cardoso teve uma pequena piora em agosto, embora tenha havido um leve aumento na avaliação positiva, de 26,7% para 27,6%, houve crescimento maior na avaliação negativa, que passou de 27,2% para 29,6%.
O porcentual dos que aprovam o desempenho do presidente caiu de 40,2% para 37,3%, enquanto a desaprovação subiu de 47% para 49,6%. A capacidade do presidente em atrair votos para o seu candidato na sucessão presidencial também diminuiu entre julho e agosto.
O número dos que só votariam no candidato de Fernando Henrique caiu de 6,4% para 5,3%, e o número dos que poderiam seguir o voto do presidente baixou de 34,9% para 33,4%. Já os eleitores que não votariam no candidato do presidente subiram de 52,6% para 53,9%.
Oito anos depois de ter deixado o poder, FHC é mais associado aos problemas de seu segundo mandato do que às virtudes do primeiro. A maioria do eleitorado vincula-o às crises econômicas que desaguaram no desprestígio do ocaso, em 2002.
Perdeu-se no tempo a memória do Plano Real, um feito que FHC alicerçara como ministro de Itamar Franco, solidificara como presidente e usara para se reeleger. O principal flanco do presidenciável tucano são as companhias. Afora o desapreço que o eleitor devota a FHC, também o PSDB é visto com um pé atrás.
A legenda de Serra é associada nas pesquisas qualitativas a conceitos “elitistas”. Falando de outro modo: salta dos grupos de discussão a ideia de que o tucanato preocupa-se mais com os “ricos” do que com os “pobres”.
Dilma tem em Lula sua principal arma eleitoral. Porção do eleitorado simpático à candidata do PT credita a sedução principalmente ao fato de ela ser a escolhida do presidente e demonstrar firmez e conhecimento em suas declarações e propostas.
No último lance, executado na entrevista ao “Jornal Nacional”, Serra levou ao ar uma sucessão de frases emblemáticas.“Não há presidente que possa governar na garupa, ouvindo terceiros ou sendo monitorado por terceiros”.
Dilma respondeu a provocação, "O meu adversário tem um medo enorme da comparação entre o governo dele, que é o do FHC, e do meu, que é do presidente Lula", e completou "Ele não pode estar na garupa do presidente FHC, porque aí é até uma covardia".

Sérgio Guerra: "Serra calma ainda falta o IML"

Faltando exatos 50 dias para as eleições todos os institutos de pesquisas apresentam resultados de novos levantamentos e tendências eleitorais. E as reações dos dirigentes das campanhas  são as mais contraditórias possíveis.
Neste mês de agosto deve ser divulgadas mais duas pesquisas, a do Vox Populi e do Ibope. Institutos de pesquisa diferentes podem realizar um mesmo trabalho recorrendo a metodologias distintas. É o que acontece, por exemplo, nos levantamentos eleitorais.
Tanto o Instituto Vox Populi quanto o Instituto paulista Datafolha fazem entrevistas, milhares de entrevistas, para aferir a opinião do eleitor. Acontece que os dois institutos possuem metodologias distintas para realizar levantamentos sobre intenção de voto. Isso explica eventuais variações no resultados de amostras coletadas ao longo das eleições.
Uma das principais diferenças está na “busca” pelos entrevistados. O Datafolha, por exemplo, faz a abordagem nas ruas por entender que não há como ter acesso completo a residências em determinados locais, como edifícios e favelas.
Ou seja, seus pesquisadores realizam as entrevistas sem ter meios de comprovar exatamente onde as pessoas moram. Já as entrevistas do Vox Populi são pessoais e domiciliares. Os principais institutos brasileiros não aceitam pesquisas por telefone.
O desenho da amostra também varia conforme os institutos. Para montar o universo a ser pesquisado, o Datafolha utiliza informações sobre eleitores obtidas do Tribunal Superior Eleitoral e dados sobre sexo e faixa etária com base no IBGE.
O Datafolha não leva em conta, porém, dados sobre escolaridade ou renda familiar mensal. Já o Vox Populi usa dados censitários do IBGE e realiza um roteiro aleatório para escolha dos domicílios. O Ibope, por sua vez, seleciona probabilisticamente os municípios e leva em conta variáveis como sexo, idade, grau de escolaridade e dependência econômica.
A ordem das perguntas também distingue a forma como os entrevistados são abordados. Por entender que a ordem pode influenciar as respostas, o Datafolha não faz perguntas que estimulem nomes de candidatos, partidos ou avaliações de governo antes das questões sobre em quem o eleitor pretende votar. Já outros institutos têm como método técnicas para “esquentar” o entrevistado – caso do Ibope, que faz as chamadas perguntas “quebra-gelo” para introduzir o entrevistado ao assunto (no caso, as eleições).
Há empresas que optam em perguntar sobre a situação do País antes de aplicar os questionários da pesquisa. É comum entre institutos perguntas referente ao grau de conhecimento sobre os candidatos citados nos formulários.
O tamanho da amostra também varia entre institutos. Quando o Vox Populi começou a apontar o crescimento de Dilma a coordenação da campanha de Serra desmereceu o resultado, logo depois o Sensus também apontou o crescimento e liderança de Dilma, Sérgio Guerra coordenador da Campanha de Serra declarou:"Eu não comento pesquisa Sensus, o Sensus não é sério. O PSDB não comenta pesquisa do Sensus. Eleição é coisa séria e pesquisa também deve ser coisa séria".
Dias depois em nova divulgação do Vox Populi que apontava Dilma a frente de Serra em oito pontos, a imprensa registrou a declaração do dirigente tucano, "O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, questionou a credibilidade do instituto de pesquisa Vox Populi, dizendo que o instituto é meramente “propaganda eleitoral”.
No último levantamento do Ibope que também apontou a liderança de Dilma, "O coordenador da campanha de José Serra, disse que o resultado da pesquisa CNI/IBOPE divulgado "surpreende e não bate bem" com os números do partido".
Há tempos, os demais institutos – Sensus, Vox Populi e IBOPE – vinham apontando crescimento gradativo na diferença em favor de Dilma Rousseff. Até a última pesquisa, 15 dias atrás, o Datafolha era o único a apontar vantagem para José Serra. Sérgio Guerra, considerou como "distorcido" o resultado da pesquisa Datafolha, que coloca a petista Dilma Rousseff com vantagem de oito pontos sobre o tucano. Segundo ele, a petista foi beneficiada por ter sido a primeira a ser entrevistada na bancada do Jornal Nacional.
Depois dos quatro institutos apontarem o crescimento de Dilma, a consolidação de sua liderança, acredito que Sérgio Guerra coordenador da campanha de Serra tente acalmá-lo e dar esperança, e dizer que não está morto; "Serra calma, ainda falta o resultado do 'Instituto Médico Legal'

A queda do Zétinha e a subida Dilmais

Em dezembro do ano passado, José Serra, do PSDB, tinha 37%, Zé tinha 37%. Em fevereiro deste ano, passou para 32%. Foi para 36% em março. E, em 17 de abril de 2010 estava com 38%.
Dilma Rousseff, do PT, com 23%, passou para 28%. Foi para 27% em março e voltou para 28%. Os dados de abril do Datafolha mostravam Serra com 38%, "Zétinha" 10% a mais que Dilma com 28%.



José Serra tinha 36% em maio. Na virada de junho para julho, foi a 39%. Em julho, 37%. E agora, em agosto, tem 33%. Zétinha três pontos a mais, perdeu 3%, equivalente a 5 milhões de votos.
Na pesquisa de hoje quase 120 dias após a anterior acima, Dilma Rousseff aparecia com 36% das intenções de voto. Foi a 37%, na virada de junho para julho. Em julho, voltou a 36%. E agora tem 41%. Com a margem de erro, tem de 39% a 43%.
A comparação das pesquisas do Datafolha de abril e a de hoje, aponta a ex-ministra Dilma mais perto de vencer no 1º turno.
Segundo o Datafolha, excluindo-se os indecisos, brancos e nulos e considerando apenas os votos válidos, Dilma Rousseff está a três pontos percentuais de uma possível vitória no primeiro turno. "Zétinha" a liderança, a vantagem da diferença, e agora aparece Dilma mais perto de vencer as eleições.
A projeção com os números de eleitores estimado em quase 140 milhões, podemos dizer que cada ponto da pesquisa é de 1,4 milhões, Dilma subiu na pesquisa de abril de 28% a 41%, um crescimento de 13%,  mais de 18 milhões de votos. José Serra tinha 38% em abril, agora 33% perdeu mais de 7 milhões de votos dentro da projeção.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Serra/Kassab, tiram doce da boca de crianças

Na postagem anterior sobre a meia tonelada de alimentos da merenda escolar encontrada em um lixão no interior paulista, entre os alimentos jogados, havia feijão, carne e frango. Algumas latas estavam com o prazo de validade vencido. Mas, outras poderiam ser consumidas até junho de 2011. No rótulo, com selo do governo do estado, (Trabalhando por você) havia a indicação de que o produto era para ser servido na merenda escolar.
A merenda escolar em São Paulo, cidade mais rica do país, no governo do Serra(PSDB)/Kassab(DEM), com início em 2005, é pura corrupção. Mas em várias cidades paulistas a roubalheira com pagamento de propinas corre solta.
A imprensa, ministério público e conselho de alimentação escolar até que tentam, mas o poder do capital dessas empresas parece que sempre fala mais alto.
O prefeito Gilberto Kassab que sucedeu Serra e comanda a política de São Paulo com José Serra já teve outra brilhante ideia cortar recursos para alimentação das crianças nas escolas.
Parece piada, mas não é. O prefeito Gilberto Kassab reduziu os gastos com a merenda nas creches da cidade e tem nutricionista dizendo que é porque as crianças estão obesas.
O sistema de merenda escolar da Cidade de São Paulo foi gradativamente terceirizado desde 2005, na gestão demotucana de Serra/kassab. No vídeo até a globo mostra um dos casos, mas era no ano, o certo foi em 2005 quando Serra tomou posse na prefeitura de São Paulo.

PSDB em SP: "Professor apanha, livros errados, merenda no lixão"

SÃO PAULO - A polícia encontrou meia tonelada de merenda escolar jogada em um terreno em Assis, cidade a 426 quilômetros de São Paulo. Pelo menos 150 latas, com a merenda industrializada, estavam na área central da cidade.
Entre os alimentos jogados, havia feijão, carne e frango. Algumas latas estavam com o prazo de validade vencido. Mas, outras poderiam ser consumidas até junho de 2011.
No rótulo, com selo do governo do estado, (Trabalhando por você) havia a indicação de que o produto era para ser servido na merenda escolar. Agentes da vigilância sanitária recolheram os produtos que deverão ser incinerados. A polícia vai investigar quem descartou a merenda.
O setor de educação dos 15 anos de governo tucano de São Paulo colecionam uma série de descasos com os professores e alunos, agressão aos professores da rede públublica, livros com edição de mapas errados, livros com conteúdo pronográfico e merenda escolar jogada fora em lixão.





Celso Jardim (Com informações e imagens da TV TEM)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mutreta do Mutran e dos demotucanos paulistas

Corregedor da Câmara, Wadih Mutran, usa carro oficial em campanha de Alckmin, SP

O corregedor da Câmara Municipal de São Paulo, Wadih Mutran, foi flagrado ao usar na manhã desta quarta-feira carro oficial para participar de evento de campanha do candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin.
O função do corregedor, é ser responsável por investigar irregularidades de seus colegas vereadores no Palácio Anchieta, e foi ao evento do tucano Alckmin.
O veículo na foto estava estacionado irregularmente na Praça Oscar da Silva, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. O filho de Mutran, Ricardo Mutran (DEM), é candidato a deputado estadual e também participava do evento, na foto ao fundo a perua de propaganda eleitoral .
Mutran caminhou pela praça com adesivos colados na lapela, promovendo as candidaturas de Alckmin e do candidato ao Senado, Orestes Quércia. Entrou, ao lado do tucano, na Base Comunitária da Polícia Militar da Vila Guilherme e posou para fotos. "Não estou fazendo campanha, estou na minha região, já atendi 10 pessoas aqui com problema", justificou o corregedor.
Sobre os adesivos de Alckmin e Quércia na lapela, Mutran disse que não podia negar a alguém que quisesse colar. "O rapaz chegou, colocou, vou dizer não?", questionou. Perguntado sobre o uso do carro oficial para o evento de campanha, foi sucinto. "E daí, não tem problema", disse. "Se vocês acham que tem, me condenem", acrescentou.
O carro, um Vectra prata com placa da Corregedoria da Câmara, foi estacionado irregularmente na Praça Oscar da Silva, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. O filho de Mutran, Ricardo Mutran (DEM), é candidato a deputado estadual e também participou do evento.
Mutran gasta, segundo prestação de contas à Câmara, R$ 1.714,75 ao mês para locação do veículo e uma média de R$ 700 mensais para combustível. Os valores, custeados pela verba indenizatória, são ressarcidos ao corregedor com apresentação de nota fiscal.

Celso Jardim (com informações do Estado de S.Paulo)


Uma das maiores economistas do país fala de Dilma



Maria da Conceição de Almeida Tavares é uma economista portuguesa naturalizada brasileira. É também professora-titular da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e professora-emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Maria Conceição Tavares é mestre e doutora em Economia, Matemática e Estatística, pelas Instituições Unicamp e UFRJ. É também Alma mater Universidade de Lisboa, Universidade de Paris II e Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Serra diz, "deputado que busca cargo é ladrão"

José Serra, afirmou ontem, em entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, que deputados que buscam cargos no governo têm o objetivo de promover a corrupção.
"Para mim não tem grupinho de deputado indicando diretor financeiro de uma empresa, ou diretor de compras de outra.
Pra quê um deputado quer isso? Evidente que não é para ajudar em melhor desempenho. É para corrupção", disse.
No governo de São Paulo o então governador José Serra nomeou em 2006 os seguintes deputados para ocuparem cargos em sua equipe de governo, a saber:
Aloysio Nunes Ferreira Filho - cargo: Casa Civil, vice-líder do seu partido desde 2003. Ele foi eleito deputado Federal pelo PSDB para o período de 2003 a 2007. Deixou a casa civil para concorrer ao Senado por São Paulo
Sidney Beraldo - cargo: Administração e Gestão, deputado estadual reeleito e presidiu a Assembléia Legislativa de São Paulo de 2004 a 2005, hoje coordena a campanha de Geraldo Alcmin e é candidato a suplente de Aloysio Nunes.
Francisco Graziano -  cargo: Meio Ambiente e Recursos Hídricos  deputado federal pelo PSDB e ex-presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e ex-chefe-de-gabinete da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso.
Segundo Serra todo deputado que busca ocupar cargos no governo tem objetivo de promover a corrupção, e os deputados acima estão com a palavra. A Folha de S.Paulo traz o destaque na edição de hoje "Deputado quer cargo para corrupção, diz Serra no JN".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

No JN antes da novela passione, Serra enganacione

A visita do "jenio" ao JN foi o de sempre: ele não tem nada a declarar.
Nada de novo, nada de original.
Ele apresentou, porém, duas novidades interessantes.
Trocou a camisa azul pela branca.
E deu ao dedo anelar direito um movimento autônomo, inusitado.
É como se o dedo tivesse vida própria.
Sobre o conteúdo da entrevista.
Ele disse que fez os genéricos e o combate à AIDS.
É do conhecimento do mundo mineral – diria o Mino – que isso é uma mentira.
É uma apropriação do trabalho alheio.
O combate à AIDS é do Adib Jatene.
E os genéricos do Jamil Haddad.
Tomara que o Adib Jatene não tenha visto o JN.
Por que a Fatima e o Bonner não disseram que ele mentia ?
Por que se calaram ?
A mentira só reforça a certeza de que Serra, numa eleição, é baixaria, com certeza.
Especialmente diante da audiência do JN.
(Isso não comporta uma ação na Justiça Eleitoral ? Mentir ?)
O Serra não defendeu Fernando Henrique e tentou tirá-lo do pescoço.
Também não falou mal do presidente Lula.
Embora o tenha chamado de cavalo, ou jegue.
Porque deu a entender que a Dilma está na garupa do Lula.
O que é um lapso ou grosseria, mesmo.
Embora ele tenha dito isso duas vezes.
Defendeu os pedágios de São Paulo.
Jogou o aliado Thomas Jefferson às feras.
E se beneficiou do fato de a Fátima lembrar que o Índio tirou o leite da merenda das crianças do Rio, segundo vereadora do PSDB, Andrea Gouvêa Vieira.
No mais, comprovou-se que Serra não tem o que dizer.
Antes, o JN espinafrou o ENEM.
Como o PiG (*), o JN tem pavor do ENEM.
(A Folha (**) gosta de imprimir e deixar vazar as provas. Mas espinafra o ENEM.)
Por que ?
Porque o ENEM permite que o pobre e o negro entrem na universidade pública.

O texto acima é do "Conversa Afiada", de Paulo Henrique Amorim

Fátima do JN:"Serra declame batatinha quando nasce"

Amanhã acontece a entrevista do candidato José Serra no Jornal Nacional da rede Globo, e os entrevistadores, o casal 45, depois de passarem apertado com a ex-ministra Dilma Rousseff, terão uma missão mais fácil já que Serra é da casa. 
As perguntas deverão ser mais amenas e leves para não complicar o candidato, que tem mania de agredir quando lhe perguntam algo que o contrarie.
No meio das questões estarão umas duas ou três para não dizerem que é marmelada, que estava tudo acertado com Serra. Aqui as 20 perguntas proibidas e as que serão  escolhidas entre as vinte abaixo  selecionadas.
Tudo já foi combinado com a assessoria de Serra e a rede Globo, a especialista Fátima Bernardes que tem o dom de fazer perguntas para crianças do maternal já está preparada, e Serra também já preparou as respostas tentando ser simpático na TV. Mas, por responder sem pensar Serra pode estragar tudo.
1. Fátima: Aonde o senhor estava quando criou o FAT?
Serra: Na lua
2. Bonner: Qual foi o maior produto genérico que criou?
Serra: O prefeito de São Paulo, o Kassab é genérico do Alckmin, em vez de apoiar o Geraldo Alckmin fui de kassab.
3. Fátima: Porque o senhor não gosta do Alckmin e prefere o Kassab?
Serra: Só para variar, em vez de picolé de chuchu mudei para o de goiaba
4. Fátima: Durante o Natal o que mais gosta de fazer?
Serra: Distribuir os panetones do Arruda para as crianças.
5.Bonner: Se o senhor não ganhar a eleição vai ficar sem emprego?
Serra: Não, foi receber da Alston, o seguro desemprego que eu digo sempre que criei.
6. Fátima: Porque os motoristas de caminhão não querem ir pelo Rodoanel?
Serra: Porque eles não conhecem o caminho, e esse negócio que é inseguro, não tem iluminação, nem posto de parada, e tem assalto, é tudo trololó.
7. Bonner: O buraco do metrô ficou marcado na sua cabeça?
Serra: Não porque eu não sei quem caiu lá e não conhecia ninguém, e também nem sei quantas pessoas do entorno ainda estão sem casa para morar.
8. Bonner: Caso não ganhe a eleição o senhor pode mudar de partido?
Serra: Posso, vou sair do PSDB e vou para o PCC são eles que mandam mesmo.
9. Fátima: Porque as professoras sempre o colocavam de castigo?
Serra: Porque eu faltava nas aulas de economia, mas elas não me batiam.
10. Bonner: Já que o senhor é economista, o que acha do mercado financeiro?
Serra: Uma boa, sempre apliquei os recursos da saúde nos bancos.
11. Bonner: O que foi fazer na Central do Brasil no discurso de Jango em 1964?
Serra: Fui ver os que me traiam e se estavam presentes os meus futuros parceiros do DEM, que antes eram da UDN.
12. Fátima: O senhor acha mineiro coió mesmo?
Serra: O mineiro não é tonto e ainda não percebeu o quanto gosto deles
13. Bonner: O senhor já mandou sua foto para os aliados colocarem nos comitês?
Serra: Não acordei na hora de tirar as fotos, mas amanhã vou mandar
14. Fátima: Caso eleito o Bolsa Esmola que o senhor sempre falava vai continuar?
Serra: Vai e vou aumentar
15. Bonner: É verdade que não entende o sotaque dos países do MERCOSUL?
Serra: Não entendo nada, como não entendo os do nordestinos, goianos e mineiros, é tudo do estrangeiro pra mim.
16. Fátima: Quem manda na sua casa, ou também tudo se resolve junto com o DEM?
Serra: Nem vou falar da minha casa porque não está na declaração de renda
17. Fátima: Qual a música de carnaval que o senhor mais gosta?
Serra: Aquela do refrão, Aceita o Índio que quer o apito, se não pau vai comer.
18. Fátima: E a grande recordação de uma música de sua juventude?
Serra: É mais ou menos assim, "Ninguém me ama, ninguém me quer" 
19. Fátima: O senhor sabe de cor a letra da batatinha quando nasce?
Serra: Isso não tem nada a ver com agricultura familiar, tem?
20: Bonner: Agora as declarações finais e o senhor pode ficar até o fim da noite para ver se lembra de alguma coisa de bom que fez para o país.
Serra: Boa Noite!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

20 perguntas que o JN não vai fazer ao Serra

O Jornal Nacional entrevistará na próxima quarta-feira o candidato José Serra, está é a grande oportunidade para a rede Globo, que se diz a mais popular, de tirar algumas dúvidas da cabeça da população, afinal  William Bonner e Fátima Bernardes têm compromisso com a verdade, ou isso já não vale mais?
São várias perguntas que todos querem saber as respostas de Serra, como porque  fechou as comportas do Rio Tietê evitando que regiões mais nobres fossem alagadas e que acabou inundando bairros populares.
Porque inventa que cria programas e ideias de outros e saí pelos quatro cantos do país a dizer que são suas.
Por que semana sim a outra também maltrata e agride entrevistadores e jornalistas que lhe perguntam o que todos nós só queremos saber as respostas que Serra tem para essas 20 perguntas que o casal 20 não deverá fazer:
1. Como é a sociedade da sua filha Verônica Serra com a filha do Daniel Dantas?
2. Que tabela de custo Serra usou para tornar os pedágios mais caros do país?
3. Quantas vezes o Serra bateu o martelo para privatizar estatais lucrativas?
4. Qual parede de sua casa está pendurado o quadro com o diploma de economista?
5. O Serra sabe quantas famílias ainda estão sem casa no caso do buraco do Metrô?
6. Porque os tucanos nos 15 anos de governo em São Paulo não enfrentaram o PCC?
7. Se quando ele era jovem e aluno do ginásio achava certo bater em professor?
8. Qual é o lucro de aplicar os recursos da saúde no mercado financeiro?
9. O que Serra pensava da UDN quando foi presidente da UNE?
10. Porque agora vive ao lado e acredita no DEM a nova UDN?
11. Porque ele não gosta do Alckmin e prefere o Kassab?
12. É verdade que o FHC é um pai para o Serra?
13. Serra acha que mineiro é tonto e não percebeu o que fez com Aécio?
14. Porque ninguém quer colocar sua foto no material de campanha no país inteiro?
15. Porque parou de falar que o programa de distribuição de renda é o Bolsa Esmola?
16. Em nome de quem está a mansão que mora e não está na declaração de renda?
17. Porque não gosta de nordestino, e se não gosta de nortista também?
18. Serra parou de falar que criou o FAT, os genéricos e o seguro desemprego?
19. Se o Serra continua a achar que filho de pobre pode estudar sem o ProUni?
20. Não tinha um vice melhor do que o que teve de engolir?
Vamos aguardar quem sabe a direção da Globo tente disfarçar que não é aliada do Serra e tente fazer alguma e o programa poderia ser exibido em um telão instalado no terreno ao lado do prédio da Globo em São Paulo que usaram por 12 anos sem pagar nada, ou seja, invadiram a área pública com permissão dos tucanos.