sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Bunga-Bunga do inocente Berlusconi

Ruby descreve como eram as orgias, os "bunga-bunga" festinhas comandadas  e organizadas por Berlusconi
Dezenas de mulheres nuas dançando e se acariciando em torno do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disputam sua atenção para excitá-lo: de acordo com "Ruby Rouba Corações", pivô do escândalo envolvendo Il Cavaliere, era assim que aconteciam as chamada "festas bunga-bunga" do chefe de governo italiano.
"Depois do jantar, íamos para um salão no subsolo, onde acontecia a bunga-bunga", relata Karima El Mahroug, dançarina marroquina que ficou conhecida pelo apelido "Ruby Rouba Corações" e cujo depoimento para os investigadores que apuram o caso teve trechos vazados e publicados no jornal "La Repubblica".
"Todas as garotas ficavam nuas durante a bunga-bunga, e eu tinha a sensação de que elas estavam competindo umas com as outras para fazer com que Berlusconi as notasse, com performances sexuais cada vez mais ousadas", lembra Ruby, citada no diário italiano.
Ela é peça-chave do processo que corre na justiça italiana contra Berlusconi, acusado de contratar seus favores sexuais quando Ruby ainda era menor de idade - embora tanto ela quanto ele neguem.
Berlusconi também é acusado de abuso de poder, por um episódio em que obrigou a polícia a libertar Ruby, detida por roubo.
O julgamento do primeiro-ministro, que declarou não estar nem um pouco preocupado com o processo, começará no dia 6 de abril.
Em outro trecho do depoimento, Ruby descreve como foi seu primeiro encontro com o premier italiano.
"Naquela noite, Berlusconi me disse que a bunga-bunga era um harém, o que ele copiou de seu amigo (o ditador líbio Muamar) Kadhafi, e que consistia de garotas tirando a roupa e concedendo-lhe 'prazeres sexuais'".
"O primeiro-ministro me levou até seu escritório, e me fez entender que minha vida mudaria completamente se eu participasse na bunga-bunga", acrescenta a jovem.
Ela conta ter se recusado em uma primeira ocasião, mas acabou se unindo ao "harém" de Berlusconi da segunda vez em que o visitou, em março - mas garantiu que sua condição era manter-se vestida.
Eu não tirava a roupa e não tinha relações sexuais", afirma. "Eu era a única garota vestida, e apenas para ter algo para fazer eu levava para o primeiro-ministro um Sanbitters de vez em quando", contiua, referindo-se a um popular drink não alcoólico vendido na Itália.
Não houve acusações judiciais relacionadas com as festas "bunga bunga", que, no entanto, se tornaram motivo de inúmeras piadas na Itália nos recentes meses.
Berlusconi admitiu que é "um pecador, como todo mundo", mas acusou os juízes moralistas e adversários puritanos de orquestrarem uma campanha contra ele.

Com Agência AFP

Ronaldo e RC: Nóis fumo do Corinthians

NunKassab é craque, cracolândia abre filiais

Em 2004: NunKassab e Serra prometeram revitalizar o centro
A Cracolândia não se limita mais ao centro da cidade, agora tem filiais. Prefeitura enrola há seis anos com o plano de revitalização do centro
Quem passa pela avenida Jornalista Roberto Marinho, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, e vê seus “novos moradores” diz que a sensação é uma mistura de constrangimento, tristeza e medo. O canteiro central da via, por onde passa o córrego Água Espraiada, foi transformado em ponto de consumo de crack. Dezenas de dependentes se acumulam ali, dia e noite, compondo uma nova Cracolândia na capital.
Em janeiro, quando a reportagem do R7 esteve no local, já era possível ver usuários escondidos atrás do muro. Alguns dormiam, outros consumiam a droga. PMs passam perto do canteiro e descem do carro, expulsando os chamados “craqueiros”. Eles se espalham, entram nas ruas que cortam a avenida e voltam para o mesmo lugar em pouco mais de meia hora.
Uma das usuárias, conhecida como Magrela, ironiza a situação e diz que é mais fácil “colocar uma grade em volta do córrego e transformá-lo em uma clínica”.
- A polícia vem aqui, mas não adianta. Não é uma questão de polícia. É um problema de saúde. Aí, eles levam a gente para a cadeia. Na cadeia, eu fumei crack, eu fumei maconha. Nem dez dias eu fiquei. De que adiantou?
Magrela diz ter nascido e crescido no bairro. Aos 32 anos, ela viveu os últimos 15 entre melhoras e recaídas no vício do crack. Há sete meses, a usuária vive perto do córrego Água Espraiada.


Com r7

Para a ONU um exemplo, para os demotucanos é esmola

Bolsa Família: PSDB-DEM chamam de Bolsa-Esmola
Bolsa Família é apontada como exemplo de política de previdência social em reunião da ONU
O Bolsa Família foi citado numa reunião da ONU, nesta segunda-feira, como "um exemplo de mecanismo bem-sucedido" de assistência social. O programa foi mencionado num debate, em Nova York, sobre a criação de uma espécie "de piso de proteção social" que possa garantir segurança alimentar, serviços de saúde a todos e a aposentados idosos.
O exemplo do Bolsa Família foi destacado pelo diretor do Departamento de Previdência Social da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Michael Cichon disse que a previdência social é um direito humano.
Segundo Cichon, apenas 20% da população tem acesso à assistência. Para ele, falta vontade política para implementar iniciativas que necessitam um mínimo de investimento.
Sistemas de segurança
O representante da OIT disse que se trata de um "escândalo, uma vez que são precisos apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global para promover sistemas de segurança para todos os pobres do mundo".
Michael Cichon destacou o Bolsa Família como um exemplo de programas que "não custam quase nada"e fazem grande diferença na redução da pobreza e das desigualdades. Ele ressaltou que o programa custa apenas 0,5% do PIB brasileiro e alcança 25% da população.
Cichon alertou que quem pagará a conta dos cortes de gastos públicos decorrentes da crise econômica global serão os idosos, as pessoas com deficiências e os pobres.

Com Brasil de Fato

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PM de São Paulo bate sem saber o motivo

Vereadores e estudantes agredidos, PM não sabe o motivo
Manifestação organizada no final da tarde desta quinta-feira (17) contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo terminou, mais uma vez, em pancadaria. Os manifestantes protestavam em frente à Prefeitura, no centro, quando, por volta de 18h45, policiais militares reprimiram o ato com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha.
“Eles vieram como uma truculência desproporcional”, afirma Fábio Nassif, que integra a comissão de comunicação do Comitê contra o Aumento da Passagem, grupo formado por movimentos sociais, partidos políticos de esquerda, grêmios estudantis, sindicatos, associações de bairro e pelo Movimento Passe Livre.
O protesto tem como objetivo pressionar a prefeitura para que seja revogado o aumento da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 2,70 para R$ 3 em janeiro --variação de 11%-- após decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Durante a pancadaria, sobrou paras os vereadores petistas Antonio Donato e José Américo, que participavam do ato e integram a comissão de negociação. Os dois parlamentares apanharam dos policiais com cassetetes e gás lacrimogêneo, mesmo após terem se identificado.
José Américo diz que os vereadores estavam reunidos com um representante da prefeitura quando ouviu o barulho das bombas. "Imediatamente interrompemos a conversa e tentamos dialogar [com a polícia], mas a tropa de choque nos agrediu com gás lacrimogêneo e gás de pimenta", afirma o vereador.
Segundo Fábio Nassif, um manifestante que foi agredido pelos PMs está detido ao lado do prédio da prefeitura. Carlos Ceconello, fotógrafo da Folha de S. Paulo, foi ferido na perna por estilhaços de bomba.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar não informou o motivo que levou os policiais a reprimirem o protesto. “Sabemos que houve a necessidade de intervenção, mas não sabemos o motivo." A PM afirmou que não tem mais detalhes sobre o episódio.
Não é a primeira vez que uma manifestação contra o aumento da tarifa em SP termina em pancadaria. Em 14 de janeiro deste ano, um protesto na praça da República foi reprimido por policiais militares. O mesmo ocorreu em uma manifestação no parque Dom Pedro, em janeiro de 2010.

Com a Folha OnLine

Será que Serra vai explicar em trololês?

Senador convida Serra a explicar sobre o mínimo de 600,00
Não podemos iludir a opinião pública, diz Itamar sobre o mínimo
O senador Itamar Franco (PPS-MG) admitiu que o salário mínimo de R$ 545 deve ser referendando pelo Senado ainda que a oposição defenda um valor maior. "Não podemos iludir a opinião pública de que vamos vencer.
É difícil, todos nós já sabemos que aqui no Senado vai se votar o que se determinar pelo governo", afirmou Itamar.
O ex-presidente da República diz ainda não ter se decidido sobre qual valor defender no plenário do Senado.
Além dos R$ 545, o PSDB já anunciou que apresentará o valor de R$ 600 e o senador Paulo Paim (PT-RS) a proposta de R$ 560. Itamar voltou a defender que o candidato derrotado José Serra (PSDB) compareça à Casa para explicar sua proposta de elevar o mínimo para R$ 600.
Nem a oposição a qual Serra que ser líder votou no mínimo de R$ 600,00, ele não convence nem seus parceiros, a quem ele pensa que convence?

Com informações do Estadão

"Alaga São Paulo" do PSDB-DEM continua um sucesso

 

Salve-se quem puder, o programa "Alaga São Paulo" dos demotucanos
Uma das principais ligações da cidade, Avenida 23 de maio vira um lago



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O agora conhecido Paulo Preto e o EJ dedo-duro

Audiência entre Eduardo Jorge e Paulo Preto termina sem acordo
Terminou sem acordo a audiência de conciliação da ação de calúnia movida pelo engenheiro e ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, contra dirigentes do PSDB e jornalistas da revista "IstoÉ".
Paulo Souza processa Eduardo Jorge Caldas Pereira, conhecido com EJ, vice-presidente do PSDB, e Evandro Losacco, tesoureiro adjunto do partido, por supostas declarações feitas à revista que apontariam o engenheiro como autor do desvio de R$ 4 milhões do caixa 2 do PSDB na campanha de 2010.
A juíza do caso concedeu um prazo de dez dias para que os advogados das partes tentem iniciar entendimentos com o objetivo de chegar a um acordo.
Após a audiência, Souza disse que só concordará com o encerramento do processo caso os acusados façam retratações públicas.
Pereira afirmou que não acusou o engenheiro nas declarações feitas à revista e a publicação distorceu suas afirmações. O advogado de Losacco informou que esta também é a tese da defesa do tesoureiro-adjunto do PSDB.
 defesa dos jornalistas da revista informou que vai analisar as gravações das entrevistas de Pereira e Losacco para decidir quais as medidas a serem tomadas no caso.
No primeiro debate do segundo turno, Dilma Rousseff se referiu ao episódio, e José Serra respondeu não conhecer nenhum Paulo Preto. Isso levou o engenheiro a dar entrevista à Folha em que se queixava do comportamento dos tucanos e advertia: "Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada''.
A partir daí, Serra disse que conhecia Paulo Vieira de Souza --apenas não tinha associado o ex-assessor a seu apelido, que qualificou de "preconceituoso"-- e outros tucanos entraram no circuito para negar que ele tivesse arrecadado dinheiro para a campanha.

Com Folha OnLine


Você sabe o que é bunga-bunga?

Brasileiras participam do "bunga-bunga"
A lista completa não foi divulgada, mas pelo menos três brasileiras tiveram um papel importante no caso que pode levar Berlusconi a um desastre político e judicial.
O primeiro caso investigado pelo tribunal de Milão é o da brasileira Iris Berardi, 19 anos, filha de mãe brasileira e pai italiano. Iris sempre teve um papel em primeiro plano no harém de Berlusconi, e pode se transformar num problema sério para o premier, porque magistrados provaram que seu celular esteve ligado na mansão de Arcore quando ela ainda tinha 17 anos. Se conseguirem provar o fato, ela pode ser o pivô de um novo processo por prostituição de menor.
Iris foi criada em Forlì pela nova mulher de seu pai, fala italiano fluentemente e foi quem ganhou mais presentes do político. A polícia provou que ela recebeu, pelas 31 vezes em que participou de festas em Arcore; na mansão de Porto Rotondo, na Sardenha; e no palácio Grazioli, em Roma - três das muitas residências do primeiro-ministro -, doze pulseiras, dez anéis, sete colares, dois relógios e 40 mil em dinheiro vivo.
Todos os presentes foram anotados cuidadosamente na agenda da brasileira. Alegando que os jornalistas "só escrevem coisas falsas", ela se recusa a dar entrevistas, e seu namorado insinua que talvez, por 2 mil, ela responda a algumas perguntas.
A segunda brasileira importante no caso é Michelle Conceição Oliveira dos Santos, que frequentava as festas de Arcore e hospedou a marroquina Ruby Rubacuori (Karima el Mahroug) por alguns meses no seu apartamento em Milão.
Foi ela que chamou a polícia, acusando Ruby de ter roubado jóias e dinheiro. A denúncia levou Berlusconi a telefonar à delegacia milanesa pedindo para soltar Ruby - que seria "uma sobrinha do (então) presidente egípcio Mubarak". Michelle defende Berlusconi e se diz pronta para fazer passeatas a favor do premier.
- Ele é uma ma pessoa honesta e de bem, que sempre me respeitou - diz Michelle.
A terceira brasileira num dos maiores escândalos da política italiana é a carioca Miriam Marcondes. Segundo a mídia, Miriam era a organizadora da presença de bailarinas brasileiras nas festas romanas chamadas "bunga-bunga". Ela nega tudo e diz que os jantares de Berlusconi eram inocentes, que nunca viu ou ouviu falar de orgias na residência do premier. Por enquanto, as festas do Palácio Grazioli em Roma ainda não foram investigadas pelos juízes. Mas é possível a abertura de um novo front judiciário romano a respeito do "bunga-bunga".

Com informações de O Globo

SP: Faltam carteiras e cadeiras para os alunos

Na tarde de ontem, um cartaz colado no portão da escola estadual Roberto Mange, extremo sul de São Paulo, avisava: não haverá aula hoje para a 6ª A e 6ª B. Motivo: falta de cadeiras e carteiras.
Os alunos das duas salas só descobriram que seriam dispensados das aulas de ontem ao chegar na escola, mas o fato não os surpreendeu.
Desde que as aulas começaram para valer, anteontem, parte das turmas da escola têm se revezado, pois não há lugar para todos sentarem. Em um dia, algumas séries foram mandadas para casa; no seguinte, outras.
Segundo alunos e pais ouvidos pela Folha de S. Paulo na porta da escola, anteontem pelo menos uma turma da manhã (de 8ª série) e outra da tarde (de 5ª série) foram dispensadas.
Ontem, além das duas salas de 6ª série que ficaram sem aula à tarde, alunos de ao menos uma 8ª série da manhã também voltaram para casa. Estudantes relataram que o problema se estende ainda a turmas da noite.
"Ontem [anteontem] chegamos aqui adiantados, e nos deparamos com o cartaz dizendo que a turma da minha filha não teria aulas. Faço de tudo para meus filhos não faltarem na escola. É complicado", afirma a dona de casa Marlete Oliveira Silva, 38, mãe de uma aluna da 5ª série que caminha por 25 minutos todos os dias para chegar com a filha à escola.
"O pior é que eles avisam de última hora. As mães vêm com as crianças arrumadinhas e têm que voltar para trás", diz a mãe de outro estudante Silene dos Santos, 45, que acompanhou a frustração dos pais nestes dois dias.
Lucinda Correia Ferreira, 46, também conta que o filho aproveitou a manhã de ontem, quando deveria estar estudando, para ir ao dentista, já que a turma dele da 8ª série foi dispensada porque não havia onde sentar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A dançarina Ruby pode fazer Berlusconi dançar

NunKassab mostra o tempo de atraso de salários

Prefeitura de São Paulo não tem repassado verba para as creches e os funcionários estão há dois meses sem receber salários
Cerca de 200 manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal de São Paulo, na região central da cidade, na tarde de hoje, para reivindicar o pagamento de salários atrasados. Entre os manifestantes estão funcionários da assistência social, do Centro de Zoonoses e de empresas ligadas à prefeitura, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). De acordo com a CET, o grupo ocupava a calçada do Viaduto Jacareí e não atrapalhava o trânsito por volta de 15 horas.
Mais cedo hoje, por volta das 14 horas, funcionários de creches que mantêm convênio com a Prefeitura de São Paulo fizeram uma manifestação em frente a sede da prefeitura. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa), Julio Alves, o município não tem repassado verba para as creches e os funcionários estão há dois meses sem receber salários. Procurada, a Secretaria Municipal de Educação ainda não se pronunciou sobre o caso.

Com Agência Estado