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sábado, 10 de setembro de 2011

Governo de SP não cumpre metade das metas

Das 54 prioridades para o período 2008-2011 listadas por Serra e herdadas por Alckmin, 24 não serão executadas
Entre elas, tirar presos de delegacias, concluir duas linhas de metrô, construir piscinões e ampliar Poupatempo
O governo de SP não conseguirá cumprir quase a metade das metas definidas como prioritárias pelo ex-governador José Serra (PSDB) no Plano Plurianual 2008-2011.
Foram avaliados 54 programas destacados por ele no projeto enviado à Assembleia -24 não serão cumpridos, 21 já foram e nove poderão ser. Serra foi o responsável pela execução de três anos do PPA.
Geraldo Alckmin (PSDB), no cargo desde janeiro, já incluiu no PPA 2012-2015 parte das metas que não cumprirá.
Duas prioridades que ficaram pelo caminho são abrir 37 mil vagas no sistema penitenciário, com novos presídios, e retirar presos das delegacias e DPs. O governo culpa a resistência de prefeitos.
Outras não serão atingidas porque o Estado não conseguiu viabilizar projetos e verba, como fazer 23 piscinões -só quatro estão prontos.
Em habitação, SP não irá cumprir ao menos cinco metas, como comprar imóveis para moradia social no mercado e urbanizar terrenos.

Com Folha de S.Paulo

domingo, 29 de maio de 2011

A saúde em São Paulo vai de mal a pior

Postos lotados, diagnósticos errados, prontos-socorros fechados. Faltam médicos e enfermeiros
O Pronto-Socorro fecha as portas em casos de emergência. O paciente que precisa de UTI pode ter a vaga negada. Postos de saúde e atendimentos ambulatoriais vivem superlotados. Faltam médicos e enfermeiros. A cirurgia pode levar mais de dois anos para ser realizada.
A consulta pode não ser marcada por falta de especialista. Multiplicam-se os casos de diagnósticos equivocados. Essas são as dificuldades que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam quando buscam atendimento de emergência e serviço ambulatorial em São Paulo.
Bastidores da UTI do Hospital do Campo Limpo
O sistema de saúde paulista impõe mortes evitáveis. E a sobrevivência dos pacientes se relaciona com o tempo em que é efetuado um procedimento. É o que constata a experiência de 40 anos do médico de hospitais da periferia Jorge Villejas Pantoja, que se especializou em cirurgia cardíaca com o professor Zerbini.
Nos últimos anos, ele trabalhou no Hospital Municipal de Campo Limpo – “um hospital de guerra, subdimensionado” – e cuidou das emergências da Região Sul, onde há 300 leitos para quatro milhões de habitantes! O doutor Pantoja conta: “Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) todos os leitos estão ocupados e muitos pacientes em situação crítica têm de esperar em corredores de outros hospitais, em prontos-socorros ou em UBS da periferia, o que, muitas vezes, resulta em óbito”.
O doutor Pantoja afirma que no Hospital Campo Limpo o socorro aos infartados é dramático. “A angioplastia, cirurgia de desobstrução da coronária, é uma forma de tratamento que requer um equipamento chamado emodinâmica, que não é caro. Mas na Zona Sul, nenhuma instituição pública tem esse aparelho. Sem o aparelho, o paciente é removido para outro hospital.”
Dinheiro da saúde é aplicado no mercado financeiro
Em dez anos, cerca de R$ 350 milhões, repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o programa de assistência farmacêutica básica no Estado, sumiram dos cofres do governo paulista. O dinheiro garantiria aos usuários do SUS acesso gratuito a remédios, sobretudo aos mais caros, destinados a tratamentos de doenças crônicas e terminais.
A auditoria, pedida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF), da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, detectou que, dessa dinheirama, o governo paulista misturou com as receitas estaduais, numa conta única da Secretaria de Fazenda, R$ 44 milhões repassados pelo SUS – a Constituição determina que para gerenciar dinheiro do SUS, os Estados abram uma conta específica, de movimentação transparente e facilmente auditável, para garantir a plena fiscalização do Ministério da Saúde e da sociedade. “Os valores foram transferidos imediatamente depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED)” – diz o documento.
O Denasus descobriu ainda que entre 2006 e 2009 – governos Alckmin e Serra –, São Paulo aplicou R$ 66,8 milhões destinados à saúde no mercado financeiro.

Com Rede Brasil Atual

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Esse é um assunto do Governo de SP, bye,bye


A análise dos dados de Boletins de Ocorrência e de laudos da semana de ataques do PCC, entre 12 e 21 de maio, dá uma clara mostra de uma ação de represália por parte dos agentes públicos. O pesquisador Ignácio Cano, que coordenou o exaustivo trabalho de levantamento de informações, aponta que há uma reação policial entre os dias 14 e 17. Enquanto nos dias 12 e 13 a razão de civis mortos para agentes públicos mortos não passava de 1,7, a proporção sobe para 13 civis para cada agente público no dia 14 e atinge um pico de 21 no dia 17.
Ao mesmo tempo, a razão de mortos para o número de feridos é muito maior nesse segundo período (14 a 17) e cresce a ação de grupos de extermínio, nos quais historicamente há a presença de policiais. No cômputo total da semana de ataques, 505 civis morreram, contra 59 agentes públicos. Confrontos com a polícia e execuções sumárias respondem por 189 vítimas, boa parte com alto número de disparos na cabeça e no tronco.
Cinco anos depois os crimes continuam sem esclarecimentos pelo Governo de São Paulo, e ainda os governadores desse período fogem do assunto quando entrevistados, como fez Alckmin, em 2006, logo depois de ter deixado o governo estadual paulista para disputar eleição presidencial.