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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DEM o anti-sminorff, eu não sou você amanhã

O senador José Agripino Maia (DEM-RN), presidente nacional do DEM, afirmou nesta segunda-feira que já está proibido o apoio do partido às candidaturas que tiverem o PSD como cabeça de chapa.
"Isso é um assunto decidido, tem apoio de 100% do partido. A votação é mera formalidade", afirmou o parlamentar.
O DEM pretende vetar a adesão dos diretórios municipais às chapas do PSD para prefeito, mas aceitará receber apoio do adversário. Os dois também poderão estar do mesmo lado, na coligação de candidatos de outros partidos.
A resolução será votada na próxima reunião da direção executiva nacional.
Segundo Agripino, o veto será uma "manifestação clara de inexistência de afinidade". "Em toda parte, o PSD agrediu o DEM. Em Goiás, São Paulo, Santa Catarina. Não é dar o troco, é uma decisão marcar nossas diferenças", comentou.
A resolução não impedirá chapas com o DEM como prefeito e o PSD como vice, mas o senador afirmou que isso é "pouco provável". "Não deve ocorrer porque são partidos que ficaram em antagonismo em toda parte", disse.

Com UOL

sábado, 17 de setembro de 2011

DEM acusa PSD, o roto falando do rasgado



DEM envia fita ao Tribunal Superior Eleitoral acusando PSD de trocar ficha de filiação por cesta básica

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DEM resiste e prolonga a extirpação

DEM admite ter vergonha de se expor como partido de direita
Embalado pela crise que derrubou o ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e pela desarticulação do PSDB, maior partido de oposição, o DEM resolveu fazer um novo “reposicionamento de imagem” para melhorar sua aceitação junto ao eleitorado. A medida já abriu internamente a discussão sobre o uso de expressões como “direita”.
Ao passar por uma refundação de fachada em 2007, o partido abandonou a sigla PFL numa péssima jogada de marketing da direção partidária. Nas urnas, os resultados não vieram — os “demos”, com exceção da vitória de Gilberto Kassab para a Prefeitura de São Paulo em 2008, naugrafaram.
Agora, depois de medir os ânimos do eleitorado em pesquisa qualitativa e quantitativa, o DEM vai lançar nova linha de comunicação no segundo semestre. A sondagem será decisiva para se chegar à nova “roupagem” do partido. Não está descartado o resgate do antigo PFL e o abandono da sigla DEM, manchada após o escândalo envolvendo o ex-governador José Roberto Arruda (DF), no episódio conhecido por “mensalão do DEM”.
“A questão do conteúdo a gente já tem avançado. A consistência do que acreditamos já está acertada. Agora, o que falta é a definição da embalagem”, afirmou o líder do partido na Câmara, ACM Neto (BA).
Parte do ideário do DEM — que se diz defensor do liberalismo econômico e da livre iniciativa — foi moldada após pesquisa de 2007, do Instituto GPP. De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a legalização das drogas e do aborto. A pesquisa ouviu 2 mil entrevistados.
Entre as palavras mais positivas consideradas pelo eleitor, estão “religião”, “trabalho” e “moral”. “Temos de mostrar nossas bandeiras. Se não, fica difícil sair da mesmice”, afirma o presidente do DEM paulistano, Alexandre de Moraes.
Mas, se há consenso sobre o programa do partido, há dúvidas a respeito do formato. Para uma vertente, o rótulo da direita ficou associado ao período da ditadura e a partidos que não gostam de pobres. Portanto, seria uma armadilha usá-lo. Para outra, existe no país um eleitor “órfão”, que é contra o governo e que quer um posicionamento claro de oposição.
“Há um congestionamento de partidos, como se todo mundo jogasse pendurado na esquerda. Virou moda dizer ‘sou de esquerda’. Mas não é isso que o brasileiro pensa”, diz o ex-deputado José Carlos Aleluia.
“O partido tem que ocupar esse espaço que abriga a direita”, agrega o parlamentar — que, no entanto, disse que o DEM deve evitar a adjetivação. “Mas não coloco objeção a companheiros que queiram colocar.”
“Não me incomodo em ser chamado de direita, de modo algum. Não tenho preocupação nenhuma. Pode chamar de direita, conservador, neoliberal. Não ligo. Sou mesmo”, disse o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO).
Já ACM Neto avalia que, no Brasil, não são claras as definições sobre conservadorismo. “Eu, a priori, refuto. Não me considero conservador. Não adoto esse discurso. Essa roupagem não me cabe”, afirmou. “O Democratas é um partido fundamentalmente de centro, com gente mais à esquerda e mais à direita”, ilude-se o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

Com o portal Vermelho e informações do Estadão

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Indio, ex-vice de Serra, perde a carteira em blitz

Presidente regional do PSD, Antonio Pedro Indio da Costa teve a carteira de motorista apreendida nesta madrugada pela operação Lei Seca, no Rio.
Ex-DEM, ele foi candidato a vice-presidente de José Serra (PSDB) na última eleição.
Ganhou destaque no meio da socialite carioca por namorar com Raphaella Cacciola, filha de Salvatore Cacciola, o banqueiro que está preso desde 2009.
No Executivo, ele ficou conhecido como o Cacique Merendinha, tal o apetite que tem por guloseimas escolares, desde que vendidas em licitações duvidosas.
No Legislativo, é autor de dois projetos de lei polêmicos: O que proibe o comércio de ambulantes, tirando milhares de empregos, e o que pune quem dá esmola na rua, tirando a opção de quem quer dar esmola.
Ele já criticou o Bolsa Família, chamado de Bolsa-Esmola pelo ex-partido dele, o DEM.
A apreensão da carteira foi decidida após Índio da Costa se recusar a fazer o teste de alcoolemia com o bafômetro.
A Hilux, que ele dirigia, foi parada pelos fiscais na Avenida General San Martin, esquina com Bartolomeu Mitre, no Leblon, zona sul do Rio.
Indio da Costa só foi liberado após a apresentação de um motorista habilitado.

sábado, 7 de maio de 2011

O feitiço virou contra o feiticeiro

Bornhausen, autor da frase "vamos acabar com esta raça", deixa DEM e abandona vida política
Exatos quatro anos e 38 dias depois de refundar o PFL com o nome Democratas, o presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen, anunciou nesta sexta-feira, 6, que está deixando a legenda e que ficará sem filiação. Bornhausen diz que encerrou sua carreira política eleitoral. "Daqui em diante, serei um apreciador e um torcedor",afirmou.
Mas o ex-senador que já governou Santa Catarina e foi ministro de Estado de vários governos está longe da aposentadoria. Com ou sem filiação partidária. "Ele não está na linha de frente, mas está aconselhando, amaciando os caminhos", diz seu filho e deputado Paulo Bornhausen, hoje secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Santa Catarina. Diferentemente de seu pai, Paulo se desfiliou do DEM para ingressar no novo PSD que nascerá maior que o DEM em seu Estado.
O anúncio oficial da saída do advogado de 73 anos, mais de 40 deles dedicados à política, foi feito ontem, durante uma palestra do vice-presidente da República, Michel Temer, sobre reforma política, organizada pela Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também participou do evento.
Bornhausen deixou o DEM depois de travar uma guerra interna com a direção que ele próprio instalara, na condição de braço direito do articulador do novo PSD que, não por acaso, esvaziou o Democratas.

Com o Estadão

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Agripino Maia: O DEM seguirá no caminho da mudança

Bornhausen e governador de SC anunciam que vão deixar o DEM
Paulo Bornhausen, vice do partido, diz que ‘DEM ficou sem futuro’.
Presidente do DEM pede explicação.
O presidente nacional do DEM, José Agripino (RN), admitiu que a saída das lideranças de Santa Catarina serão sentidas pelo partido, mas afirmou que o DEM não deixará de existir.
Agripino disse que os políticos catarinenses precisam “se explicar” aos eleitores, uma vez que foi no estado que, durante a campanha para a Presidência no ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que era preciso “extirpar o DEM” da política brasileira.
“Eles, que moram no estado onde o Lula falou que precisa extirpar o DEM, é que precisam se explicar. Nosso partido não está acabando. O DEM está inteiro. Claro que não subestimamos a saída de ninguém, e eles fazem falta.
Mas a saída deles não é nada que cause dificuldade para que o DEM siga no caminho da mudança”, afirmou Agripino.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nova fusão: O principado de FHC e os demos

FHC admite possibilidade de fusão entre PSDB e DEM. O anti-povo e os demos.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu nesta terça-feira que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são "preliminares".
"Existem propostas nesse sentido. São aspectos delicados. Acho que o mais importante é manter a coesão dos partidos e, desde logo, dizer: aconteça o que acontecer, vamos nos manter unidos com certos objetivos maiores. Não sei qual a tendência, se vai haver fusão ou não", afirmou FHC.
FHC admitiu que existe a possibilidade de fusão entre o PSDB e o DEM, mas ressaltou que as conversas são 'preliminares'
Ele, no entanto, negou relatos de que se reuniria amanhã com lideranças do PSDB para discutir a eventual fusão com a outra grande sigla oposicionista.
Se tem reunião marcada eu não estou sabendo", brincou o ex-presidente.
As declarações forem feitas durante evento no Instituto FHC que debateu a situação política e econômica na Venezuela e recebeu várias lideranças de oposição ao presidente Hugo Chávez.
Mas o ex-presidente deixou claro que sua preocupação mais urgente é a debandada nas fileiras tucanas, em especial a saída do ex-deputado Walter Feldman do PSDB para o PSD, recém criado por Gilberto Kassab.
"Eu acho lamentável a saída de qualquer pessoa, sobretudo de uma pessoa importante. No momento nós devemos fazer um esforço pela coesão. Faço até mesmo um apelo. Não é o momento de ampliar divisões", disse o presidente de honra da PSDB.
"Se quisermos ter um objetivo maior, como têm os venezuelanos hoje, que é de voltar a ter uma situação em que o PSDB possa exercer um papel construtivo na república, temos que estar unidos", afirmou, numa referência à próxima disputa presidencial de 2014.
Segundo ele, "esse esforço implica em que as várias tendências do partido entendem que tendências são normais, que opções por pessoas são normais. O que não é normal é ruptura", acrescentou.
FHC disse que, ao contrário dos jovens venezuelanos, prefere ser cada vez mais prudente com declarações públicas e brincou com a polêmica gerada pelo recente artigo publicado na revista "Interesse Nacional", no qual defendeu que o PSDB desistisse dos votos do "povão" para investir na nova classe média.
"Passei a ser cautelosíssimo. Pensei que ninguém fosse ler", disse, arrancando gargalhadas do auditório.

Com Folha Online