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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fielzão: Temos vagas, procura-se ex-presidiários


Ex-presidiários erguerão o Itaquerão, estádio do Corinthians que será um dos palcos da Copa-2014. Autoridades de segurança pública de SP aprovaram, e os estágios iniciais de seleção já começaram no Parque São Jorge.
Funcionários da entidade produziram lista com os nomes de 240 ex-presos que já cumpriram pena e até de detentos em liberdade assistida, com endereços e informações necessárias caso eles sejam selecionados.
"Essa é uma contrapartida social que o Corinthians e a Odebrecht darão à sociedade, por conta dos incentivos fiscais que estamos recebendo da prefeitura", diz André Luiz Oliveira, diretor administrativo do clube, em referência aos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento.
"Quem for trabalhar como azulejista terá aulas [no Senai] para ser azulejista, e assim por diante. Eles [egressos] farão cursos para poder exercer suas funções", diz.

Com Folha OnLine

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Para que serve a Câmara de Vereadores?

Para dar nome de rua e dinheiro para o Corinthians.
A Câmara de Vereadores de SP aprovou a isenção de R$ 420 milhões para o Fielzão
O debate em torno da proposta de retorno do número de vereadores em Foz do Iguaçu para 21, número que era até 2004, assim como em vários municípios, está começando de maneira equivocada. Defendo a tese de que o processo precisa ser invertido. Devemos debater primeiro o papel do vereador, do poder legislativo, o que significa, para que serve e aí sim talvez cheguemos a uma conclusão do número que seja ideal desta representação, que é o pilar de nosso sistema democrático.
O discurso minimalista, simplista, do número pelo número, não qualifica o debate, atenta contra a democracia e não traz a tona questões importantes como a relação da comunidade com a Câmara de Vereadores (a maioria da população não conhece, não compreende o papel dos vereadores, os parlamentares municipais não conseguem comunicar efetivamente este trabalho e a maior parte da população é pautada apenas pelas notícias negativas sobre o legislativo). Fica fácil construir um discurso da inutilidade deste poder, que repito, é o pilar do nosso sistema democrático, com seus defeitos e suas qualidades, mas fruto de conquistas históricas deste país.
Diante deste acumulado de desinformação, é fácil prever que a enquete realizada pela Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu - Acifi chegará ao número mínimo previsto na legislação, que são nove vereadores (o Congresso Nacional preferiu não legislar sobre o tema e deixou o debate para os municípios com faixas absurdas como o caso de Foz do Iguaçu que possibilita um mínimo de 9 e um máximo de 21 cadeiras). Esquecem os defensores do número mínimo que quanto menor for o poder legislativo mais fácil será o conchavo, menos transparente será o debate, mais difícil será a pluralidade das ideias.
A democracia tem um custo. E é isso que precisa ser discutido. A sociedade quer pagar o custo da democracia ou prefere os estados autoritários e autocratas que alguns continuam sonhando no país? A estes interessa sim a descaracterização completa do papel que cumpre o poder legislativo como base de nosso sistema político e de Estado. Aliás, para estes seria muito melhor que o poder legislativo.
No caso específico de Foz do Iguaçu, ao contrário do que alguns e, principalmente, do que setores da imprensa disseminam, uma proposta de ampliação do número de vereadores de 15 para 21 não pode representar aumento de gastos na Câmara Municipal. A conta é simples e se for estudada ficará fácil de comprovar esta tese.
A Câmara de Foz do Iguaçu utiliza os 6% da receita corrente líquida do município, como determina na legislação federal, desde que foi criada esta regra. Deste percentual, existe um limite de gasto com pessoal de 70%, também lei federal, onde estão incluídos salários de servidores, assessores, direção e vereadores. Este limite orçamentário de gasto com pessoal já é utilizado hoje, em uma Câmara com 15 vereadores. Caso se opte pela ampliação do número, a única alternativa será diminuir número de assessores, integrantes da direção administrativa ou mesmo revisão de salários (o que só pode acontecer para a próxima legislatura). O debate só será verdadeiro se estes percentuais forem esclarecidos para a população.
Por fim, poderemos debater a qualidade do poder legislativo, além de seu papel constitucional. A este item do debate deixo como questionamento para respostas: a qualidade é definida por quem? As pessoas que integram o poder legislativo foram eleitas e por estes eleitores devem ser fiscalizados e julgados. No limite quem define a qualidade e o tipo de representatividade do poder legislativo são os eleitores.

Por Nilton Bobato que é vereador do PCdoB em Foz do Iguaçu (PR)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fielzão: Verba dá para comprar 420 mil computadores

Kassab e Câmara Municipal vão aprovar os 420 milhões para construir o Fielzão
Daria para comprar 15 novos computadores para cada escola pública do país
Metade dos estudantes brasileiros está "desconectada" e o País soma uma década de atraso em relação aos países ricos no que se refere ao acesso a computadores e internet. Se não bastasse, as escolas brasileiras estão entre as piores em relação ao contato dos alunos com a informática, o que pode comprometer a formação de milhares de jovens.
Esse é o resultado do primeiro levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) para analisar a relação entre os sistemas de ensino e a tecnologia. Segundo o documento, elaborado com dados de 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as escolas brasileiras não estão equipadas e o Brasil é o último em uma lista de 38 países avaliados em relação ao número de computadores por alunos na escola.
"O aprendizado do uso do computadores é primordial para o futuro desses jovens. Estudos mostram que pessoas com conhecimento de informática têm 25% mais de chance de encontrar um trabalho", disse Sophie Vayssettes, pesquisadora responsável pelo levantamento, que mediu o acesso ao computador de um estudante de 15 anos em várias partes do mundo.
De um total de 65 países avaliados, apenas 10 estão em situação pior que a do Brasil. Alunos da Romênia, Rússia e Bulgária contam com mais acesso à tecnologia que os brasileiros. No País, em média, 53% dos estudantes de 15 anos têm computadores em casa. Há dez anos, a taxa era de 23%. Apesar do avanço, os números ainda são inferiores à média dos países ricos. Na Europa, EUA e Japão, mais de 90% dos estudantes têm computador. O acesso no Brasil é hoje equivalente ao na Europa no ano 2000.
O estudo aponta ainda a desigualdade do acesso à informática no Brasil. Entre os mais ricos, 86% têm computador e internet em casa - taxa equivalente a dos alunos de países ricos. Entre os mais pobres, apenas 15% têm as ferramentas em casa.

Com Estadão