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sábado, 16 de julho de 2011

Ataques de vírus na internet têm aumento de 256%

O número de ataques de vírus aos computadores conectados à internet deu um salto no primeiro semestre deste ano. Levantamento do Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br) mostra que o número de notificações de problemas desse tipo passou de 61,1 mil nos seis primeiros meses de 2010 para 217,8 mil nos mesmo período deste ano, um crescimento de 256%.
Segundo a Cert.br – organização ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, órgão que coordena todas as iniciativas de serviços da web no País – esse crescimento se deve principalmente porque o usuário de internet tem acessado mais sites desconhecidos e que carregam algum tipo de vírus.
No primeiro semestre deste ano foram 89,1 mil notificações recebidas pela Cert.br na categoria “Outros”, que reúne casos em que o ataque ocorreu por conta da navegação em páginas não confiáveis, e não por recebimento de e-mail com o chamado malware.
De acordo com o Cert.br, o aumento dos ataques ocorre em uma proporção maior que o crescimento da internet no País. Os dados do Ibope Nielsen Online mostram que de maio de 2010 para maio deste ano, o número de pessoas com acesso à web se ampliou em 24,80% – de 46,9 milhões para 58,6 milhões. “Com mais pessoas com acesso à internet também há mais usuários vulneráveis”, afirma Fabio Assolini, analista de vírus da Kaspersky, empresa que desenvolve soluções de segurança para computadores.
Os especialistas acreditam que a tendência é que esses números continuem a crescer nos próximos meses, já que o usuário também deve passar a relatar mais seus problemas com os tais códigos maliciosos. “Os dados apresentados ainda são muito pequenos perto do que deve ocorrer realmente nesse meio. Esses números são apenas os ataques relatados”, diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil, empresa especializada em desenvolvimento de antivírus e aplicativos de segurança.
Mobilidade
O professor de redes e telefonia IP da Fiap, Almir Meira Alves, explica que a vulnerabilidade também aumentou com o avanço da mobilidade da internet. “No meio tradicional de acesso a internet (desktops), o internauta costuma ser mais cuidadoso. Mas com o avanço dos tablets e smartphones, ele não tem essa preocupação e acaba se tornando mais vulnerável a ataques”, afirma.
Outra fonte de disseminação de códigos maliciosos são as redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter, já que grande parte dos usuários da web participa de alguma delas. Os fabricantes de antivírus já identificaram um código malicioso de origem brasileira no Facebook.
Para o usuário, o importante é ser cuidadoso ao acessar a internet. O profissional de marketing Celso Freitas, de 39 anos, criou uma lista de e-mails confiáveis para tentar manter seu computador a salvo de códigos maliciosos que possam vir em links e arquivos.
“Sempre mantenho o antivírus e o sistema operacional atualizado. Também procuro não entrar em sites desconhecidos. Ter responsabilidade é importante para também não infectar os amigos que confiam nos seus e-mails”, explica o internauta.

Com o JT

quinta-feira, 14 de julho de 2011

China: mercado aberto, internet fechada

Cerca de 1,3 milhão de sites foram fechados na China em 2010, segundo um centro de estudos do governo chinês.
De acordo com um levantamento da instituição, havia 41% menos de sites na China no final do ano de 2010 do que no mesmo período do ano anterior.
Os dados fazem parte do Relatório sobre o Desenvolvimento da Indústria de Novas Mídias na China, que foi apresentado pelos pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Sociais.
Nos últimos anos, oficiais chineses endureceram o controle sobre a internet, e deram início a uma perseguição contra sites de pornografia em 2009.
No entanto, o pesquisador do Instituto de Pesquisa sobre Mídia, Liu Ruisheng, um dos responsáveis pelo levantamento, disse que a diminuição no número de sites não tinha relação com o controle governamental.
Durante a apresentação do estudo, ele disse que a China tem "um alto nível de liberdade de expressão".
'Supervisão rigorosa'
De acordo com Liu, o número de páginas de conteúdo nos sites em funcionamento aumentou para 60 bilhões - 79% a mais do que no ano anterior -, apesar da redução no número total de sites.
"Isso quer dizer que o nosso conteúdo (na internet) está mais forte, enquanto nossa supervisão está se tornando mais rigorosa e ordenada", disse.
No entanto, ativistas pelos direitos civis vem protestando contra a censura à internet do governo chinês. De acordo com críticos, muitos sites são fechados no país por razões políticas.
O levantamento diz ainda que cada vez mais chineses usam fóruns imonline para debater acontecimentos do país e do mundo.
Uma série de sites são bloqueados habitualmente, como o serviço de língua chinesa da BBC e sites de redes sociais como Facebook, YouTube e Twitter.

Com BBC Brasil

domingo, 3 de julho de 2011

Jornalismo cidadão cresce na China

O crescimento da internet na China e a falta de confiança na mídia controlada pelo Estado estão impulsionando o jornalismo cidadão, que vem se desenvolvendo apesar da censura governamental.
Esse crescimento só foi possível graça ao aumento gradual do acesso à internet e à popularização das redes sociais, que ajudam a propagar a distribuição de notícias e opiniões colhidas ou emitidas por usuários.
Notícias relacionadasTuiteiro diz ter atirado sapato no 'pai da censura' chinesa na internet. Presidente do ‘Google chinês’ é o homem mais rico da China continental'Twitter chinês' ajudou a desvendar assassinato de criança, diz polícia.
Em 2007, o portal celebrou 1 bilhão de hits diários, motivados pelo crescente número de blogs registrados, segundo conta o porta-voz da empresa, que é privada e de capital aberto, Wang Yu.
Em 2010, o número de blogs no site, de pessoas físicas e jurídicas, ultrapassou 600 milhões.
Twitter chinês
O serviço de microblog Weibo, que emula o Twitter, recebe 10 milhões de novas contas por mês. Criado pelo Sina, o site tem 140 milhões de usuários e é o maior do país.
Eventos que não apareceriam na mídia tradicional são relatados graças à participação popular. Os chineses usam celulares para publicar o que testemunham, expandindo o fluxo de informação para além dos limites da imprensa oficial.
Para David Bandurski, professor de jornalismo da Universidade de Hong Kong e criador do China Media Project – que estuda a produção de informação na China –, a internet se tornou uma ferramenta de democratização da sociedade.

Com BBC Brasil