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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Centrais sindicais protestam contra o distanciamento do governo com a classe trabalhadora

Centrais realizam a maior passeata dos últimos tempos em defesa da classe trabalhadora
Foi calculado um número de 80 mil participantes, baseado no total de 2.500 ônibus que chegaram à Praça Charles Miller, na zona oeste, onde teve início a manifestação pela agenda unitária.
A Agenda Unitária da Classe Trabalhadora é um conjunto de reivindicações democráticas e populares para mudanças na política econômica, como redução dos juros, conquistar o desenvolvimento com valorização do trabalho, distribuir renda e fortalecer o mercado interno, reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário, acabar com o Fator Previdenciário, por uma política de valorização das aposentadorias, regulamentar a terceirização para garantir os direitos dos trabalhadores, entre outros.
A passeata contou com integrantes das centrais sindicais, CTB, CGTB, Força Sindical, NCST, e UGT, juntamente com os movimentos sociais, como forma de manifestação na luta pela aprovação da pauta trabalhista no Congresso. O ato começou às 10 horas, na Praça Charles Miller, em frente o Estádio do Pacaembu, e após a concentração, os trabalhadores seguiram em passeata até a Assembleia Legislativa, passando pela Avenida Paulista.
O plano "Brasil Maior" recebeu criticas das centrais, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) considera que tais medidas são equivocadas, pois não resolve os problemas do processo de desindustrialização do país e ainda agrava, futuramente, o equilíbrio da previdência social. Para Wagner Gomes, presidente da CTB, o governo Dilma erra no remédio e anuncia uma política industrial tímida e limitada.
Todos os dirigentes que falaram no palanque da Assembleia Legislativa ressaltaram a importância do ato das centrais sindicais unidas. O próximo passo agora será invadir Brasília e o Congresso Nacional.
“É a força dos trabalhadores e trabalhadoras que vai fazer a gente peitar o sistema financeiro. É a força do povo que vai fazer a gente peitar a política de juros, esse câmbio que só traz prejuízo para a economia brasileira. É preciso defender nosso país, defender a nossa nação, é isso que a centrais sindicais e os movimentos sociais estão fazendo, defender a classe trabalhadora”, afirmou Wagner Gomes.
O presidente da CTB encerrou sua fala com uma mensagem para o governo: “Portanto, presidenta Dilma, o povo quer que as mudanças que começaram em 2002 continuem".

sábado, 30 de abril de 2011

Centrais unidas em defesa do trabalhador

A união de cinco centrais sindicais é a novidade da comemoração do Dia do Trabalho, no próximo domingo (1º), que neste ano será feita em um palco montado na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. A Força Sindical, a Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e a União Geral de Trabalhadores (UGT) propõem que, na festa, cujo lema é "Desenvolvimento com Justiça Social", os participantes reflitam sobre o mundo do trabalho atual.
O presidente da CTB, Wagner Gomes, defendeu o imposto sindical, afirmando que é o melhor sistema para sustentar o movimento. “Se não for o trabalhador sustentando o movimento sindical, os sindicatos fecham. Com o fim do imposto sindical, os sindicatos ficariam na mão dos patrões na hora da negociação. O imposto sindical é importante para os sindicatos terem independência.”
Para o presidente da CGTB, Antônio Neto, os motivos que unem as centrais são muito maiores do que um motivo que pode desuni-las, como a discordância sobre o fim do imposto sindical. “Não foi possível que as seis estivessem na comemoração, mas não tem problema, porque as bandeiras de luta são as mesmas, e essa história de contribuição sindical é de menor importância, não está no centro do debate.”
Em defesa do imposto sindical, o representante da UGT, Antônio Cabral, destacou que até mesmo os sindicatos patronais recebem das empresas uma contribuição, sem a qual não podem sobreviver. “Por isso, compactuamos com o imposto sindical, que é a fonte de renda paga pelos trabalhadores e cabe a eles administrar suas entidades sindicais”, afirmou Cabral.

Com Agência Brasil