quinta-feira, 22 de abril de 2010

Esperamos pelo primeiro


O general Reynaldo Bignone foi o último ditador da Argentina a ser julgado. Em 1985, o general Jorge Rafael Videla e o almirante Eduardo Emilio Massera foram condenados a prisão perpétua por genocídio, tortura e desaparecimento forçado.

Além do ex-ditador, outras seis pessoas foram condenadas por crimes cometidos contra os direitos humanos. Estima-se que cerca de 10 mil pessoas desapareceram ou foram assassinadas de 1976 a 1983, na Argentina.

Nos países da América do Sul, Chile, Uruguai, e Argentina julgaram quem mandou torturar, estuprar, matar, desmoralizar, humilhar, ocultar cadáver. E aqui no Brasil os torturadores vão ficar impunes? Comissão da verdade já.

terça-feira, 20 de abril de 2010

50 anos da inauguração de Brasília


Há 50 anos o presidente da República, o mineiro Juscelino Kubitschek e o vice-presidente, o gaúcho João Goulart, inauguravam Brasília a nova capital federal. Jango na época era a grande liderança da classe trabalhadora, urbana e rural, dos movimentos sociais e das entidades da sociedade organizada do país. 

domingo, 18 de abril de 2010

O latifúndio invade a natureza



Isso é legal? Queimadas destroem tudo que tem vida

Entre os meses de maio e dezembro, são comuns as notícias de queimadas no interior do Brasil. Feitas principalmente pelos grandes agricultores e também por grileiros, esse método de “limpeza” da área de plantio é uma técnica considerada arcaica e prejudicial tanto para o ecossistema quanto para a própria produção agrícola.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Trabalhadores rurais produzem o que você come


Em janeiro de 2010, o setor de máquinas agrícolas teve um aumento na produção de 25,5% em comparação com o mesmo período de 2009, 48,9% nas vendas internas e 26,3% nas exportações.

O Programa Mais Alimentos (de apoio à agricultura familiar), do governo federal, foi responsável por 80,7% do total de vendas de motocultivadores e tratores de até 78 CV, efetuadas pela indústria em 2009.

Houve, no governo Lula, a criação de uma série de programas de apoio à reforma agrária, como acesso ao microcrédito, incremento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, aumento da eletrificação rural.

Aumentaram os recursos para a agricultura familiar. Nesse sentido, Lula foi menos conservador do que FHC. Os conflitos gerados no campo nos últimos anos foram mais evidentes devido a postura mais democrática do governo Lula.

A discussão sobre a reforma agrária assusta e aguça as oligarquias rurais, que agem por não conhecer o conteúdo da lei da reforma agrária. Quem coloca a comida na mesa do povo brasileiro é a agricultura camponesa e familiar, responsável pela produção de 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 58% do leite, 59% dos suínos e 50% das aves.

O jornal Estado de S. Paulo, que propaga o "ÃO"  e se comporta "INHO" de "pequenINHO" traz matéria que aponta aumento no governo Lula dos conflitos no campo, (928 contra 800 governo FHC) o que aumentou foi o diálogo, e também os investimentos no campo.

Isso é legal, 17 de abril o dia da luta pela reforma agrária


Em um país de tamanho continental, a distribuição das terras continua revelando esta concentração, pois, do total de estabelecimentos agropecuários, 84,4% (4.367.502) são estabelecimentos familiares, sendo os restantes 15,6% (807.587) empresariais.

Empresas nacionais e internacionais ocupam 75,7% de toda a área, enquanto os 84,4% dos estabelecimentos familiares ocupam apenas 24.3% da área. Apenas 15 mil estabelecimentos com mais de 2.500 hectares apropriaram-se de 98 milhões de hectares das terras brasileiras.

O agronegócio quer concentrar a totalidade da produção dos alimentos em nosso país. Mas, na realidade, quem coloca a comida na mesa do povo brasileiro é a agricultura camponesa e familiar, responsável pela produção de 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 58% do leite, 59% dos suínos e 50% das aves. 

A reforma agrária tem por objetivos principais:
a) Eliminar a pobreza no meio rural.
b) Combater a desigualdade social e a degradação da natureza que tem suas raízes na estrutura de propriedade e de produção no campo;
c) Garantir trabalho para todas pessoas, combinando com distribuição de renda.
d) Garantir a soberania alimentar de toda população brasileira, produzindo alimentos de qualidade, desenvolvendo os mercados locais.
e) Garantir condições de participação igualitária das mulheres que vivem no campo,em todas as atividades, em especial no acesso a terra, na produção, e na gestão de todas as atividades, buscando superar a opressão histórica imposto às mulheres, especialmente no meio rural.
f) Preservar a biodiversidade vegetal, animal e cultural que existem em todas as regiões do Brasil, que formam nossos biomas.
g) Garantir condições de melhoria de vida para todas as pessoas e acesso a todas oportunidades de trabalho, renda, educação e lazer, estimulando a permanência no meio rural, em especial a juventude

O agronegócio quer se fazer passar também como responsável pela geração dos empregos no campo. Os dados do Censo agropecuário desmentem este discurso. Mostram que 74,4% do pessoal ocupado no campo vive nas pequenas propriedades, são 12 milhões e trezentas mil pessoas.

Só 25,6% é empregado nas grandes propriedades, quatro milhões e duzentas mil pessoas. Na agricultura camponesa, em cada 100 hectares, trabalham 15 pessoas. No agronegócio, cada 100 hectares empregam apenas duas pessoas.

Não se pode protelar mais a realização de uma profunda Reforma Agrária em nosso país, entendida como a reconquista dos territórios camponeses violentamente tomados pela colonização e pelo avanço do capital e a conquista de novos territórios, respeitando a diversidade, a cultura, a religiosidade, as etnias dos povos dos diferentes biomas brasileiros. 

O Movimento dos trabalhadores rurais tem como dia de luta instituído em 17 de abril pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder dos tucanos, que assinou um decreto que de forma legal marca o dia como Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Ou seja, é um direito lutar pela Reforma Agrária neste país. Isso é legal. 

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Direto da redação da Falha de S.Paulo

A Folha de S.Paulo tem o hábito, ou acho que jogaram fora o manual de redação, de publicar matérias quase sempre em manchetes de grande destaque e depois publicar em um canto qualquer uma notinha com o título, Erramos. Vejam alguns só do começo do mês.

Erramos: Com 43%, Marta lidera corrida pelo Senado em São Paulo
Diferentemente do publicado em "Com 43%, Marta lidera corrida pelo Senado em São Paulo" (Brasil - 01/04/2010 - 07h12) produzida pela Folha de S.Paulo e reproduzida pela Folha Online, Ricardo Young (PV) não é mais presidente do Instituto Ethos. Ele deixou o cargo em 17 de março para se candidatar ao Senado. O atual presidente do instituto é Oded Grajew. O texto foi corrigido

Erramos: Dilma confirma que vice será do PMDB e associa Serra a apagão
Diferentemente do publicado em "Dilma confirma que vice será do PMDB e associa Serra a apagão" (Brasil - 05/04/2010 - 11h23), José Serra não era Ministro do Planejamento à época do apagão elétrico, em 2001, mas Ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso. O texto foi corrigido.

Erramos: DEM diz que governo pretende engavetar projeto da ficha limpa
Diferentemente do publicado em "DEM diz que governo pretende engavetar projeto da ficha limpa" (Brasil - 07/04/2010 - 11h32) o deputado Ronaldo Caiado (GO) é ex-líder do DEM na Câmara. O atual líder é o deputado Paulo Bornhausen (SC). O texto foi corrigido. 

Erramos: Com Ciro indefinido, Planalto afaga PSB nos Estados
Diferentemente do publicado em "Painel da Folha: Com Ciro indefinido, Planalto afaga PSB nos Estados" (Brasil - 12/04/2010 - 10h24), a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), não disputará o governo do Ceará. O texto foi corrigido.
 
Erramos: Vaticano se defende e critica cardeal que vinculou pedofilia aos gays
Diferentemente do publicado em "Vaticano se defende e critica cardeal que vinculou pedofilia aos gays" (Mundo - 14/04/2010 - 11h43) a ONG Arcigay denunciou "o cinismo, a falta de escrúpulos e a crueldade" da hierarquia do Vaticano ao vincular a homossexualidade à pedofilia e não à pederastia. O texto foi corrigido.

Erramos:“A ex-ministra Dilma Rousseff nunca disse a frase “eu não fugi da luta e não deixei o Brasil”, publicada em parte dos exemplares da edição de domingo no texto “Dilma ataca rival e diz que não “fugiu” da luta na ditadura” (Brasil). A correção é necessária porque a informação errada deu margem a uma interpretação maliciosa do discurso da ex-ministra. Dilma Rousseff não se referiu em nenhum momento a pessoas que tiveram de deixar o país em qualquer circunstância

E aos leitores que ainda se arriscam e mantém assinatura do jornal que muitos chamam de Falha de S.Paulo, digo que nem tudo está perdido, procure informações em outro jornal.
ACERTAMOS: Em cancelar a assinatura da Folha de S.Paulo, para não ler mais esses erros e outras coisas, e depois em um local escondido ter que achar a explicação. Faça o mesmo, cancele e não leia.

Tucanos inauguram comitê de campanha

Tucanos que detestam o cheiro da massa popular resolveram adotar a megaloja de comércio para ricos como uma das sedes de sua campanha, tanto para governador com Geraldo Alckmin, e para a presidência com José Serra, o QG dos que têm alergia ao odor do povo.

A escolha foi facilitada porque uma das filhas de Alckmin (na foto o casal Alckmin com a dona da loja trambiqueira) é gerente da megaloja que esteve envolvida em grandes falcatruas e sua proprietária presa por importação ilegal, sonegação de impostos e falsificação de notas fiscais.

Lá também circula a "massa cheirosa" que os tucanos tanto apreciam, e a Daslu também conhecida como a "Galeria Pagé de Luxo" vende perfumes caros para a massa demotucana, vestidos de R$ 30 mil, calças jeans de R$ 3 mil, bolsas de R$ 5 mil, e deve ser por isso que os demotucanos chamam o 'Bolsa-família" de bolsa-esmola.

A megaloja de artigos pirata de luxo vende até helicóptero, com grande procura dos demotucanos que não suportam o trânsito, nem o metrô e outros tipos de transporte onde possam encontrar com a massa que não é cheirosa.

 
Na foto acima a Daslu, sempre frequentada pelos tucanos, cuja proprietária é a empresária Eliana Tranchesi, que desviou milhares de dólares de importações fraudulentas e conseguiu um habeas corpus em 24 horas.

No dia seguinte após ser presa, depois de entrar em um comburão da polícia federal em cumprimento à sentença judicial e ficar em uma delegacia, foi solta, a defesa conseguiu um habeas corpus.

Tranchesi foi libertada e hoje está à frente do espaço comercial mais caro e luxuoso  de São Paulo e do país. A soma de suas penas chegam a 94 anos. Coisas da massa cheirosa.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Abril azul, a Globo invade a mente do povo


A rede Globo que nasceu e cresceu durante a ditadura militar, foi fundada em 26 de abril de 1965, um ano após o golpe de 64, ficou acostumada em viver à custa das benesses dos governos.

Infeliz do governo que não atende seus pedidos de privilégios sofre nas telas e nos jornais do grupo. Nesse mês de abril a Globo completa 45 anos e praticando a mesma filosofia de trabalho, só escrevemos e falamos bem de quem nos dá vantagens.

E a receita se repete mais uma vez, a Globo incorporou ao seu patrimônio um terreno público de quase 12 mil metros quadrados, avaliado em mais de R$ 11 milhões.

A área fica contígua ao prédio da emissora no Brooklin, em São Paulo, e não paga nada por ter usado o terreno por mais de 12 anos, e ainda cercou para uso próprio, com pista de Cooper exclusiva aos funcionários da emissora.

Ninguém podia frequentar o lugar. Tem grade e vigilância 24 horas feita por funcionários da própria Globo, isso é apropriação indébita, nunca contestada pelos governos tucanos de São Paulo, se estão maquiando agora a "doação" é por conivência.

No Rio, em Jacarepaguá onde a Globo tem o Projac onde são feitas novelas, mini-séries existe uma parte do terreno que foi tomado do mesmo jeito há muitos anos e ficou por isso mesmo. Na base do "Toma lá, e dá cá". 

A rede Globo tem como grande pauta criminalizar as lutas sociais e impedir o avanço da Reforma Agrária. E tudo que se trata de assuntos para resolver os problemas das quatro milhões de famílias pobres do campo e das 90 mil famílias acampadas em todo o país.

O Movimento dos trabalhadores rurais tem como dia de luta instituído em 17 de abril pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder dos tucanos, que assinou um decreto que de forma legal marca o dia como Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Ou seja, é um direito lutar pela Reforma Agrária neste país.

A rede Globo que é uma concessão do governo federal deve por obrigação contratual exibir programas culturais e de interesse da população, faz ao contrário no horário nobre com seu jornalismo manipulador e troglodita que mais parece, “house organs”, jornal da casa.

Em suas novelas que retratam a infidelidade, a generalização da traição, a submissão dos mais humildes aos poderosos é estampada em seus personagens e a propaganda das diferenças de classe social.

Isso sem falar de seu programa recorde de audiência em que mostra a intriga e boçalidades de seus integrantes, o BBB, onde a competição de bíceps e glúteos é o ponto alto.

No "abril vermelho" o dia 17 é marcado pela luta dos movimentos sociais dos trabalhadores rurais, e no dia 26 o dia da fundação da Globo, o "abril azul", o dia que se comemora 45 anos de invasão da mente da população que assiste seus programas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quem matou e torturou vai ficar impune?

        

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153, que contesta a Lei da Anistia (Lei nº 6.683/79), não entrará na pauta da sessão ordinária desta quarta-feira (14) como estava previsto.

Embora haja o quórum mínimo exigido para análise de matéria constitucional (oito ministros), a Presidência do STF decidiu adiar o julgamento em razão da importância e complexidade da questão, o que recomenda a análise do processo com quórum completo.

Ainda não há previsão acerca da nova data para julgamento do processo. O país aguarda há anos a hora de ver os torturadores indiciados pelos crimes de lesa humanidade definido por tratado internacional.

Votam na sessão do STF nove ministros do Supremo, e a população brasileira quer saber quem matou e torturou. Segundo dados existentes no país existem mais de 150 desaparecidos políticos no período do golpe militar entre 1964 e 1985.

Segundo trabalho de Janaina Teles, da USP, os dados da repressão durante a ditadura, foram mais de 20 mil pessoas presas submetidas a tortura somente no 1º semestre de 64, há 356 mortos no período, quase 7.400 acusados, mais de 10 mil na fase de inquéritos, 4.862 cassados, e centenas de camponeses assassinados sem registro de óbito.

No Chile as ações que apuram os torturadores já condenaram alguns repressores do período da ditadura chilena, no Uruguai e na Argentina também. Na América do Sul quase todos os países que sofreram com os golpes militares dos anos 60/70,  apuram quem foram os torturadores, civis ou não, de seus filhos que lutaram por liberdade e democracia.

Ainda que tarde, o Brasil precisa saber se a justiça prevalecerá, no sentido de que a anistia não vale para os crimes de tortura, assassinatos, estupro de prisioneiras e desaparecimentos forçados, (crimes de lesa humanidade) cometidos pelos agentes públicos a serviço do estado brasileiro.

Seja quem for, os militares, policiais militares, policiais civis e civis que praticaram estes crimes contra os opositores do regime, não são beneficiários da lei de anistia, através da interpretação errada de que tais barbaridades estariam contidas na definição de crimes conexos.

Crime conexo é o delito relacionado a outro porque praticado para a realização ou ocultação do segundo, porque estão em relação de causa e efeito, ou porque um é cometido durante a execução do outro.

O descaso na área da educação em São Paulo

Na área da educação os governos tucanos de São Paulo colecionam uma série de equivocos, aprovação progressiva quando os alunos são aprovados sem avaliação. A contratação temporária, quase a metade dos 250 mil professores paulistas que não lecionam escolas fixas, ficam em trânsito de uma escola para outra.

Distribuição de livros com pornografia para crianças entre 8 e 12 anos, livros de história com erro de impressão, mapas da América Latina com dois paraguais. Arrocho salarial aos professores da rede estadual de ensino, e agora o erro de registro dos alunos na pré-escola. 

Depois de três meses do ano letivo 15 mil alunos da rede estadual de São Paulo que cursavam o primeiro ano do ensino fundamental foram transferidos para o segundo ano. As escolas têm consultado os pais para saber se eles querem que o filho mude de série.

O governo paulista permitiu a mudança alegando estar pressionado pelo Ministério Público, devido à alteração em 2010 no ensino fundamental, que passou de oito para nove anos.

Segundo o governo paulista, diversas famílias procuraram a Promotoria reclamando que o filho na casa dos sete anos deveria estar no atual segundo ano (considerado equivalente à primeira série no antigo fundamental) em vez de frequentar o primeiro ano (equivalente à antiga pré-escola).

A confusão ocorreu devido à polêmica sobre a data de aniversário usada para definir em qual série cada criança deveria ser matriculada na capital paulista. Determinou-se, inicialmente, que aquelas nascidas até fevereiro de 2003 deveriam estar no primeiro ano.

Nos anos anteriores, porém, escolas haviam estipulado junho como o mês de corte. Ou seja, uma criança de sete anos, nascida em março de 2003, pela regra adotada em 2010 está no primeiro ano. Mas, pela lógica anterior, estaria no segundo ano (antiga primeira série).

Ainda na gestão José Serra (PSDB), em 25 de março, a Secretaria de Estado da Educação divulgou comunicado dizendo que poderia pular de ano a criança que já tenha cursado o ensino infantil e tenha nascido até 30 de junho de 2003, desde que os pais concordem e que a escola avalie que ela está apta para a transferência.

Essa decisão é um remendo pretendido por aqueles que não tomaram providências em prazo adequado, diz o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.

A lei de ampliação do ensino fundamental foi aprovada em 2005, com validade para todo o país. Este ano foi o prazo limite para que os Estados se adaptassem às novas regras.

Imagine a criança que está começando a frequentar escola neste ano e já ser jogada, no meio do ano, para uma outra turma, com um outro currículo, que traumas pode sofrer.

E os jornais da imprensa golpista diziam que a greve dos professores era política, diante de tantos erros na área da educação nesses 16 anos dos governos do PSDB-DEM, a greve serviu também para mostrar como é tratada e conduzida a educação em São Paulo. 

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Não mandei matar, só dar seis tiros"


É quase sempre assim, no interrogatório de Vitalmiro Moura, o Bida, que durou cerca de 40 minutos, o fazendeiro negou que tenha qualquer envolvimento na morte da missionária Dorothy Stang.

Ele afirmou ser apenas uma vítima no processo, negando que as declarações feitas por Amair Feijoli, apontando-o como mandante do crime, sejam verdadeiras. Segundo ele, a testemunha quis se beneficiar com a delação premiada, não se preocupando com a verdade dos fatos.

No decorrer do depoimento, o acusado não respondeu às perguntas feitas pela acusação. Indagado pelo juiz Moisés Flexa, Viltamiro confirmou conhecer os demais réus no processo, mas esclareceu que Amair Feijoli, Rayfran Sales e Clodoaldo Batista nunca trabalharam como seus empregados.

Disse ainda que teve relação comercial com Regivaldo Galvão, de quem estava comprando uma fazenda e já havia pago uma parte. Dando continuidade ao interrogatório, ele declarou também que estava em Altamira no dia do crime e que não tinha qualquer motivo para querer a morte da missionária.

Além disso, afirmou que não acolheu os executores (Rayfran e Clodoaldo) em suas terras e, quando soube que os mesmos estariam escondidos em sua fazenda, expulsou-os do lugar.

Edson Cardoso e o assistente Aton Fon Filho dividiram o tempo reservado e pediram que os jurados reconheçam o réu como mandante do assassinato de Dorothy Stang.

Um dos matadores em depoimento disse que Bida tinha interesse em matar Dorothy porque sofreu punições provocadas por denúncias feitas pela missionária, que causou multa de R$ 3 milhões por registro de trabalho escravo em sua fazenda.

A acusação sustenta a tese de homicídio triplamente qualificado (promessa de recompensa, motivo torpe e uso de meios que impossibilitaram a defesa da vítima). Depois de três julgamentos, o primeiro foi anulado, no 2º absolvido, e agora Bida foi condenado a 30 anos.
 
Dorothy Stang, era brasileira naturalizada, chegou ao Brasil em 1966, e passou a lutar pelas populações carentes, buscando dignidade de vida para todos.  
No dia 12 de fevereiro de 2005 seis tiros soaram no calor da manhã ensolarada de Anapu, estado do Pará.
Seis balas penetraram a cabeça, o coração e as entranhas de uma mulher idosa em anos e jovem de coração.  
Seis vezes a irmã Dorothy Stang teve seu corpo perfurado e sua vida liquidada por aqueles a quem incomodavam seu compromisso e sua ação em favor dos camponeses da Amazônia.

(Com informações do site Última Instância)